Ideário arminiano. Abordagens sobre a teologia clássica de Jacó Armínio: suas similaridades, vertentes, ambivalências e divergências.

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domingo, 16 de janeiro de 2011

A Glória de Deus.

A Glória de Deus.

Jacobus Arminius

92. A glória de Deus é de sua perfeição, considerada extrinsicamente, e pode, em algum grau, ser descrita assim: é a excelência de Deus acima de todas as coisas. Deus manifesta essa glória através de atos externos, de várias maneiras. (Romanos 1.23, 9.4; Salmos 8.1).

93. Mas os modos de manifestação, que nos são declarados nas Escrituras, são essencialmente dois: um, por um resplendor de luz e de raro esplendor, ou pelo seu oposto, uma densa escuridão ou obscuridade. (Mateus 17:2-5, Lucas 02.09; Êxodo 16.10; 1 Reis 08.11). O outro, pela produção de obras que concordam com Sua perfeição e excelência. (Salmos 19.1; João 2.11). Mas, cessando de qualquer discussão mais prolixa desse assunto, deixemo-nos com ardentes orações suplicantes, rogando ao Deus de Glória, que, uma vez que Ele nos formou para a sua glória, Ele nos faça, ainda mais e mais, instrumentos de demonstrar sua Glória entre os homens, por Cristo Jesus, nosso Senhor, o esplendor da sua glória, e a expressa a imagem de sua Pessoa.

Tradução: Lailson Castanha
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The Works of James Arminius, Vol. 1
http://wesley.nnu.edu/arminianism/the-works-of-james-arminius/public-disputations-james-arminius-dd-dedication/
Gravura: Moisés e a Sarça Ardente de Grabriel Castanha

sábado, 17 de julho de 2010

Sobre a causa do pecado universal.

Jacobus Arminius

10. SOBRE A CAUSA DO PECADO UNIVERSAL

1. Embora o pecado não possa ser cometido por ninguém exceto por uma criação racional, e, por isso, deixa de ser um pecado, por esta mesma circunstância, se sua causa for atribuída a Deus; no entanto, parece possível, por quatro argumentos, fixar essa acusação sobre o nossos teólogos. "Segue-se de sua doutrina de que Deus é o autor do pecado".

2. A primeira razão. - Porque eles ensinam que, "sem previsão do pecado, Deus absolutamente decidiu declarar sua glória através da justiça punitiva e da misericórdia, na salvação de alguns homens e na condenação de outros".

Ou, como outros deles afirmam: "Deus resolveu ilustrar a sua própria glória pela demonstração da graça salvadora, a sabedoria, a ira, habilidade e poder mais gratuito, na salvação de alguns homens em particular, e na condenação eterna de outros; que não pôde ser feito, nem foi feito, sem a entrada do pecado no mundo."

3. Segunda razão. - Porque eles ensinam "que, para alcançar aquele fim principal e supremo, Deus ordenou que o homem devesse pecar e se tornar corrompido e, pelo qual, Deus abriu um caminho próprio para a execução do presente decreto."

4. Terceira razão. - Porque eles ensinam que "Deus negou ao homem, ou tenha retirado do homem, antes de pecar, a graça necessária e suficiente para evitar o pecado", que é equivalente a isso - como se Deus tivesse

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imposto uma lei sobre o homem que era simplesmente impossível de ser executada ou observada por sua própria natureza.

5. Quarta razão. - Porque eles atribuem a Deus alguns atos, em parte externo, em parte, mediato, e em parte imediato, que, uma vez sendo estabelecido, o homem não foi capaz de fazer o contrário do que pecar por necessidade de uma consequente e antecedente coisa em si, que inteiramente tira toda a liberdade, contudo, sem essa liberdade um homem não pode ser considerado, ou contado, como sendo culpado do cometimento de pecado.

6. A quinta razão. - Testemunhos da mesma descrição pode ser adicionada em que nossos teólogos afirmam, em palavras expressas que "o reprovado não pode escapar da necessidade de pecar, especialmente porque esse tipo de necessidade é injetada através da nomeação de Deus". (Institutas de Calvino Lib. 2, 23).

Tradução: Lailson Castanha
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Fonte: ARMINIUS, Jacobus. The Works Of Arminius.Vl.2
http://wesley.nnu.edu/arminianism/arminius/arminius.htm#2


sábado, 27 de março de 2010

SOBRE Deus considerado de acordo com sua natureza

Jacobus Arminius

2. SOBRE DEUS CONSIDERADO DE ACORDO COM SUA NATUREZA

1. Deus é bom por uma necessidade natural e interna, não voluntariamente; o qual a última palavra é estupidamente explicada pelos termos "sem constrangimento” e "não servilmente".
2. Deus conhece de antemão as coisas futuras através da infinidade de sua essência e, através da perfeição preeminente de sua compreensão e previsão, e não como ele quis ou determinou que devesse necessariamente ser feito, embora ele não previsse, exceto o que era futuro, e não seria futuro a menos que Deus houvesse decretado a execução ou a permissão.
3. Deus ama a justiça e as suas criaturas, contudo ama a justiça ainda mais do que as criaturas, das quais, resultam duas consequências:
4. A primeira, que Deus não odeia a sua criatura, exceto por causa do pecado.
5. A segunda, que Deus não ama absolutamente nenhuma criatura para a vida eterna, exceto quando considerada justa, seja pela justiça legal ou evangélica.
6. A vontade de Deus é correta e útil em distinguir o que é antecedente e que é conseqüente.
7. A distinção entre a vontade de Deus que está em segredo ou a sua boa vontade, e aquela que é revelada ou significada, não pode ser rigorosamente examinada.
8. justiça punitiva e misericórdia não são, nem podem ser "o único movimento" ou causas finais do primeiro decreto, ou de sua primeira operação.
9. Deus é bendito em si mesmo e no conhecimento de sua própria perfeição.
Ele é, portanto, de nada necessita, nem precisa de demonstração de nenhuma das suas propriedades por meio de operações externas: Mas se ele fizer isso, é evidente que ele faz de sua pura e livre vontade, embora, nesta declaração [de qualquer das suas propriedades] certa ordem deva ser observada
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de acordo com as várias egressas, ou "saídas" da sua bondade, e de acordo com a prescrição de sua sabedoria e justiça.
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Fonte: ARMINIUS, Jacobus. The works of Arminius. vl 2
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quarta-feira, 24 de março de 2010

