Ideário arminiano. Abordagens sobre a teologia clássica de Jacó Armínio: suas similaridades, vertentes, ambivalências e divergências.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Possibilidade de perda da salvação.

As Escrituras sempre assevera sobre a necessidade da vigilância. Essa ênfase pressupõe a possibilidade de perda de uma condição boa para uma condição desconfortável.
Quando alguém afirma que nas Escrituras não existem textos que demonstram a possibilidade de perda da salvação, está ignorando as diversas exortações e admoestações a respeito da necessidade de se manter no estado de salvação. Advertências como: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia” (1Co.10.12), é um exemplo notável da possibilidade da perda da salvação. A Bíblia também afirma que alguns, “tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé.” (1Tm.1.19).
O apóstolo Paulo, na epistola endereçada aos Romanos, no capítulo 11, de forma bem clara, afirma, comparando os crentes a ramos enxertados, que aqueles que estão enxertados na oliveira, podem, de acordo com o seu proceder serem arrancados.
O apóstolo Pedro também retrata a possibilidade da perda da salvação narrando exemplos de pessoas que surgiram entre os crentes, chegaram e chegarão a ponto de “renegarem o Soberano Senhor que os resgatou (...)” e depois continua “(...) Portanto, se depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixaram enredar de novo e são vencidos.” (1Pe.1.1-20).
Fica claro que afirmar que não existe possibilidade de perda da salvação, é ignorar boa parte dos conselhos e advertências relatados nas Escrituras.

Lailson Castanha

200 comentários:

  1. Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia (1Co.10.12) Leia o contexto e verá não se trata de salvação e sim exortação a punição de Deus. Ele corrige e açoita a todos que recebe por filho.

    tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé.” (1Tm.1.19). O texto completo: Conservando a fé, e a boa consciência, a qual alguns, rejeitando, fizeram naufrágio na fé.
    Rejeitaram a fé e a boa consciência....(Fé não consumada) Jesus Autor e CONSUMADOR da fé.

    Portanto, se depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixaram enredar de novo e são vencidos.” (1Pe.1.1-20).
    Texto claríssimo: MEDIANTE O CONHECIMENTO - NÃO MEDIANTE A FÉ CONSUMADA. Muitos estão nas igrejas apenas como simpatizantes, obtiveram o "CONHECIMENTO" e não a FÉ SALVADORA.

    LEI JOÃO 3, SE O HOMEM NÃO NASCER DE NOVO NÃO PODE VER O REINO DE DEUS.

    Todos estes versículos e outros que são utilizados para justificarem a perda de salvação estão sendo interpretados errado, nossa salvação não é por obras e nem se perde salvação por obras. O que é nascido de Deus não vive na pratica do pecado porque a semente de Deus PERMANECE nele; ELE NÃO VIVER PECANDO, PORQUE É NASCIDO DE DEUS.

    Edison L Fernandes

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  2. Companheiro Edson, saúde.

    Você realmente acha que exortações do Senhor contra os nossos erros e escolhas não tem nenhuma ligação com nossa salvação? Ou que nossos erros e escolhas não tem nenhuma implicação com a nossa salvação?
    O texto em que Paulo afirma: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia (1Co.10.12)” você fala que não se refere a salvação? Você não percebe que, ao usar o exemplo da queda dos judeus que intentavam chegar a Jerusalém terrena ela fazia num sentido figurado, uma comparação com nossa atual jornada, mostrando a possibilidade de fracassarmos em nossa busca pela Jerusalém celestial se não nos mostrarmos agradáveis a Deus? Tanto que ao evocar o exemplo dos que caíram no deserto, Paulo afirma: “Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.
    Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.(1Co. 10.12, 13)
    Qaunto ao texto de ITm 1, se o apostolo Paulo exorta a Timóteo para que que ele milite a boa milícia; conservando a fé, e a boa consciência em contraponto aos que rejeitando, fizeram naufrágio na fé,assim ele o faz, por que seu filho na fé poderia seguir o exemplo equivocado dos que naufragaram. Se não fosse isso, qual seria o sentido da exortação? Alguma lógica teria, de o apostolo exortar diligência a Timóteo, inclusive, mostrando o exemplo do fracasso dos que rejeitaram a fé e a boa consciência, se não existisse a possibilidade de Timóteo cair no mesmo erro?
    No texto de Pedro, você procura distinguir o escape MEDIANTE O CONHECIMENTO DE NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO – pelo escape MEDIANTE A FÉ CONSUMADA, só que as Escrituras nos afirmam que é a Verdade que liberta em outras palavras a libertação se dá pelo conhecimento da Verdade, que não é outra coisa que o Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Deixemos as Escrituras falar: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” .
    Aqueles que escaparam das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, não conheceram a Verdade?
    A Bíblia, no mesmo livro de Pedro fala da queda de uns que posteriormente viriam a ser falsos profetas, que chegarão ao ponto de negar “o Senhor que os resgatou”.(1Pe 2.1).

    Meu companheiro, Jesus é o autor e consumador da nossa fé. Na cruz foi consumada a obra de Cristo, a saber, sua graça foi estabelecida dando-nos a possibilidade de sermos salvos. Isso não significa que rejeitou ou rejeitará muitos, sem levar em conta suas escolhas egoístas. Pelo contrário, a Bíblia nos mostra que toda a rejeição de Deus, está ligada diretamente com as escolhas e práticas de quem foi rejeitado.

    Se Deus não leva em conta as nossas escolhas para nos salvar, por que então, leva em conta as escolhas e práticas dos homens, quando os rejeita?
    Você não pode deixar de relembrar, que as obras que Cristo rejeita são as obras da carne, ou as obras da lei, não as boas obras, pois seremos provados e julgados pelas nossas obras (1Co 3.13); o testemunho de nossas boas obras nos valerá (Mt 16.27); (Rm 2.5-6); (IPe 1.17)

    Nossa salvação não é por obras, é pela graça, mas temos que acatar a graça. Somos convocados a sermos diligentes, guardarmos o que recebemos, sermos fiéis até a morte, para recebermos a coroa da vida. Temos guardar o que recebemos para não perdemos a coroa que nos foi dada.
    Realmente, quem é nascido de Deus não vive na prática do pecado, mas se pecarmos e não recorrermos ao advogado, fatalmente iremos a falência espiritual. Se João diz para não amarmos o mundo, porque quem assim o faz, o amor do pai não está nele, qual o proveito teria a sua assertiva, se aquele que está salvo não pode de forma alguma cair na tentação do mundo? Teria sentido exortação, sem possibilidade de apostasia?

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  3. Alguém aqui está categoricamente afirmando que Jesus Cristo enganou-se quando afirmou "Todo aquele que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade daquele que me enviou é está: que nenhum de TODOS aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último Dia. Mateus 6:37-39. Oras se haverá perda de alguns, segue-se que não foram aqueles dados a Cristo pelo Pai, porquanto seria extremamente sério afirmar que a vontade de Deus não se cumpre por inabilidade do seu filho.
    A oração sacerdotal do Senhor Jesus no cap. 17 de João é bastante esclarecedora no tocante ao prefalado assunto, haja vista que o Senhor mesmo afirma: Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus (eram teus, e, não agora passaram a ser teus) e tu mos deste, e guardaram a tua palavra. ”Eu rogo por eles;não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me destes, porque são teus. Mateus 17: 6-9 . Será que nessa tremenda oportunidade o arminianismo messiânico de Jesus deixaria de lado uma impressionante oração por todos os homens do mundo? Respondam-me, ok?

