Ideário arminiano. Abordagens sobre a teologia clássica de Jacó Armínio: suas similaridades, vertentes, ambivalências e divergências.

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sábado, 17 de julho de 2010

Sobre a causa do pecado universal.

Jacobus Arminius

10. SOBRE A CAUSA DO PECADO UNIVERSAL

1. Embora o pecado não possa ser cometido por ninguém exceto por uma criação racional, e, por isso, deixa de ser um pecado, por esta mesma circunstância, se sua causa for atribuída a Deus; no entanto, parece possível, por quatro argumentos, fixar essa acusação sobre o nossos teólogos. "Segue-se de sua doutrina de que Deus é o autor do pecado".

2. A primeira razão. - Porque eles ensinam que, "sem previsão do pecado, Deus absolutamente decidiu declarar sua glória através da justiça punitiva e da misericórdia, na salvação de alguns homens e na condenação de outros".

Ou, como outros deles afirmam: "Deus resolveu ilustrar a sua própria glória pela demonstração da graça salvadora, a sabedoria, a ira, habilidade e poder mais gratuito, na salvação de alguns homens em particular, e na condenação eterna de outros; que não pôde ser feito, nem foi feito, sem a entrada do pecado no mundo."

3. Segunda razão. - Porque eles ensinam "que, para alcançar aquele fim principal e supremo, Deus ordenou que o homem devesse pecar e se tornar corrompido e, pelo qual, Deus abriu um caminho próprio para a execução do presente decreto."

4. Terceira razão. - Porque eles ensinam que "Deus negou ao homem, ou tenha retirado do homem, antes de pecar, a graça necessária e suficiente para evitar o pecado", que é equivalente a isso - como se Deus tivesse

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imposto uma lei sobre o homem que era simplesmente impossível de ser executada ou observada por sua própria natureza.

5. Quarta razão. - Porque eles atribuem a Deus alguns atos, em parte externo, em parte, mediato, e em parte imediato, que, uma vez sendo estabelecido, o homem não foi capaz de fazer o contrário do que pecar por necessidade de uma consequente e antecedente coisa em si, que inteiramente tira toda a liberdade, contudo, sem essa liberdade um homem não pode ser considerado, ou contado, como sendo culpado do cometimento de pecado.

6. A quinta razão. - Testemunhos da mesma descrição pode ser adicionada em que nossos teólogos afirmam, em palavras expressas que "o reprovado não pode escapar da necessidade de pecar, especialmente porque esse tipo de necessidade é injetada através da nomeação de Deus". (Institutas de Calvino Lib. 2, 23).

Tradução: Lailson Castanha
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Fonte: ARMINIUS, Jacobus. The Works Of Arminius.Vl.2
http://wesley.nnu.edu/arminianism/arminius/arminius.htm#2


quarta-feira, 24 de março de 2010

SOBRE AS ESCRITURAS E TRADIÇÕES HUMANAS

Jacobus Arminius

1. SOBRE AS ESCRITURAS E TRADIÇÕES HUMANAS

1. A regra da verdade teológica não é dupla, uma principal e outra secundária, mas é uma e simples, as Sagradas Escrituras.

2. As Escrituras são a regra de toda a verdade divina, de si, em si, e por si, e é uma afirmação imprudente ", que são na verdade a regra, mas apenas quando compreendida de acordo com o significado da confissão das igrejas Holandesas, ou quando explicada pela interpretação do Catecismo de Heidelberg.

3. Nenhum escrito composto por homens - por um homem, por alguns homens, ou por muitos - (com exceção das Escrituras Sagradas,) é axiopison "honroso de si mesmo", ou autopison "de si mesmo implicitamente merecedor de credibilidade", e, portanto, não está isento de um exame a ser instituída por meio das Escrituras.

4. É uma afirmação irrefletida, "que a Confissão e o Catecismo são colocados em questão, quando são submetidos a um exame", pois eles nunca foram colocados para além do perigo de serem postos em dúvida, nem podem eles ser assim colocados.

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5. É tirania e papismo controlar a mente dos homens com os escritos humanos, e impedir que eles sejam submetidos a um exame legítimo, mesmo sob qualquer pretexto que a conduta tirânica for adotada.
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Fonte:The Works of Arminius Vol. 2

http://wesley.nnu.edu/arminianism/arminius/v.htm#11.

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Como Jacobus Arminius acredito que: "As Escrituras são a regra de toda a verdade divina, de si, em si, e por si mesmas.[...] Nenhum escrito composto por Homens, seja um, alguns ou muitos indivìduos à exceção das Sagradas Escrituras[...] está isento de um exame a ser instituído pelas Escrituras. É tirania, papismo, controlar a mente dos homens com escritos humanos e impedir que sejam legitimamente examinados, seja qual for o pretexto adotado para a tal conduta tirânica." (Jacobus Arminius) - Contato: lailsoncastanha@yahoo.com.br

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