SOBRE AS ESCRITURAS E TRADIÇÕES HUMANAS

Jacobus Arminius

1. SOBRE AS ESCRITURAS E TRADIÇÕES HUMANAS

1. A regra da verdade teológica não é dupla, uma principal e outra secundária, mas é uma e simples, as Sagradas Escrituras.

2. As Escrituras são a regra de toda a verdade divina, de si, em si, e por si, e é uma afirmação imprudente ", que são na verdade a regra, mas apenas quando compreendida de acordo com o significado da confissão das igrejas Holandesas, ou quando explicada pela interpretação do Catecismo de Heidelberg.

3. Nenhum escrito composto por homens - por um homem, por alguns homens, ou por muitos - (com exceção das Escrituras Sagradas,) é axiopison "honroso de si mesmo", ou autopison "de si mesmo implicitamente merecedor de credibilidade", e, portanto, não está isento de um exame a ser instituída por meio das Escrituras.

4. É uma afirmação irrefletida, "que a Confissão e o Catecismo são colocados em questão, quando são submetidos a um exame", pois eles nunca foram colocados para além do perigo de serem postos em dúvida, nem podem eles ser assim colocados.

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5. É tirania e papismo controlar a mente dos homens com os escritos humanos, e impedir que eles sejam submetidos a um exame legítimo, mesmo sob qualquer pretexto que a conduta tirânica for adotada.
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Fonte:The Works of Arminius Vol. 2

http://wesley.nnu.edu/arminianism/arminius/v.htm#11.

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

SOBRE A CRIAÇÃO DO HOMEM CONFORME A IMAGEM DE DEUS


SOBRE A CRIAÇÃO DO HOMEM CONFORME A IMAGEM DE DEUS

Jacobus Arminius

Disputa nº 26

1. o homem é uma criatura de Deus, consistindo de corpo e alma racional, bom, e criado a imagem divina - em conformidade com o seu corpo, criado a partir de matéria pré-existente, isto é, terra misturada e espalhada com umidade aquosa e etérea, - em conformidade com a sua alma, criada a partir do nada, pela respiração de ar em suas narinas.
2. Mas o corpo teria sido incorruptível, e, pela graça de Deus, não teria sido suscetível á morte, se o homem não tivesse pecado, e não teria, por esse feito, proporcionado para si a necessidade de morrer. E porque devesse ser o recipiente para a alma, foi equipado pelo sábio Criador com excelentes órgãos
3. Mas a alma é de uma natureza inteiramente admirável se considerar sua origem, substância, faculdades e hábitos.
(1) Sua origem; a partir do nada, criada por infusão, e, infundida na criação à um corpo devidamente preparado para a sua recepção, podendo formar a matéria com uma forma, e, e sendo unida ao corpo pela ligação do nascimento, pôde, com ele, pode estabelecer com ele uma ufisamenon, produção. Criada, digo, por Deus no tempo, como ele ainda, diariamente, cria uma nova alma em cada corpo.
4. Sua substância é simples, material e imortal. Simples eu digo, não em relação a Deus, pois consiste em ato e potência ou capacidade, de ser e sua essência, de sujeito e acidentes, mais é simples em relação as coisas materiais e compostas. É imaterial, porque ela pode subsistir por si só, e quando separada do corpo, pode operar sozinha. É imortal, não certamente de si, mas pelo sustento da graça de Deus..
5. Suas faculdades são duas, o entendimento e a vontade, como de fato, o objeto e a alma são duplos. Para o entendimento apreender a eternidade, a verdade universal e particular, por um natural e necessário, ademais, por um ato uniforme. Mas a vontade tem uma inclinação para o bem. No entanto, esta é também, segundo o modo de sua natureza, para o bem universal e para aquele
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que é o Bem principal, ou, de acordo com o modo da liberdade, a todos os outros [tipos de] bem.
6. Finalmente. Em seus costumes que são, primeiro, a sabedoria, pelo qual o intelecto de forma clara e suficientemente entende a verdade sobrenatural da bondade assim como da felicidade e da justiça. Em segundo lugar, Justiça e santidade da verdade, porque a vontade capacitada para seguir o que esta sabedoria ordenou que se fizesse e que ele mostrou que se desejasse. Essa justiça e sabedoria são chamadas de original, porque o homem as teve desde sua própria origem, e se o homem tivesse continuado na sua integridade, igualmente teria sido comunicado a sua posteridade.
7. Em todas essas coisas, a imagem de Deus maravilhosamente brilhou. Nós dizemos que essa é a imagem pela qual se assemelhou a seu Criador, e manifestou-se conforme o modo de sua capacidade -em sua alma, de acordo com a sua substância, faculdades e hábitos - no corpo,embora isso não possa ser adequadamente dito, ter sido criado a imagem de Deus que é puro espírito, e algo divino, assim como, se o homem não tivesse pecado, o seu corpo nunca teria morrido, e porque é capaz de distinta incorruptibilidade e glória, da qual trata o apóstolo em 1 Coríntios 15, porque apresenta alguma excelência e majestade para além dos corpos de outros seres vivos, e, por último, porque é um instrumento bem equipado, para as ações e operações admiráveis - em toda a sua pessoa, de acordo com a excelência, integralidade, e o domínio sobre o resto das criaturas, a quais foram confiadas a ele.
8. As partes dessa imagem podem ser assim distinguidas: algumas podem ser chamadas de natural ao homem, e outras sobrenatural; algumas essenciais, e outras acidentais. É natural e essencial para uma alma ser um espírito, e de ser dotado do poder de compreensão e de vontade, tanto de acordo com a natureza e o modo de liberdade. Mas o conhecimento de Deus e das coisas relacionadas a salvação eterna, é sobrenatural e acidental, como o são igualmente a retidão e a santidade da vontade, de acordo com esse conhecimento. A imortalidade é medida essencial para a alma, que não pode morrer se não deixar de ser, mas é por esse motivo sobrenatural e acidental, porque é através da graça e da ajuda da sua preservação, que Deus não fica confinado a prover a alma..
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9. Mas a imortabilidade é inteiramente sobrenatural e acidental, pois ela pode ser retirada do corpo, e o corpo pode retornar ao pó, de onde foi tirado. Sua excelência acima de outros seres vivos, e sua peculiar aptidão para produzir vários efeitos, são naturais a ele e essencial. Seu domínio sobre todas as criaturas, que pertence a todo o homem, como ser constituido de corpo e alma, pode em parte, ser considerado como pertencentes a ele, de acordo com a excelência de sua natureza, e, em parte, pelo dom da graça, da qual o domínio, parece ser uma evidência, que nunca é inteiramente tomada fora da alma, apesar de variada, e de ser aumentada e diminuida de acordo com graus e partes.
10. Assim o homem foi criado, para que pudesse conhecer, amar e adorar o seu Criador, e poderia viver com ele para sempre em estado de bem-aventurança. Por este ato de criação, Deus claramente manifestou a glória de sua sabedoria, bondade e poder.
11. A partir desta descrição do homem, ao que parece, ele é servido para realizar o ato de religião a Deus, pois tal ato é exigido dele - que ele é apto para a recompensa, que pode ser devidamente julgada para aqueles que executam [atos de] a religião de Deus, e de punição, que pode ser justamente impostas aqueles que inflingiram a religião por negligência, e, portanto, que a religião pode, através de um merecido direito, exigir do homem, de acordo com essa relação, e está é a relação principal, de acordo com o que devemos, na sagrada teologia, tratar sobre a criação do homem conforme a imagem de Deus.
12. Além desta imagem de Deus, e essa referência para as coisas sobrenaturais e espirituais, esta sob nossa consideração o estado da vida natural em que o primeiro homem foi criado e constituido de acordo com o apóstolo Paulo,
"o que é natural foi primeiro, e posteriormente o que é espiritual" (1Co 15.46).
Este estado é fundado na união natural do corpo e da alma e na vida que a alma vive naturalmente no corpo; de que união e vida é que alma obtém para o seu corpo, coisas que são boas para ele, e, por outro lado, o corpo está pronta paras as obras que são congruentes a sua natureza e desejos. De acordo com este estado ou condição, existe uma relação mútua entre o homem e as coisas boas deste mundo, cujo efeito
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é que o o homem pode desejar-lhes, e, em obtê-los para si, pode outorgar as obras que considere necessárias e convenientes.