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  4. Companheira Débora, saúde.

    Sei que às vezes os textos bíblicos parecem indicar ideias que corroboram os nossos pressupostos, por exemplo, os textos por você citado, de alguma maneira realmente deixa a impressão que desfazem a idéia da perda da salvação.
    Se lermos as Escrituras de maneira ponderada, perceberemos que Deus ao longo de sua história permite que o homem desobedeçam a sua vontade. Lemos em várias passagens a vontade de Deus não sendo cumprida. A questão por você colocada: “Oras se haverá perda de alguns, segue-se que não foram àqueles dados a Cristo pelo Pai” é claramente solucionada nas Escrituras, a saber: Guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Se você ignora a questão do livre arbítrio humano, você tem que se desfazer do texto de João 1.11 que destaca a resistência do homem diante da vontade de Deus: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.” Ou o de Mt 23.37 que diz: Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!
    Cristo cumpre o propósito do Pai,de atrair todos a Ele, mas não isenta de responsabilidade aqueles que o seguiram, por isso as Escrituras contêm várias advertências aos féis. A solução para assa questão pode ser esta: A vontade do pai é que ninguém se perca, e que só sejam salvos os que se submetam ao seu filho Jesus. Por isso, em Lc 13.24 Jesus diz: “esforçai-vos por entrar pela porta estreita”.
    A mesma lógica podemos pode ser percebida na Palavra de Deus ao rei Asa em 2Cr 15.52 "O Senhor está convosco, enquanto vós estais com Ele; se o buscardes Ele se deixará achar; porém se o deixardes, ele vos deixará." (2Cr.15.2). Comparando a igreja com os hebreus de outrora, o escritor da carta aos hebreus afirma: "Esforcemo-nos, pois, por entrar no descanso, afim de que ninguém caia segundo o mesmo exemplo de desobediência” (Hb.4.11).

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  5. Veja também a mesma lógica, ou seja, a necessidade de se mantermos vigilantes para alcançarmos a glória: "Porque nós temos tornado participantes de Cristo, se, de fato guardarmos firmes, até ao fim, a confiança que, desde o princípio tivemos.” (Hb.3.14). Fica claro que não estamos isento da responsabilidade de guardar o depósito a nós confiado. Falando sobre Judá, o Senhor Deus disse: Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? Por que, esperando eu que desse uvas boas, veio a dar uvas bravas? (Is 5.4). Aqui, no citado texto de Isaías, se você ler o texto inteira verá que Deus investiu em Judá para colher bons frutos e não encontrou .Você se lembra também do texto de Ez. 18.23?
    "Acaso tenho Eu prazer na morte do perverso? - diz o Senhor; não desejo eu, antes que ele se converta de seus caminhos e viva" Senhor não tem prazer e não deseja, mas não força a sua vontade.
    A parábola narrada em Lucas tem muito a nos ensinar sobre a vontade de Deus e a resposta humana, acompanhe:
    Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando;
    E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente?
    E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque;
    E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar.
    Percebe que mesmo fazendo parte da vinha, se não respondermos positivamente ao desejo do Senhor, seremos cortados.
    Aqui também, nem todos os que Deus chama atendem ao seu chamado: Então diz aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos.
    Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos. (MT 22.8 -14)
    A salvação também está ligada a perseverança, repito, é por isso que as Escrituras estão cheias de exortações.
    "o qual recompensará cada um segundo as suas obras; a saber: A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção; Mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, desobedientes à verdade e obedientes à iniqüidade; Tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que faz o mal; primeiramente do judeu e também do grego; Glória, porém, e honra e paz a qualquer que pratica o bem; primeiramente ao judeu e também ao grego; Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas." (Rm.2.6-11).
    Jamais podemos ignorar que apesar de Deus pretender nos salvar, ele nos exorta a perseverança. Toda lógica das exortações bíblica assenta-se na idéia da possibilidade de desobedecermos a sua vontade, e por conseqüência, não alcançarmos o que nos foi proposto, a exemplo dos hebreus que caíram no deserto.

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  6. Laerço dos Santos.

    Lailson
    Saúde e Paz em Cristo.

    Seguindo a linha de raciocínio dos amados que teceram acima comentários de natureza contrária a necessidade de preservação e cuidado com respeito a salvação, para não se distanciar, regredirem na fé, havendo a possibilidade de perde-la, é muito explicita a palavra de Deus corroborando todas as citações por você feita.

    Vejo nesse caso que seria desnecessário, se não houvesse essa possibilidade,(de recuo da f é) tantas recomendações feita (aos seguidores da fé), pelo Senhor Jesus, como:"Permanecei em mim e eu permanecerei em vós" Jo.15:4;Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida. Apc. 3:10; Aquele que pensa estar em pé olhe que não caia. 1Co.10:12. Filhinhos, essas coisas vos escrevi para que não pegueis, mas se alguém pecar, temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo,o justo.1Jo. 1Jo.2:1,
    Ele é a propiciação pelos nossos pecados... mais também pelos pecados do mundo inteiro. 1 Jo, 2:2.
    Quem perseverar até o fim, esse será salvo. Mt. 10:22. Portanto vejo fartamente subsidio nas escrituras que trazem sustentação a sua tese, Lailson; mas não podemos forçar aos que vêem diferente , ao interpretarem e entenderem os textos sagrados dessa tão límpida revelação do santo Espírito em outra dimensão distorcida.
    Paz para contigo.

    Laerço dos Santos.

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  7. Estou de acordo com sua opinião. Concordo quando disse que: “não podemos forçar aos que vêem diferente” -, porém, minha tentativa não é de forçá-los, e sim, demonstrar que o arminianismo não é incoerente com as Escrituras, como eles tentam afirmar – usando versículos que aparentemente corroboram seus pressupostos .

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  8. Nem Calvino nem Armínio, que nada mais são que dois pecadores como todos os demais, mas Jesus Cristo o homem sem pecado e sem engano, senão; vejamos:
    Todo aquele que o Pai me dá virá a mim (nem a Calvino, nem a Armínio); e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora (Mt. 6:37). NINGUÉM PODE vir a mim, se o Pai, que me enviou, o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último Dia. (Mt. 6:44) Como se pode ler não é uma questão de querer vir, mas uma questão de poder vir. Mas vós não credes, porque NÃO SOIS DAS MINHAS OVELHAS, como já vo-lo tenho dito. AS minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos. Mateus 10:26-28.
    Só não entende isso quem não for ovelha. Quem falou isso assinalou que deu a sua vida pelas suas ovelhas, tão e somente só, por elas. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas, todavia, esse mesmo Jesus fala para outro grupo "vos não sois das minhas ovelhas.
    Deve-se de antemão concordar com a Débora.
    Boa noite e passar bem.

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  9. Saudações companheiro J. Carlos.

    O que está em questão não é Armínio nem Calvino, mas, idéias que giram em torno de seus sistemas teológicos.