Obs: Podemos observar neste texto, que Jacobus Arminius, a exemplo dos teólogos e filósofos escoláticos como Maimônedes e Tomás de Aquino, se apropriava da linguagem e dos conceitos aristotélicos. Diferentemente de Calvino que seguia a tradição platônica/agostiniana.
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Tradução e comentário adicional: Lailson Castanha

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sobre a comparação da lei e o evangelho.

Jacobus Arminius
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Discussão 13
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SOBRE A COMPARAÇÃO DA LEI E O EVANGELHO
Requerido: PETER CUNÆUS
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1. Uma vez que a lei deveria ser considerada em dois aspectos, não só como foi originalmente entregue aos homens na constituição na inocência primitiva, mas também como ela foi dada a Moisés e imposta sobre os pecadores (em que ele tem em conta as Escrituras denominada de "Antigo Testamento", ou "o Velho Pacto), pode muito bem, de acordo com este duplo aspecto, ser, comparada com o Evangelho que recebeu a denominação de "o Novo Testamento", como oposição ao Velho. Isto pode ser feito em referência tanto a seu acordo e sua diferença, na verdade, seria inconveniente sermos levados a tomar seu acordo geral em consideração, sem sua diferença, a fim de que não sermos obrigados a repetir duas vezes a mesma coisa.
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2.
A lei, portanto, como foi primeiramente entregue a Adão e como ela foi dada por Moisés, concorda com o Evangelho.
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(1.) Em geral, é a consideração de que um é o autor. Um e o mesmo Deus é o autor de ambas, que emitiu a Lei como um legislador; (Gênesis 2:17; Êxodos 20:2;) mas promulgou o Evangelho como o Pai de misericórdias e o Deus de toda Graça: daí no primeiro é frequentemente denominada "a Lei de Deus”, e neste último "o Evangelho de Deus” (Rm.1. 1.)
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(2.) Em geral, a relação de seu tema.
Para a doutrina, cada uma compõe-se de uma ordem à obediência, e da promessa de uma recompensa. Neste âmbito cada uma delas tem o nome de hrwt "a lei”, que também é comumente atribuída a ambas nas Escrituras. (Is 2.3.)
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(3.) Em geral, a consideração de seu efeito, que é a glória da sabedoria, bondade e justiça de Deus.
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(4.) Em seu objeto comum, como não tendo sido distinguidos pelos aspectos especiais. Porque a lei foi imposta aos homens, e aos homens também foi o manifestado Evangelho.
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3.
Há, adicionalmente, um acordo apropriado da lei tal como foi entregue a Adão, com o Evangelho. Desse acordo, a lei tal como determinada através de Moisés, é excluída: ela é colocada na possibilidade de seu desempenho. Adão, foi capacitado, com a ajuda de Deus para cumprir a lei, por aqueles poderes que ele tinha recebido na criação, de outra forma, a transgressão não poderia ter sido imputada a ele por crime. O evangelho também está inscrito no coração de todos aqueles que estão em comunhão com Deus, que pode ser capaz de cumprir a condição de que ele prescreve.
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4. Mas a diferença entre a lei, como foi primeiro entregue, e o Evangelho, compõe-se principalmente das seguinte indicações.
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(1.) Em especial a respeito do autor. Pois, no exercício de benevolência à sua criação inocente, Deus entregou a lei sem se referir a Cristo, ainda como justiça estrita que necessita obediência, com a promessa de uma recompensa e condenação a uma punição. Mas, no exercício da graça e misericórdia, e com respeito a Cristo o seu ungido, Deus revelou o seu evangelho e, através da justiça temperada com sua misericórdia, promulgou suas exigências e suas promessas.
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(2.) Na determinada relação da sua questão. A Lei diz, "Faça isso, e tu deveis viver”(Rm 10.5.) Mas o Evangelho diz: "Se tu creres, tu serás salvo”, e esta diferença reside não só no postulado, a partir dos quais o primeiro é chamado "a lei das obras", mas o Evangelho"a lei da fé” (Rom. 3.27), mas também na promessa; já que, embora em cada um deles a vida eterna fosse prometida, contudo, pelo que Evangelho deveu ser conferida com morte e ignomínia, mas pela lei com natural disposição. (2 Tm 1.10.) Além disso, no Evangelho é anunciado remissão dos pecados como preparação para a vida eterna da qual nenhuma menção é feita em [Adamic] Lei; porque nem era esta remissão necessária a quem não era um pecador, nem seu anúncio [então] seria útil a ele, embora posteriormente pudesse ter-se transformado em um pecador.
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5. (3.) Eles também diferem quanto ao modo de recompensa.
Pelo acordo com a Lei [primitiva] “para aquele que trabalha, a recompensa seria de dívida” (Rm 4.4;) para aquele que transgrediu, o castigo infligido seria da gravidade da estrita justiça. Mas, para quem nEle crê, o prêmio é oferecido de graça, e para aquele que não crer, a condenação é devida, de acordo que com justiça e perdão moderado em Cristo Jesus (João 3.16, 19; 21, 41.) Eles são diferenciados na consideração especial do seu objetivo. Sendo que a Lei entregue ao homem enquanto inocente, já constitui em favor de Deus(Gn 2.17.), porém, o Evangelho foi oferecido ao homem como um pecador, em alguém que deveria ser trazido de volta para o favor de Deus, porque ele é "a palavra da reconciliação." (2 Coríntios. 5.19.)