    Sobre os textos por você destacado, a Bíblia é enfática na ressalva que ninguém pode ir até Cristo, se o Pai não o enviar, mas é clara também, que apenas serão salvos os que crerem e se submeterem a Cristo. Quanto ao numero dessas pessoas, as Escrituras afirmas: “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.” (Jo 12.32).
    Quando Jesus afirma: “Mas vós não credes, porque NÃO SOIS DAS MINHAS OVELHAS”, com isso afirmava, que a prova que os tais não eram participantes de seu rebanho, era a ausência de fé, não a impossibilidade dada por Deus de que cressem,por isso Jesus os censurou. Se Eles não fizessem parte das ovelhas, como parte de um, plano específico de Deus, os tais não seriam censurados. Você não pode ignorar que estas palavras foram direcionadas à grupos de judeus que já o tinham desprezado, chegando, até mesmo a afirmarem: Tem demônio, e está fora de si; por que o ouvis?(Jo 10.20). Esses Judeus tentavam Jesus, com toda sorte de provocação e não criam nas obras de Jesus, rejeitaram a Cristo acusando-o de proferir blasfêmias: “Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (Jô 10.33).
    Preste atenção, as Escrituras não afirmam que os tais já foram rejeitados de antemão, pelo contrário, sobre os judeus as Escrituras afirmam: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam(...) ” (Jo 1.11). Isso deixa bem claro, que não estavam entre as suas ovelhas porque já o tinham rejeitado. Muitos textos sacros evidenciam o fato de que, o próprio Deus encerra os insubordinados na desobediência e endurece ainda mais os já antes duro de coração, enviando a “operação do erro para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade”.(2 Ts 2.10,11); Reflita também no texto seguinte de Rm 1.28: “E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;” .
    Reafirmando, o grupo descrito por Jesus como não “pertencente as suas ovelhas” fazem parte daqueles judeus descritos por João como aqueles a quem Jesus viera filhos da mesma Jerusalém que “que matas os profetas, e apedrejas os lhe eram são enviados!”, sobre a qual Jesus expressou o conhecido lamento: “quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!” e o doloroso juízo: “Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta; Porque eu vos digo que desde agora me não vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor” (MT .23 37-39).

    Saúde.

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  10. Vestindo a camisa do disfarce.
    Irmão J. Carlos te saúdo em Cristo.

    Com essa veemente refutação que apresentas ao Irmão Lailson, depois de uma exposição tão evidente com respaldo bíblico, deixa-nos muito claro que mesmo dizendo não ser Calvino nem Armínio, mas você declinou-se à um partido, ou seja, ao Calvinismo, quando conclui citando
    a afirmativa da irmã Débora.

    Como disse o Lailsom, teologicamente, temos uma definição a tomar, e temos de apresentar a autoridade das Escrituras, onde também nos diz que Jesus o nosso Sumo Pastor, nos chama para tomarmos escolha ou posição. "Vinde a mim todos vós cansados e oprimidos e eu vos aliviarei, tomai sobre vós o meu jugo (canga) e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achereis descanso para as vossas almas; porque o meu fardo é leve e meu jugo (canga), é suave. Mt.11:28-30e ainda: Jesus dizendo aos judeus que creram nEle: Sevóspermanecer- des na minha palavra,verdadeiramente sereis meus discípulos. Denota aqui uma tomada de posição, ou escolha própria,de alguém.Jo.8: 3132.Como ainda censurou Jesus aos judeus que não oaceitaram,numa decisão,escolha,erejeição Vós não quereis vir a mim para terdes vida.Jo, 5: 40.
    Portanto é fato bíblico transparente, mas se alguém veste a camisa de talcorrente ideológi- ca não a enxerga.E conhecereis a verdade e a verdade vos Libertará. Jo: 8: 32.
    Que Deus seja digno de toda honra e glória eternamente!
    Um abraço fraternal irmão J. Carlos.

    Laerço dos Santos.

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. Olá caro Lailson.
    Fiquei surpresa com o que li aí; esta postagem foi removida pelo autor, datada se 28 de Janeiro. Não entendendo, pergunto: que autor? Alguém que postara a mensagem ou o dono do blog? Sem mais, firmo meu abraço cristão.
    Laerço dos Santos.

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  13. A própria pessoa que postou, resolveu excluir sua postagem, a saber, o companheiro identificado como Luilton. Nem cheguei a vê-la postada.

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  14. é que não consegui colocar tudo parece que na pagina tem restrição quanto a quantidade de letras ai deletei qunado conseguir colocar eu posto flws ^^

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  15. Ah! Então é uma escolha. Bom! Se assim é Paulo escondeu da gente que ele tinha ido a Damasco para aceitar a Jesus como seu salvador pessoal, e, ainda fez pior enganando os crentes da Galácia quando afirmou em sua epístola: “E, no judaísmo, eu superava a maioria dos judeus da minha idade, e agia com extremo zelo em relação às tradições dos meus antepassados. Todavia, Deus me SEPAROU desde o ventre de minha mãe e me chamou por seu favor que eu não sou digno. Quando, então, foi do seu agrado, revelar o seu Filho em mim.. ss. (Gálatas 1:14-16)”.
    Afirmar que você, eu, ou qualquer outro aceita a Cristo por seu próprio arbítrio, supostamente livre, tem o mesmo significado que afirmar que os mortos voltam à vida por seu próprio poder. Com todo respeito que devo ter pelos amados irmãos, digo-lhes: há um profundo equívoco no cristianismo antropocêntrico.

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  16. Companheiro J. Carlos,

    Pondere sobre o texto sem pressa de encontrar base para os seus pressupostos.
    No texto que você se apega, o que esta em questão não é um chamado absoluto de Deus, mas a forma como o apóstolo Paulo o acolhei. Paulo diferentemente dos incostantes Gálatas (Gl 1.6), recebeu o seu chamado sem detença. Aceitou sem demora, sem dilação (Gl 1.15).
    Paulo por acatar sua vocação sem resistência, se coloca como exemplo para os incontantes.Você não pode ler um texto, e se distanciar de toda a lógica bíblica. Acaso você se lembra de que “muitos são chamados, mas poucos escolhidos. (MT 22.8 -14).
    Deus usa quem ele quem, convoque quem ele quer para o seu serviço, até um´ímpio, mas chamada para um serviço não tem nada ver com predestinação absoluta para a salvação. Quantas pessoas já agiram por Deus e foram rejeitadas?

    Quanto a confirmação de seu salvação, acompanhe a afirmação do apóstolo:

    Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo
    e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé;
    para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte;
    para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos.
    Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.
    Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, (Fl 3.8- 15)

    Ele age, se apegando na fé , “para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos.”

    Percebes que que a salvação precisa ser confirmada.
    Pedro também tem instruções sérias sobre o caso; Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis.
    Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.(2Pe 1.10)

    Saúde.

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  17. Nem Calvino, nem Armínio, mas CRISTO.