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(5.) Diferem na peculiar relação a seu fim. Pela lei são reconhecidas a sabedoria, bondade e estrita justiça de Deus, mas pelo Evangelho é manifestada uma medida da mais ilustre exibição da sabedoria de Deus de sua bondade unida com a graciosa misericórdia e justiça docemente temperada em Cristo Jesus. (1 Coríntios. I, 20-24; Ef 1.8; Rm 3:24-26.)
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A lei de Moisés
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6.
Mas a diferença entre a lei que uma vez foi dada por Moisés, que é denominada "o Velho Testamento", e do evangelho uma vez que está sob a denominação de "o Novo Testamento", reside, segundo as Escrituras nas seguintes indicações.
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(1). Na propriedade distinta de Deus que os instituiu. Ele fez o velho pacto, como quem estando irado pelos pecados que ficaram sem expiação embaixo do pacto anterior [Adamic]. (Hb 9, 5, 15). Mas instituiu o novo, como sendo reconciliado ou, pelo menos como prestes a conseguir a reconciliação por esse pacto no amor de seu Filho, e pela palavra da sua graça. (2 Coríntios. 5, 17-21; Ef. 2, 16, 17.)
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(2). Na forma de instituição, o que corresponde, em cada um delas para a condição das coisas a ser instituídas.
A lei de Moisés foi entregue com os sinais mais óbvios do desprazer Divino e do juízo terrível de Deus contra pecados e pecadores. Mas evangelho foi dado com os símbolos assegurados da benevolência bom prazer e amor em Cristo. Daí o apóstolo diz: "Porque não chegastes ao monte palpável, aceso em fogo, e a escuridão, e às trevas, e à tempestade etc. "Mas chegastes ao Monte Sião” etc. (Hb 12.18-24.)
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(3.) No conteúdo das ordens e promessas. As ordens da lei foram essencialmente carnais (Hb 7. 16) e continha "a escrita ordens que eram contrárias a nós:" (Col. 2. 14.) A maior parte das promessas foram do mesmo modo corporais, e estipularam compromissos de uma herança terrestre, que aperfeiçoou "o velho homem." (Hebreus 10:1.) Mas o Evangelho é espiritual, (João 4:21, 23,) contendo ordens espirituais e a promessa de uma herança celeste que concorda "com o novo homem" (hebreus 8:6; o Efésios 1:3), embora prometa bênçãos terrestres, como adições, àqueles que "buscam primeiro o reino de Deus e a sua justiça." (Mateus 6:33.)
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7 (4.)
Colocamos a quarta diferença no Mediador ou Intercessor. Moisés é o mediador do Antigo Testamento, Jesus Cristo do Novo (Gl 3. 19; Hb 9. 15.) A lei foi dada por um servo mas o evangelho foi dado pelo Senhor que a si mesmo se revelou (Hb 3.5,6). "A lei foi dada por Moisés; a Graça e verdade vieram por Jesus Cristo”(João 1, 17.) A lei foi dada pelas mãos de um mediador (Gálatas 3:19) de acordo com o que é mencionado em outras passagens; (Levítico 26:46; Deuteronômio 5:26-31;) e Cristo é denominado "o Mediador do Novo Testamento." (Heb. 9.15.).
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(5.) Eles também diferem quanto ao sangue utilizado para a confirmação de cada Testamento.
O antigo pacto foi ratificado pelo sangue de animais (Ex 24. 5,6; Hb 9. 18-20;), mas o novo foi confirmado pelo sangue precioso do Filho do Deus, (Hebreus 9:14,) que está de mesmo modo nesta conta chamado "o sangue do Novo Testamento." (Mateus 26:28.).
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(6). Diferem no lugar da sua promulgação.
O Velho Pacto foi promulgado no monte Sinai; (Ex. 19. 18;), mas o novo "passou diante de Sião e de Jerusalém (Is 2. 3; Miquéias 4. 2.) Esta diferença é também apontada de forma clara pelo apóstolo Paulo (Gl. 4. 24-31; Hb 12.18 - 21.).
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8. (7). A sétima diferença deve ser tomada a partir do assunto, tanto aqueles a quem cada um foi dado, como em que cada um foi escrito.
A antiga lei foi dada para o "velho homem". O Novo Testamento foi instituído para o "novo homem". A partir desta circunstância, Stº Agostinho supõe que esses dois Testamentos obtiveram a denominação de “Velho" e de “Novo Testamento ". A antiga Lei foi escrita em “tábuas de pedra (Ex 30.1, 18). Mas o evangelho é "escrito em tábuas de carne (Jr. 31. 33; 2 Coríntios 3. 3.).
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(8.) A oitava diferença está nas adjunções, e isto em duas maneiras.
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(i) A antiga lei era “fraca e desprezível", e incapaz de dar vida.(Gálatas. 4. 9; 3. 21). Mas o evangelho contém as inescrutáveis riquezas de Cristo. "(Efésios 3. 8) e "é" o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. "(Romanos. 1, 16.).
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(ii.) A antiga lei era um fardo insuportável, que "nem os judeus,
nem os seus pais foram capazes de suportar." (Atos 15.10). Mas o evangelho contém o "jugo" de Jesus Cristo que é "fácil", e "o seu fardo", que é leve (Mateus 11.29, 30).
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9. (9.) A nona diferença deve ser tomada a partir da biodiversidade dos seus efeitos.
O Antigo Testamento é "a letra que mata", a administração da morte e da condenação. "Mas o Novo Testamento é o" Espírito que dá a vida "o ministério do Espírito de retidão e da vida (2 Coríntios 3. 6-11.). O Velho Pacto é semelhante a Agar, "gerando para“ escravidão”, o Novo como Sara, gera para liberdade (Gl 4.23, 24). "A lei entrou para que a ofensa abundasse," (Rm. 5.20,) e que "operasse a ira (4. 15.) mas, "o sangue do Novo Testamento ", exposto no Evangelho (Mt 26. 28,) expia o pecado (Hb 9. 14, 15) e, " fala melhor do aquele de Abel"(12, 24). O Antigo Testamento é o vínculo em que os pecados são escritos: (Cl 2.14), mas o evangelho é a proclamação da liberdade e da doutrina da cruz para o qual foi pregado o vínculo ou a escrita contra nós", e foi por esse mesmo ato ", retirado do caminho."
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(10.) A décima diferença será colocada no tempo, tanto da promulgação de cada uma e da sua duração.
O Antigo Testamento foi promulgado quando Deus levou os filhos de Israel para fora do Egito. (Jr. 31. 32.), mas o novo, posteriormente, nestes últimos tempos. (Hb 8. 8,9.) Foi designado que o Antigo Testamento perdurasse até o advento de Cristo e depois seria abolido (Gl 3.19; Hb 7.18; 2 Coríntios 3.10). Porém, o Novo Testamento continuará sempre, a ser confirmado pelo sangue do grande Sumo Sacerdote", que é feito sacerdote após o poder de uma vida infinita "pela palavra de um juramento (Hb 7.16-20), e, através do eterno Espírito, ofereceu-se para Deus" (9,14.) desta última diferença, é provável que a denominação de "o Velho Testamento" e "o Novo", derivaram-se dessa origem.
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Os santos NO ÂMBITO DO ANTIGO TESTAMENTO
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10. Mas, afim de que não se suponha que os Pais, que viveram sob a lei do Antigo Testamento, eram inteiramente destituídos de graça, fé e vida eterna, deve ser lembrado que até naquele período, a promessa esteve na existência que tinha sido feita a Adão acerca "da Semente da mulher," (Gênese 3:15,) o que também diz respeito à semente de Abraão, a quem "as promessas foram feitas," (Gl 3.16) e nos quais "todas as famílias da terra deviam ser abençoadas” (Atos 3. 25;) e que estas promessas foram recebidas na fé pelos santos pais. Dado que esta promessa é compreendida por revelação sob o nome de "o Velho Testamento," tomadas de uma ampla aceitação, e é chamado pelo apóstolo diaqhkh "o testamento (Gl 3.17), bem como, no plural, "os concertos da promessa” (Efésios 2.12;) também temos de considerar agora", este concerto da promessa o Novo Testamento, bem como o evangelho, chamado por meio da excelência, como sendo a conclusão das promessas(Gl 3. 16, 17,) e como sendo a promessa "(Hb 9.15), concordam e diferenciam-se um do outro.
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11. Colocamos um acordo nessas coisas que dizem respeito ao mérito de cada um. Pois:
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(1). No que diz respeito à Causa Eficiente, ambas foram confirmadas através da mera graça e misericórdia de Deus em consideração a Cristo.
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(2.) A questão de cada uma foi a mesma: isto é, "a obediência da fé foi exigida em ambas, (Gn 15, 6; Rm 4; Hb 11), e a herança da vida eterna foi prometida através da imputação da justiça da fé e, através graciosa adoção em Cristo
(Rom. 9.4; Hb 11.8.).
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(3.) Um tema, que é Cristo que foi prometido aos pais nas escrituras proféticas, a quem Deus tem mostrado no Evangelho
(At 3.19, 20; 13:32.).
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(4.) Um fim, o louvor da gloriosa graça de Deus em Cristo
(Rm 4.2, 3.).
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(5). Ambos os testamentos foram celebrados com os homens investidos na mesma relação formal, isto é, com homens como pecadores, aqueles que “não trabalham, mas que crêem naquele que justifica o ímpio". (Rm 9, 8 ; 11, 30-33.).
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(6.) Ambas têm o mesmo Espírito de testemunho ou selo da verdade, nas mentes daqueles que são participantes do pacto. (2 Coríntios 4:13.) para que desde então "a adoção" e "a herança" pertença do mesmo modo aos pais no Velho Testamento, (Romanos 9:4; o Gálatas 3:18,) e "o Espírito da adoção," que é "o penhor da herança," não possa ser-lhes negado. (Romanos 8.15; Efésios 1:14).
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(7.) Concordam em seus efeitos.
Os pactos geram filhos para a liberdade "Em Isaque será chamada a tua descendência." (Rm 9.7). "Então, irmãos, não somos os filhos da escrava, mas da livre, e somos como foi Isaque, os filhos da promessa (Gl.4.31, 28.). Ambas administram a a justiça da fé e a herança por meio dela. (Rm 4.13.) Ambas excitam alegria espiritual nos corações dos fiéis (João 8. 56; Lucas 2.10.).
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(8). Finalmente, concordam neste particular - que ambas foram confirmadas pelo juramento de Deus. Nenhum delas, portanto, deviam ser abolidas, mas a antiga era para ser cumprida por esta última. (Heb. vi, 13, 14, 17; vii, 20, 21.) (Hb 6.13,14,17; 7. 20, 21).