    Não sou calvinista, não sou arminiano, sou José Carlos e dou graças àquele que me trouxe a Cristo, haja vista a afirmação do próprio Cristo. Ninguém "pode" vir a mim, "se" o Pai que me enviou não o trouxer, e eu o ressuscitarei no último dia João 6:44. Tenho como ponto de partida a máxima de minha total insipiência, todavia, quero usar de lisura no que vou expor. As escrituras e a existência em si mesma com muita limpidez demonstram a inexistência do livre-arbítrio. A fé que Deus colocou em meu ser vil, desprezível, cf. (Efésios 2:8 Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé - e isto não vem de vós, é dom de Deus) - Esse dom gratuito é que me levantou da morte. Após tão grande salvação alcançada me vi em meio a uma guerra "cristã", a saber: Calvinistas X Arminianos, fato que me leva a pensar em 1ªCo. 1:12 - Quero dizer com isso que cada um de vós diz: Eu sou de Calvino, e eu de Armínio. Que triste realidade! Quem é Calvino e quem é Armínio? Mesmo não sendo pertencente a nenhuma corrente "doutrinária", de uma coisa sei: Não se encontra na bíblia a prefalada terminologia. Contudo, para não ficar-se sem uma análise temos um Aurélio que esclarece que a palavra livre é um adjetivo que significa "aquele que não está sujeito a algum senhor. Que não está, ou já não está, prisioneiro. Bom! Com pouquinho de bom senso, e tendo as Escrituras como padrão, observei que Jesus deixou bem claro que os homens estão sempre sujeitos a senhores, a saber: Do Senhor, para a justiça, ou do pecado para a condenação. Falar em livre-arbítrio leva o homem ao que ele tem hoje "o teísmo aberto". Os cristãos não podem ser Deístas - nós não podemos crer que este universo funciona por uma série de leis naturais que são independentes de Deus. Isso não tem nada a ver com Calvino ou com Armínio, mas com Deus que diz: Todos os moradores da terra são reputados em nada (Calvinistas/Arminianos); segundo a sua vontade ele opera no exército do céu e nos moradores da terra. Não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes? O interessante é que essa profunda verdade não veio nem de um calvinista nem de um arminiano, mas de um pagão que reconheceu a majestosa soberania de Deus. Não! não. não foi o livre-arbítrio de Nabucodonosor que aclarou tudo, mas a sua total precariedade existencial. Bendito seja o único Ser que possui o arbítrio-livre, não está sujeito a nada e a ninguém "O Grande Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo"

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  18. Companheiro José Carlos, saúde.

    O que está em questão não é Armínio nem Calvino, mas, idéias que giram em torno de seus sistemas teológicos. Você mesmo não se afirmando Calvinista, explicitamente simpatiza suas idéias, e não deve ser execrado por isso. Somos seres racionais, por isso estamos propensos a expressar o nosso entendimento sobre as coisas por meio de nossas idéias. É o que tentamos fazer nesse espaço. Se você entende que a asseveração do versículo citado a saber (1ªCo. 1:12) serve-nos como um corretivo, não deveria você também entendê-la como oposição a ti também? Ao colocar suas idéias já não tomas partido?
    Jose Carlos, tudo o que faço aqui, faço no vínculo da paz.

    Voltando ao assunto, companheiro, o termo livre arbítrio é um termo filosófico, portanto não é num dicionário de língua portuguesa que você encontrará uma definição adequada. Quando falamos teologicamente ou filosoficamente em livre arbítrio, falamos em livre cognição, ou seja, livre desejar. Somos julgados por Deus por conta das nossas escolhas e desejos. Deus conhece o nosso coração. Posso não ter o livre agir, ou seja, nem sempre tenho liberdade para fazer o que desejo, mas sempre tenho liberdade para desejar – que não é outra coisa que não o “LIVRE ARBÌTRIO.
    Você acertadamente relembra o texto de João 6.44, a saber:
    Ninguém "pode" vir a mim, "se" o Pai que me enviou não o trouxer, e eu o ressuscitarei no último dia João 6:44.
    Mas se esquece que a vontade de Deus é “ Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.”
    Você não pode ignorar o fato de que o texto por você citado (João 6:44.) foi direcionado aos incrédulos judeus de sua época, inclusive esses com quem Cristo dialogava, o tentava pedindo-lhes sinais (João 6.30). Esses judeus são aqueles a quem João comenta:
    Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
    Jesus não só comenta acerca daqueles a quem ele veio, e o rejeitou, fala também sobre os que os receberam:
    “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;”

    Realmente ninguém pode vir ao pai, pois foi o pai que com sua graça nos amou primeiro. Crer no livre arbítrio, não significa crer que o homem pode buscar a Deus por contra própria, pelo contrario, a teologia arminiana afirma que o homem, sem a graça de Deus, utiliza o seu livre arbítrio apenas para o mal, por que, perdidos em seus delitos e pecados ele, apesar de poder escolher, jamais escolhe o bem, pelo simples fato de sua mente carnal estar perdida nos pecado. Cristo morreu por todos para que todos pudessem ter acesso a sua graça e pudesse enfim, escolhe-lo.

    Companheiro, não se esqueça que você será julgado segundo as suas obras – esse julgamento já implica no livre arbítrio, Se o homem fosse incapaz de escolher, ou seja, não tivesse livre arbítrio, por que então seria julgado?

    Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras. (MT 16.27)

    E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação,(1Pe 1.17)

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    1. O sistema religioso cegou o entendimento dos irmãos, o que Jesus fez, o fez por amor,nao temos mérito algum. Salvou o que quis salvar e continuará salvando pecadores que continuaram pecando. As exortações são para não pecarem, pois devemos considerar o sofrimento do Senhor e que seremos corrigidos por isso. O resto é teologia religiosa que só serve para satisfação do ego.

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  19. Reflita no texto abaixo:

    “Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.
    E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que tais coisas fazem.
    E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus?
    Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?
    Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus;
    O qual recompensará cada um segundo as suas obras; a saber:
    A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção;
    Mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, desobedientes à verdade e obedientes à iniqüidade;
    Tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que faz o mal; primeiramente do judeu e também do grego;
    Glória, porém, e honra e paz a qualquer que pratica o bem; primeiramente ao judeu e também ao grego;”

    Você percebeu no texto, que o juízo de Deus tem relação com os atos e escolhas dos homens. Deus recompensará a cada um segundo o fruto de suas escolhas. O texto relembra que Deus não faz acepção de pessoas, nos levando a entender que a todos da oportunidade. Os rejeitados por Deus foram os que, no uso de seu livre arbítrio, o rejeitaram.

    Nosso livre arbítrio apenas nos permite acatar ou rejeitar a graça que nos foi oferecida Escolhendo Cristo, estaremos submissos a ele, rejeitando a Cristo estaremos submisso a lei do pecado.

    Não confunda livre arbítrio, ou seja, livre desejo, livre querer, com livre agir. O homem pode desejar tudo o que conhece, mas não é capaz de desejar o que não conhece. Por isso é que, sem a graça de Deus jamais o homem desejaria o que é bom, porque limitado em sua falência espiritual, só deseja o que conhece, a saber, o pecado.

    Tentei aqui demonstrar-te que a existência do livre arbítrio não pode dispensar a ação de Deus, pois é Deus quem convence, cabe ao homem apenas acatar o convencimento do Espírito.