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12. Mas há uma diferença em algumas circunstâncias acidentais que não derrogam (alteram) nada de sua unidade substancial.
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(1.) Com respeito do acidente e do seu objeto: Quando o advento de Cristo se aproximou, ele foi proposto pela promessa
(Ml 3.1.) Mas Ele é manifestado agora no Evangelho (1 João I. 1,2; 4. 14).
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(2). Daí também surge à segunda diferença, em respeito ao acidente da fé, necessário sobre seu objeto.
Para como as coisas do presente e do passado são sabidas mais claramente do que as coisas futuras, assim, que a fé em Cristo que viria, era mais obscura do que a fé contemplada em Cristo no presente (Hb. 11.13; Nm 14.17.)
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(3.) A esses se acrescenta a terceira diferença - que Cristo com seus benefícios foi outrora proposto para os israelitas em tipos e sombras: (Hb. 12; Gl 3.16). Mas agora ele é oferecido no Evangelho "a ser visto com o rosto desvendado, exibindo a realidade das coisas na sua própria imagem.
(2 Coríntios. 3.18; João I, 17; Col. 2. 17; Gl. 3.13, 25.).
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(4.) Esta diversidade das administrações exibe a quarta diferença no próprio herdeiro.
O apóstolo “compara os filhos de Israel a um herdeiro “infante” que necessitava da supervisão de “tutores e curadores”; e compara os crentes sob o Novo Testamento a um herdeiro adulto.(Gl. 4.1-5.).
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(5). Daí se infere uma quinta-diferença. Que o infante herdeiro, em "nada diferente de um servo"
, foi mantido em cativeiro sob a economia do cerimonial da lei, a partir do qual são libertas dessa servidão as pessoas que crêem em Cristo após a expiração do "tempo da tutela, designado antes pelo do Pai”.
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(6). A condição em que Espírito do herdeiro infante esta acomodado, permitir-nos a sexta diferença: que o herdeiro estava na verdade sob a influência do "Espírito de adoção”, mas, sendo ele, então, apenas um infante, este Espírito estava atemorizado, mas o herdeiro adulto está sob a influência completa "do Espírito de adoção” excluindo-se inteiramente esse medo
(Rm 8. 15; Gl 4.6.).
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(7). A sétima diferença consiste no número daqueles que são chamados para a comunhão em cada um desses pactos.
A promessa foi confinada dentro das fronteiras da “comunidade de Israel” a partir da qual os gentios eram "estrangeiros", sendo também “estranhos as alianças da promessa” (Efésios 2:11-13, 17.). Mas o Evangelho foi anunciado a toda a criatura embaixo do céu, e o monte de separação é completamente removido. (Mt 28.19; Mc 16.15; Cl 1.13.).
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13.
Mas os três, a lei, a promessa e o evangelho podem tornar-se sujeitos de considerações de outra ordem, quer como oposição entre si, ou como subordinada umas as outras. A condição da lei, pois, tal como foi entregue a Adão exclui a obrigatoriedade sobre a promessa de anunciar o Evangelho e, por outro lado, a necessidade de fazer a promessa o anúncio do Evangelho, declara que o homem não obedeceu a lei que lhe foi dada. A justificação não pode ser tanto, de uma só vez "da graça” e "da dívida” nem pode, ao mesmo tempo, admitir e excluir a "jactância". (G. 2 17; Rm 4. 4, 5; 3. 27). Foi também apropriado que a promessa devesse preceder o Evangelho, e em contrapartida devesse ser cumprida pelo Evangelho em vez de, como era inadmissível que tal grande bênção fosse oferecida, salvo se fosse ardentemente desejada, por isso era inadequado que o fervoroso expectante desejo fosse frustrado. (1 Pedro 1.10-12, Ageu 2.7, Malaquias 3.1). Também não é menos justo, que, após a promessa ter sido feita, a lei devesse ser recitada, pelo que poderá ser evocado a evidente necessidade da graça da promessa (Gl 3.19-24; Atos 13.38, 39) e, estando convencido dessa necessidade, poderão ser compelidos a fugir para o seu abrigo. (Gl.2. 15, 16.) A utilização da lei também foi benéfica para o Evangelho que devia ser recebido pela fé (Cl 2.14, 17). Enquanto a promessa era atual, foi também a vontade de Deus adicionar outros preceitos, e, sobretudo, como foram os cerimoniais, pelo que o pecado pode ser ["encerrado”] ou testemunhado contra, e um aviso prévio pôde ser dado do cumprimento das promessas. E quando a promessa foi cumprida, era a vontade de Deus que estes preceitos fossem revogados, como que tendo completado as suas funções. (Hb 10. 9, 10). Finalmente, a lei moral deveria servir tanto para a promessa como para o evangelho que já foi recebido pela fé como uma regra segundo a qual crentes devem conformar suas vidas. (Sl 119:105; Tito 3:8.). Mas, concedeu Deus, a partir de sua palavra, capacidade para compreender, ainda mais claramente, sua gloriosa economia, para a sua glória, em Cristo.
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The Works of James Arminius Vl 1
Public Disputations: Disputation 13: On the comparison of the Law and the Gospel
DISPUTATION 13: ON THE COMPARISON OF THE LAW AND THE GOSPEL
http://wesley.nnu.edu/arminianism/arminius/j.htm#DISPUTATION%2013
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Tradução: Lailson Castanha
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Os Cinco Artigos da Remonstrância (1610)