    “Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz,
    Não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no deserto” (Hb 3.7,8)
    Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. (Ap 3.20)

    Percebes que Deus não força ninguém? Ele chama e deixa a responsabilidade sobre o homem. Se o homem acatar o seu chamado será salvo, se rejeitar será condenado. Percebes a condicionalidade?.

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  20. Com todo respeito, apesar do citado pretender levar a um esclarecimento, na verdade torna turva a cristalina palavra da escritura. Primeiramente por afirmar que o homem será recompensado por Deus segundo as suas escolhas, apesar de, e, em variegadas ocasiões ser afirmado que o homem será condenado por suas obras, e, se não me engano o apóstolo Paulo afirmou que o bem que desejava realizar não o podia levar a efeito, todavia o mal indesejado esse era efetuado de maneira hábil, ou seja: "Pois não faço o BEM que QUERO, mas o MAL que NÃO QUERO, esse faço. Romanos 8:19; essa é a mais perfeita imagem do gênero humano, seja ele um crente, seja ele um descrente. "Seja todo homem mentiroso e Deus verdadeiro". Não sou afeto a Calvino, porquanto não foi ele quem derramou sangue para a remissão de meus pecados, todavia, se afirmar a EXTREMADA, e eterna soberania de Deus em quaisquer aspectos da vida humana é calvinismo, então sem querer (querendo) me vejo calvinista, ainda que, tenho profundo respeito por todos aqueles que afirmam ser Jesus Cristo "o único caminho, a única verdade, e a verdadeira vida; que é a vida eterna.
    Um salmo em especial demonstra a impossibilidade humana em questões de escolhas, a saber: "Sabei que o Senhor é Deus. Foi Ele, e não nós, que nos fez povo seu e ovelhas de seu Pasto. (Salmo 100:3) "Calvino não foi mestre deste cantor" disso tenho plena certeza. Bom! apesar das discordâncias, desejo-lhes paz e alegrias naquele que É.

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  21. Saúde companheiro José Carlos.

    Creio que Deus é soberano, e em sua soberania determinou salvar apenas os que cressem. As Escrituras declaram que é vontade de Deus que ninguém se perca. Também vemos uma énfática declaração bíblica sobre a graça estendida a todos os homens:
    “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens.” (Tt 2.11)
    O apóstolo falando sobre esta graça, continua sua asseveração:
    “Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente”,

    Como já deixei claro, creio, como todos os arminianos clássicos,, que o homem deve escolher, mas só pode escolher corretamente com a prévia ação da graça de Deus, que pelo Espírito Santo, convence-o do pecado da justiça e do juízo. Jamais o homem poderia escolher sozinho, somente com a assistência da graça.(Tt 2.12).

    Jesus já afirmara que os homens são condenados porque amaram mais as trevas do que a luz, em outras palavras, eles escolheram as trevas em detrimento a luz.

    Reflita no texto que destacado:
    “ E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;
    Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
    Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
    Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
    Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
    E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más”.
    Jo 3.14-19)

    O texto de João 1.11,12 também fala de escolha:
    Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
    Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;

    No apocalipse, vemos endereçada para a Igreja mais uma vez a idéia da prática de escolhas:

    "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele" (Apocalipse 3,19).

    Neste texto, Cristo, por intermédio de João, fala que o homem deve abrir a porta, e se ele abrir Cristo estará em sua casa. Vemos aqui, a escolha do homem – abrir ou não abrir.
    Aqui também, veja:
    "O Senhor está convosco, enquanto vós estais com Ele; se o buscardes Ele se deixará achar; porém se o deixardes, ele vos deixará." (2Cr.15.2)
    Veja que existe um conectivo condicional “se”. Se o buscardes Ele se deixará achar – se, porém o deixardes ele vos deixara.
    Em Hebreus vemos a necessidade do esforço para ter garantida a salvação:
    "Esforcemo-nos, pois, por entrar no descanso, afim de que ninguém caia segundo o mesmo exemplo de desobediência” (Hb.4.11).
    Você afirma:
    “se não me engano o apóstolo Paulo afirmou que o bem que desejava realizar não o podia levar a efeito, todavia o mal indesejado esse era efetuado de maneira hábil, ou seja: "Pois não faço o BEM que QUERO, mas o MAL que NÃO QUERO, esse faço. Romanos 8:19; essa é a mais perfeita imagem do gênero humano, seja ele um crente, seja ele um descrente. "Seja todo homem mentiroso e Deus verdadeiro"

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  22. Tenho um comentário a fazer sobre o problema por você levantado:

    “Poder escolher não é a mesma coisa de poder realizar. Podemos querer uma coisa e não a possuir, isso é logicamente possível, podemos até possuir algo que não desejamos. Fisicamente não somos totalmente livres, a nossa natureza e alguns outros condicionamentos nos impossibilitam de realizar tudo o que desejamos, mas por outro lado, a partir das coisas que nos são apresentadas, somos livres para querê-las ou rejeitá-las, ninguém pode nos privar dessa liberdade. As Escrituras destaca-nos um texto que ilustra bem esta realidade:“Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.”(1)
    Se o sujeito do texto Paulino não aprova o que faz e não consegue realizar o que deseja, isto significa que em sua mente existe a liberdade de escolha. Ele determinado pelo pecado, pela fraqueza deseja o contrário do que faz. O saber o que deve realmente ser feito, e fazer o contrário pela limitação de sua natureza pecaminosa, indica que o desejo é livre e ação nem tanto.”
    O Salmos 100.3 destaca a escolha da nação Israelita como nação do Senhor. Foi escolhida para que através dela, todas as demais nações fossem abençoadas. Mas nem todos os de Israel são Israelitas, muitos foram cortados. Aqui não tem nenhuma referência a possibilidade de escolher servir ao Senhor. Sabemos que muitos foram chamados e poucos os escolhidos. Os que não foram escolhidos, foram rejeitados porque não se portaram em conformidade com o conselho do Senhor, ademais, nem todos os de Israel são Israelitas, alguns foram cortados da Oliveira.
    Você se lembra que Josué pede para o povo fazer uma escolha?
    “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência,Amando ao SENHOR teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o SENHOR jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar”.(Dt.30. 19, 20)”

    Veja novamente um convite a escolha;

    “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR”. OU "...se não prepuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome(...)enviarei sobre vós a maldição e amaldiçoarei as vossas bênçãos"(Ml.2.2).

    Veja também:
    "Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel?"(Ez 33.11)

    Percebe que Deus exige as escolha do homem. Por isso, salva quem aceita seu filho e pune quem os rejeita, quem crer será salvo e quem não crê será condenado.

    Vede, o pai rejeita quem não quer a Cristo, e não os que ele não quis que cressem. Se os que não cressem, não creram porque Deus assim quis, então eles estariam em obediência a Deus – assim, seu julgamento não faria sentido. O que achas?

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  23. O servo não fica para sempre em casa, o filho fica para sempre ( João 8:35). Qualquer outra afirmação deixa de ser o Evangelho de Jesus Cristo.

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  24. Saúde companheiro Rodrigo.

    Na verdade, é feito filho quem recebe a Cristo. Pondere sobre as o texto sacro em destaque:

    “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
    Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome “(João 1.11,12)

    O filho é o que aceita a adoção, é quem aceita a libertação por meio do filho unigênito, pois, diz as Escrituras:

    Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado.
    Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre.
    Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. (Mt 8.34-36)

    Assim como, os participantes da festa é quem aceita o convite (Mateus 22:1-14 ) ou a noiva desposada é a que mantêm as lamparinas aceitas, aceito como filho, é aquele que crê no Unigênito Filho de Deus. Essa é a mensagem central do evangelho; quem crer em Cristo será salvo, será feito filho, será enxertado na Oliveira verdadeira.

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  25. O filho é o que aceita a adoção, kkkkkkk, nem no mundo jurídico é assim, quanto mais em se tratando da filiação eterna! Seria o mesmo que eu afirmar que aceitei ser gerado por meu pai. AH! Companheiro me desculpa, todavia, há um equívoco descomunal no que vem sendo afirmado com relação assunto em foco. Um deus que espera que alguém o aceite pode ser tudo, menos o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
    O próprio verso citado anteriormente por você confirma tal fato, basta prosseguir, veja: "filhos nascidos não do sangue, nem da VONTADE DA CARNE (do homem), mas de Deus.
    Não é sem motivo que a igreja cristã está caminhando a passos largos para o teísmo aberto.

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  26. Saúde companheiro Rodrigo.

    Cuidado com afirmações precipitadas. No mundo jurídico dependendo do caso é necessário o consentimento do menor para que a adoção seja efetuada. Na ECA – Capítulo III, subseção IV . art 45 § 2° esta escrito:

    Em se tratando de adotando maior de doze anos de idade, será também necessário o seu consentimento. Você se equivoca quando afirma:

    “É precedido, antes de qualquer adoção, o estágio de convivência, salvo se a criança for maior de um ano de idade. (Capítulo III, subseção IV . art 46 § 1°) Esse estágio deve ocorrer para que a autoridade judiciária conheça a disposição do menor em ficar ou não no lar dos candidatos a adoção. Portando você se equivoca quando afirma: “O filho é o que aceita a adoção, kkkkkkk, nem no mundo jurídico é assim, quanto mais em se tratando da filiação eterna!”

    Você também afirma “próprio verso citado anteriormente por você confirma tal fato, basta prosseguir, veja: "filhos nascidos não do sangue, nem da VONTADE DA CARNE (do homem), mas de Deus.”

    Companheiro, quando as Escrituras afirmam: filhos nascidos não do sangue, nem da VONTADE DA CARNE” ela quer dizer que esse filhos não tem nada a ver com a produção seminal humana. O verso está separando a idéia espiritual de filho da idéia carnal. Ou seja, não nascer da vontade da carne, aqui significa, não ter nada a ver com a atividade sexual humana. Em outras palavras, os filhos a quem João diz, os filhos gerados por adoção não tem nada a ver com filhos saídos da barriga de uma mulher, são uma produção espiritual. O filho citado não é gerado pela vontade da carne porque não se trata de filho fruto de cópula humana. O próprio Jesus deixa isso claro quando ensina a Nicodemos:

    "Oo que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. (João 3.6)

    Lembrei-te que algumas passagens bíblicas nos mostram que Deus convida o homem, e algumas indicam que ele também foi rejeitado pelo homem; o já citado verso : “veio para os que eram seus e os seus não o receberam”, é por demais claro; podemos também citar o texto de Apocalipse 3.20, a saber:

    Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.

    Ou seja, existe um convite e duas possibilidades. O convite é feito pelo próprio Cristo. Ele se convida para entrar na casa. As duas possibilidades são: o dono da casa recebê-lo ou não recebê-lo.

    Observe e reflita sobre este texto:

    Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! (Mt 23.37)

    Percebe que pode haver resistência por parte do homem?

    Você afirma: “Um deus que espera que alguém o aceite pode ser tudo, menos o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. Veja que não é assim que as Escrituras apresenta Deus. Vejamos:

    E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.(Ap 22.17).

    Percebes que existe um convite?

    Pondere sobre o texto logo abaixo:

    O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.(2Pe 3.9).

    O que o termo longânimo significa para você?

    Boa reflexão.

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  27. Observe e reflita sobre este texto:
    Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! (Mt 23.37)
    Sabes o que estava sendo falado? A Jerusalém que matava e seus filhos que deveriam ser juntados? Não, absolutamente não, porquanto a literalidade tomada como forma de entendimento não lhe deixa sobras para entender.
    O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.(2Pe 3.9).
    Longânimo para quem? Reflita, e, entenda.
    Se não entendes isso, que dirá sobre o resto.

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  28. Saúde companheiro Rodrigo.

    Você fala que minha interpretação de Mt 23.37 é literal, e na minha literalidade eu me equivoco. Portanto, qual seria a outra possível interpretação. Explicite-a.

    O texto citado fala das várias manifestações do favor de Deus sobre Jerusalém, que por ela foi rejeitada. Jerusalém desprezou a vontade de Deus de reuni-la sobre a sua proteção. Existe realmente possibilidade para uma outra interpretação? Da minha parte, não estou só, o Dr Shedd corrobora o minha interpretação.

    Reflita sobre sua nota:

    (Mt 23.37 – Jerusalém,Jerusalém.)
    “Reconhecimento pleno da rejeição dos judeus (cf Jo.1.11). Deus fez tudo para o seu povo, mas este rejeitou a Jesus.” (Dr Shedd)

    O Dr Shedd, pede para compararmos com Jo 1 .11 que diz:

    “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.”

    Você cita 2Pe 3.9 indaga e depois me exorta: “Longânimo para quem? Reflita, e, entenda.”

    A minha reflexão levou-me ao seguinte raciocínio:

    Deus em sua longanimidade, espera que a maior parte das pessoas alcancem a salvação. Mesmo entendendo o texto como um recado para a igreja, mesmo assim, a ideia de que Deus espera, se mantém em pé, coisa que você rejeitou. Se Deus não fosse longânimo, ou seja, não fosse tardio em irar-se, muito mais pessoas estaria fora da salvação, muitas pessoas já estavam em Cristo, e como tais, participantes da Igreja da qual Pedro endereçou a carta, não teriam alcançado a salvação, por isso o apóstolo reafirma:

    E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor.(2Pe 3.15).

    Ora, se não fosse a espera de Deus, sua longanimidade, sua paciência, os crentes a quem Pedro endereçou a epístola, não teriam alcançado a salvação. Ou seja, Deus pacientemente os esperou, e por conta dessa paciência eles foram salvos.

    Veja outro grande exemplo da espera compassiva de Cristo:

    Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando;
    E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente?
    E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque;
    E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar.
    Percebe que mesmo fazendo parte da vinha, se não respondermos positivamente ao desejo do Senhor, seremos cortados.
    Aqui também, nem todos os que Deus chama atendem ao seu chamado: Então diz aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos.
    Porque muitos são chamados, mas poucos os escolhidos (Mt 22.8-14)

    Reflita também na parábola de Isaías:

    Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? Por que, esperando eu que desse uvas boas, veio a dar uvas bravas? (Is 5.4). Leia a parábola inteira para antes de tirar as suas conclusões.

    Boa reflexão.

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  29. Lailson
    A Paz de Cristo seja contigo sempre.