Artigo 1
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Que Deus, por um eterno e imutável plano em Jesus Cristo, seu Filho, antes que fossem postos os fundamentos do mundo, determinou salvar, de entre a raça humana que tinha caído no pecado – em Cristo, por causa de Cristo e através de Cristo – aqueles que, pela graça do Santo Espírito, crerem neste seu Filho e que, pela mesma graça, perseverarem na mesma fé e obediência de fé até o fim; e, por outro lado, deixar sob o pecado e a ira os costumazes e descrentes, condenando-os como alheios a Cristo, segundo a palavra do Evangelho de Jo 3.36 e outras passagens da Escritura.
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Artigo 2
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Que, em concordância com isso, Jesus Cristo, o Salvador do mundo, morreu por todos e cada um dos homens, de modo que obteve para todos, por sua morte na cruz, reconciliação e remissão dos pecados; contudo, de tal modo que ninguém é participante desta remissão senão os crentes.
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Artigo 3
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Que o homem não possui por si mesmo graça salvadora, nem as obras de sua própria vontade, de modo que, em seu estado de apostasia e pecado para si mesmo e por si mesmo, não pode pensar nada que seja bom – nada, a saber, que seja verdadeiramente bom, tal como a fé que salva antes de qualquer outra coisa. Mas que é necessário que, por Deus em Cristo e através de seu Santo Espírito, seja gerado de novo e renovado em entendimento, afeições e vontade e em todas as suas faculdades, para que seja capacitado a entender, pensar, querer e praticar o que é verdadeiramente bom, segundo a Palavra de Deus [Jo 15.5].
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Artigo 4
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Que esta graça de Deus é o começo, a continuação e o fim de todo o bem; de modo que nem mesmo o homem regenerado pode pensar, querer ou praticar qualquer bem, nem resistir a qualquer tentação para o mal sem a graça precedente (ou preveniente) que desperta, assiste e coopera. De modo que todas as obras boas e todos os movimentos para o bem, que podem ser concebidos em pensamento, devem ser atribuídos à graça de Deus em Cristo. Mas, quanto ao modo de operação, a graça não é irresistível, porque está escrito de muitos que eles resistiram ao Espírito Santo [At 7 e alibi passim].
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Artigo 5
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Que aqueles que são enxertados em Cristo por uma verdadeira fé, e que assim foram feitos participantes de seu vivificante Espírito, são abundantemente dotados de poder para lutar contra Satã, o pecado, o mundo e sua própria carne, e de ganhar a vitória; sempre – bem entendido – com o auxílio da graça do Espírito Santo, com a assistência de Jesus Cristo em todas as suas tentações, através de seu Espírito; o qual estende para eles suas mãos e (tão somente sob a condição de que eles estejam preparados para a luta, que peçam seu auxílio e não deixar de ajudar-se a si mesmos) os impele e sustenta, de modo que, por nenhum engano ou violência de Satã, sejam transviados ou tirados das mãos de Cristo [Jo 10.28]. Mas quanto à questão se eles não são capazes de, por preguiça e negligência, esquecer o início de sua vida em Cristo e de novamente abraçar o presente mundo, de modo a se afastarem da santa doutrina que uma vez lhes foi entregue, de perder a sua boa consciência e de negligenciar a graça – isto deve ser assunto de uma pesquisa mais acurada nas Santas Escrituras antes que possamos ensiná-lo com inteira segurança.
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* Estes artigos foram inspirados por Jacobus Arminius através da divulgação e registro de suas idéias em sala de aula, debates públicos, cartas e declaração aberta de seus sentimentos teológicos.
Os arminianos remonstrantes só vieram a publicar a remonstrância, protestando por reparos nos Catecismo de Heidelberg e na Confissão Belga, em 1610, após a morte de seu mestre que se deu no ano de 1609.
Após a rejeição de seus artigos, passaram por uma severa perseguição
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As idéias defendidas por Jacobus Arminius que corrobora os artigos remonstrantes são:
1- na eleição com base na presciência de Deus. Deus salva os que dantes ele conheceu; portanto elegem os que ele sabe que creriam.
2 – Cristo morreu para todos, sendo que a eficácia de sua morte é restrita somente aqueles que crerem.
3 - Dependência da graça de Deus para que o homem entenda, queira e pratique as boas obras.
4 – Na possibilidade da resistência da graça por parte do homem. De modo que, o homem só pode alcançar a salvação por meio da graça, mas através de seu livre-arbítrio pode resisti-la.
5 – Na graça subseqüente, ou seja, suficiência da graça para firmar o homem na fé. Neste artigo a exemplo da posição de Arminius, fica em aberto a questão sobre a possibilidade de o homem cair e se desviar depois de alcançar e vivenciar as benesses da graça. Arminius, embora defenda a suficiência da graça para a salvação, admitia existir passagens bíblicas que parecem indicar a possibilidade do crente negligente cair.
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* Lailson Castanha

sábado, 24 de janeiro de 2009

Uma breve história sobre Armínio, e o arminianismo.

Jacob Harmensen, (1560-1609) que transliterou seu nome para o latim transformando-se em , Jacobus Armínius, em português – Jacó Armínio, também é conhecido nos paises de língua portuguesa, pela versão inglesa de seu nome – James ou Jacob Arminius.
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Nascido em na cidade Holandesa de Oudewater, numa ambiência totalmente calvinista, estudou em Leyden, na Universidade Marburg (1575-1581), na Basiléia (1582-1583), e em Genebra na Suíça (1584-1586).
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Nem sempre Armínio nutria as idéias que hoje são conhecidas como arminianismo, era ele, um adepto do calvinismo, sendo inclusive, influenciado por Teodoro de Beza o sucessor de Calvino.
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A controvérsia se deu, não por uma sublevação direta de Armínio, pelo contrário, a princípio o teólogo de Leiden preparou-se, por escolha de um sínodo local, a defender e teologia reformada, professada pela Igreja Holandesa, que vinha sendo atacada pelo teólogo Dirck Koornhet tendo como alvo principal de seus ataques, a doutrina da predestinação absoluta.
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No afã de responder com propriedade as assertivas de Koornhet, Armínio se lançou a pesquisas tendo como fonte de pesquisa, além das Escrituras, as obras teológicas dos Pais da Igreja. Todo esta empresa, produziu um efeito contrário, ou seja, Jacó Arminio terminou sua pesquisa corroborando as teses de Dirck Koornhet .
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O problema não terminou por aí, alias, absorver as idéias contrarias a teologia dominante, foi apenas o início. Exercendo o ofício pastoral (1588-1603), e nas atividades de professor em Leydem, a partir de 1603, suas questões começaram a ser publicamente divulgadas. Nas publicações de suas idéias e no conseqüente choque com a ala reformada mais radical, principalmente na figura de Franciscus Gomarus, que fora seu professor, que antojou o antiarminianismo, começou na vida de Arminio, uma intensa e enfadonha perseguição teológica e intelectual.
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Uns dos pontos centrais da divergência de Arminio e Gomarus, era na doutrina da predestinação, que segundo o primeiro, Deus conhecia de antemão aqueles que recepcionariam a graça de Deus, em Cristo Jesus, já Gomarus defendia que Deus só levava em conta sua absoluta vontade, predestinando assim aqueles que, por única e inquestionável vontade, decidiu eleger. Em 1607, essas diferenças foram transformadas em protestos por parte dos calvinistas, tendo o sínodo holandês convocado Armínio e Gomarus a exporem suas divergências – outra conferência foi agendada em 1609, sem nenhum avanço, sendo que neste mesmo ano, Arminio morreu de tuberculose.
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A morte de Jacó Armínio, não esfriou a controvérsia, sendo o seu ideário defendido, principalmente por Johannes Uitenbogaard e Simon Episcopius.
Em 1910 a controvérsia desencadeou em um sínodo, conhecido como Sínodo de Dort. A primeira reunião do sínodo foi relizada no dia 13 de Novembro de 1618 e a finda, a 154ª deu-se no dia 9 de Maio de 1619
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Como já dito, ambiência teológica da Holanda era calvinista, sendo que até seu príncipe regente, Mauricio de Nassau, numa medida política, destituiu e imprimiu uma vil intolerância contra vários ministros arminianos, que, além de serem acusados de hereges, perderam suas propriedades e foram exilados. É importante lembrar também que a intolerância da Igreja Reformada Holandesa, sob o manto do estado holandês, também produziu morte, pois, Van Oldenbarnevelt foi executado. Hugo Grocio, um dos maiores juristas da história, foi condenado a prisão perpétua, mas, graças ao auxílio de sua esposa, conseguiu escapar escondido em um baú, aparentemente cheio de livros.
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O calvinismo foi beneficiado pelo estado holandês, porque, estando a Holanda em guerra com a católica Espanha, acreditava Maurício Nassau que o sentimento calvinismo era mais eficaz para impedir que seus patrícios fossem influenciados pelo catolicismo da Espanha.
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Com a morte de Maurício de Nassau, e a conseqüente perda de poder dos calvinistas, os arminianos conquistaram liberdade de expressão, e isso ocasionou na fundação de igrejas e do Seminário Remonstrante, existente na Holanda até hoje.
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Lailson Castanha.
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Como Jacobus Arminius acredito que: "As Escrituras são a regra de toda a verdade divina, de si, em si, e por si mesmas.[...] Nenhum escrito composto por Homens, seja um, alguns ou muitos indivìduos à exceção das Sagradas Escrituras[...] está isento de um exame a ser instituído pelas Escrituras. É tirania, papismo, controlar a mente dos homens com escritos humanos e impedir que sejam legitimamente examinados, seja qual for o pretexto adotado para a tal conduta tirânica." (Jacobus Arminius) - Contato: lailsoncastanha@yahoo.com.br

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