    Eita Lailson!, quantas refutações sem base bíblica e sem lógica!
    Cita textos e repete os mesmos sem o poder da sã interpretação! Que coisa!!!

    Deus esclareça mais a esse irmão e abra seu entendimento...
    Irmão Laerço

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  30. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."
    Será que Deus amou o mundo nos diz que Deus ama a todos e não quer que ninguém entre todos os seres humanos se perca, mas que todos se salvem? Afinal, dizem alguns "Deus não faz acepção de pessoas"...
    - Se Deus quer salvar a todos, porque não o faz? Jo 23:13 diz "E o que ele quiser, isso fará." - Se Deus não faz acepção de pessoas no sentido de amar a todos, como alguns pretendem advogar, porque Paulo ensina sobre Eleição de um povo especial na mesmas cartas (Romanos, Efésios e Colossenses) que fala disto e explica que a escolha é feita sem requisitos humanos (acepção de pessoas) mas pelo seu querer, vontade e prazer? - Porque a oração que Jesus faz "Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem." não é complementada com as suas palavras no registradas Salmo 69 "Acrescenta iniqüidade à iniqüidade deles, e não encontrem eles absolvição na tua justiça. Sejam riscados do livro da vida, e não sejam inscritos com os justos."? Mas como entender então João 3:16? Bem, tentemos procurar na Escritura a interpretação para a própria Escritura... Jesus diz em Mateus 13 que os que entendem são bem aventurados e ainda que "A todo o que ouve a palavra do reino e não a entende, vem o Maligno e arrebata o que lhe foi semeado no coração" por isso, QUEM TEM OUVIDOS PARA OUVIR, QUE OUÇA!
    Versos 36-43
    "Então Jesus, deixando as multidões, entrou em casa. E chegaram-se a ele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo. E ele, respondendo, disse: O que semeia a boa semente é o Filho do homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o o joio são os filhos do maligno; o inimigo que o semeou é o Diabo; a ceifa é o fim do mundo, e os celeiros são os anjos. Pois assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniquidade, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça."
    #1) Se o campo é o mundo e Deus amou o mundo = Deus amou o campo!
    #2) O campo = boa semente + joio = filhos do reino + filhos do maligno

    #3) O resultado é: Joio colhido e queimado + justos resplandecendo com o Pai

    Assim, poderemos ler que Deus amou o mundo (campo) que deu o Seu Filho (semeador) para salvar os que crêem (boa semente)! Glória seja dada a Deus, pois aqui fica evidente que Ele é o Autor e Consumador da nossa fé.
    Será que existe algum semeador que não ama o campo? E será que ele diz que seu amor é pelo joio também? Claro que não, tal seria ridículo!

    Qual Jerusalém? Imagine nos dias atuais um profeta nacional asseverando: Brasília, Brasília, que destróis os que te corrigem, e condenas os que te ensinam a ser correta, muitas vezes fostes chamada a mudar de rumo para que continues existindo, contudo continuas a mesma, portanto jamais será o que pensavas ser, porquanto serás destruída, e , outra capital assumirá o seu posto.
    Será que o prefalado anunciador estaria provendo outra coisa senão algo terreno!?

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  31. Companheira Débora, saúde.

    Você com muita propriedade lembra- nos que “o que Deus quiser, isso fará. Também nos lança uma inquietante indagação, a saber:

    Se Deus quer salvar a todos, porque não o faz? Jo 23:13 diz "E o que ele quiser, isso fará."

    Apesar de amar o mundo inteiro, Deus, sempre vivenciando harmonia entre amor e justiça, desejou salvar apenas os que cressem em seu Filho. Nele não existe separação entre amor e sua justiça. Devo lembrar-te, que muitas coisas que Deus não deseja acontecem. E por que isso ocorre? Porque em sua soberania desejou que assim o fosse. Deus permitiu que assim ocorra, permite que o homem vivencie o seu livre arbítrio, e porque tem a real possibilidade de fazer escolhas, o julgamento de Deus, a favor ou contra o homem é equânime. É por isso, que danação ou galardão fazem sentido.

    Se Deus não ama o mundo, porque Cristo nos orienta a amar aos nossos inimigos?
    O pedido de perdão de Cristo foi tão real, que o apóstolo Pedro em seu discurso direcionado aos judeus, lembrou que esse povo matou o Príncipe da Vida, apesar de praticar tal ato por ignorância (At 3.17). Mas apesar de tudo, chamou o povo ao arrependimento, para que os tais alcançassem o perdão evocado por Cristo. Vejamos:

    Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor,( At 3.19)

    Como se vê, a lógica textual não segue mesmo caminho que você indicou. O apóstolo Pedro destaca, para aqueles que mataram a Cristo, a real possibilidade do perdão, a partir do arrependimento de seus pecados.

    Você levanta uma questão:

    ‘Porque a oração que Jesus faz "Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem." não é complementada com as suas palavras no registradas Salmo 69 "Acrescenta iniqüidade à iniqüidade deles, e não encontrem eles absolvição na tua justiça. Sejam riscados do livro da vida, e não sejam inscritos com os justos?’

    Respondo com Pedro: E agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos príncipes. Ou você crê que Jesus estava equivocado em sua oração?
    Por ignorarem, ainda a chance do perdão continuou aberta. As Escrituras nos indicam que aqueles a quem Deus encerra no pecado, são aqueles que preferem resistir ao Espírito Santo, preferem continuar ignorando a Deus, são pessoas tratadas como alguém de dura cerviz. Portanto a oração do salmista é direcionada a este tipo de pessoas,
    A oração de Davi mostra-nos que ele foi perseguido injustamente, mas não nos dá a resposta se efetivamente as pessoas tiveram os seus nomes riscados do livro da vida. O que para mim ficou claro, é que a atitude de Cristo, nos leva a outro caminho, ou seja, ao caminho do perdão “ Pai perdoa-os”. Davi ainda não conhecia a plenitude. Se você ler o texto de Mateus 5, verás que Deus trabalha de maneira diferente, vejamos:

    Ouvistes o que foi dito: Olho por olho e dente por dente.
    Eu, porém vos digo: não resistais ao perverso, mas a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra
    Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.
    Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;
    (...)Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?
    E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?
    Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus. (Mt 5.38-48)
    Você lembra que Moisés também pediu que o seu nome fosse riscado do livro da vida

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  32. Reflita sobre o texto sacro a seguir:

    Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.
    (...) Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
    (...) Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;
    (...)E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; (Rm 1. 18-28 )

    Deus permite que o homem use o seu livre arbítrio aceitando ou rejeitando o oferta de sua graça, salvando apenas os que acatam o convencimento de seu Espírito, os que acolhem a sua maravilhosa graça.

    Sobre a sua exegese de Mt 13.24-30 tenho uns comentários a fazer.

    Você não pode usar a parábola dando-lhe outros traços.

    A proposta da parábola é mostrar simplesmente que o Reino de Deus é lançado no mundo, e que nem todos os que se apresentam como participantes do Reino o são efetivamente. Em palavras simples, existem muitos que se aparentam com os participantes do Reino, mas na verdade não fazem parte do Corpo de Cristo. O Diabo espalhou os seus seguidores no mundo para com a intenção de fazer confusão. Somente Deus pode julgar quem é seu ou quem não é. Esse é o sentido da parábola. Não tem nada a ver com rejeição absoluta de Deus ou predestinação incondicional. Os trigos são os que aceitaram a sua palavra e são espalhados no mundo, e o joio são os que rejeitaram a Cristo, e foram também espalhados no mundo para servir de confusão. Você deve lembrar que o próprio Cristo predisse os falsos profetas que se levantariam e enganariam a muitos (joios)(Mt 24.11), e que também o Reino seria pregado a todo o mundo, sendo salvo apenas os que perseverarem (Mt 24.14). O evangelho seria pregado por quem? – pelos seus seguidores, que na parábola são figurados como trigo.
    Na parábola em destaque, o joio já representa os que rejeitam a Cristo, ao passo que o trigo representa os que se submeteram a Ele. O que está em destaque é a questão da existência de falsos crentes que se introduzirão no meio dos verdadeiros para servir de tropeço, e que somente Deus no dia do juízo é que fará a separação e tornará claro quem é falso e quem é verdadeiro.

    Quanto a Jerusalém, o que está em destaque é o lamento de Jesus, que veio acolher a Jerusalém filha dos patriarcas a cidade que professava o nome de Deus, veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. (Jo 1.11). Você não pode se esquecer que Jesus chorou por Jerusalém, ou seja, pelo povo de Jerusalém, por conta de sua incredulidade, coisa que os levaria a sofrer grandes dores. Leiamos o texto sacro:

    Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou
    e dizia: Ah! Se conheceras por ti mesma, ainda hoje, o que é devido à paz! Mas isto está agora oculto aos teus olhos.
    Pois sobre ti virão dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados, te apertarão o cerco;
    e te arrasarão e aos teus filhos dentro de ti; não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação.(Lc 19..41-44)

    Jerusalém seria destruída porque não reconheceu a oportunidade recebida (44). Ou seja, porque rejeitou o Messias que queria acolhê-la.

    Pondere um pouco mais sobre os textos citados.

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  33. Veja Lailson...

    Não é possível que aina existem legisladores que aplicam o olho por olho e dente por dente para a aplicar a punição à humanidade,esquecendo do amor divino em Cristo Jesus!
    Paulo disse que o amor é benígno; tudo perdoa, e
    o amor é sofredor tudo sofre,tudo crè, tudo suporta. 1Co. 13.4-7. S. João diz que Deus é amor. 1 Jo. 4.8

    Deus vos abençõe.
    Irmão Laerço.

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  34. Concordo plenamente.

    O texto que você cita a saber, de 1Co 13. 4-7 é pertinente; lembra-nos a profundidade do amor de Deus.

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  35. Deus o único que possui livre-arbítrio
    Um ser é dito livre quando suas ações não são condicionados por nenhum agente externo a ele. Ele não é afetado por nada e ninguém e age segundo sua própria vontade. Deus se enquadra nessa qualificação, ou seja, Ele é um Ser livre. Deus é onipotente (pode fazer tudo)
    Sabemos que Deus é infinito, ou seja, nada pode limitá-lo, seja espacialmente ou temporalmente, pois Ele não têm relação com eles (espaço e tempo).
    A vontade de Deus não pode ser comparada a vontade humana, pois entendemos vontade, em termos humanos, como um desejo ou necessidade de buscar algo que não temos que acrescente ao nosso ser. Em Deus nada pode ser acrescido. Sendo Ele a definição da perfeição, significa que a Ele nada pode ser somado nem subtraído. Sua vontade é idêntica a Sua ação. E Sua vontade é única e imutável, pois quem muda é para querer melhorar em alguma coisa que o afetou para que mudasse, o que é uma contradição com relação a Deus, pois nada pode afetá-lo a mudar de "idéia" e ação. E isso implica que possa fazer tudo (onipotente) O que significa poder fazer tudo? A essência de Deus, que é idêntica a Sua vontade e à sua existência e à sua ação, que é eterna e imutável. Ele só tem uma vontade! Então só tem uma ação, de poder infinita, então uma única ação infinita.
    Deus age segundo sua própria eterna e imutável natureza (essência). Tudo que Deus faz está relacionados às coisas possíveis e estas coisas possíveis são determinadas pela própria natureza divina.
    Sendo assim; as respostas para a Débora morrem em seu nascedouro.

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  36. Não é difícil saber sobre a existência ou não do livre arbítrio, apenas duas coisinhas simples são necessárias para a avaliação, a saber;
    1º - Ir ao dicionário Aurélio e procurar o significado da palavra livre, darei uma ajuda. Livre adj.1. Aquele que não está sujeito a algum senhor. 2. Aquele que não está, ou já não está, prisioneiro. Ao traçar-se um paralelo com as escrituras sagradas veremos que essa afirmativa não pode ser feita ao homem, haja vista as palavras do apóstolo Paulo dirigindo-se aos crentes situados em Roma, a saber: "Fostes libertados do pecado, e vos tornastes escravos da justiça (ou de Cristo, que é a justiça de todo aquele que crê). "Quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça (sem justificação pela fé).” Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus (Foi Ele, e não nós, que nos fez povo seu e ovelhas de seu pasto. Salmo 100)- Vide Romanos 6:17-23. O homem jamais é livre, quando natural é filho da ira como todos os demais (Efésios cap. 02), um escravo do pecado. e Quando posto em liberdade por Jesus Cristo (se o Filho vos libertar verdadeiramente sereis livres), torna-se escravo da justiça (Cristo). O apóstolo Paulo tornou isso bem claro quando afirmou: "Bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido como escravo ao pecado. O que faço não entendo. Pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto que a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Eu sei que em mim, isto é na minha carne, não habita bem algum. Com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Pois não faço o bem que QUERO, mas o mal que não quero, esse faço. Miserável homem que eu sou! - Romanos cap.7:14-25. Paulo, segundo o antropocentrismo gospel da atualidade deveria dizer: "Que maravilhoso homem que eu sou ninguém tem senhorio sobre mim, tenho um poderoso livre arbítrio, que fará de mim o mais maravilhoso e esplendoroso apóstolo daquele sujeito que eu persigo. Só existe um opção, ou crê-se em Deus ou se auto-enganam com o arbítrio, que em profunda rebelião contra Deus e sua palavra é chamado de livre. O único ser que possui o livre arbítrio é Deus, porquanto não está sob o comando de quaisquer senhores.
    “Se dúvidas há no que tange ao afirmado, basta em qualquer dia ou qualquer hora em qualquer lugar, ordenar a qualquer ser humano que o mesmo use seu poderoso livre-arbítrio, e pare de pecar.”

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  37. JACOBUS ARMINIUS: “João Calvino está um nível acima de qualquer comparação, no que diz respeito à interpretação da Escritura. Os seus comentários precisam ser muito mais valorizados do que qualquer dos escritos que recebemos dos pais da igreja”

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  38. Uma palavrinha a vcs amigos irmãos;

    Jesus disse em Sao Jo.(5.40) E não quereis vir a mim para terdes vida. ...(jo. 5.40) Isso deixa claro no dizer da exortação de Jesus, que os tais citados homens teem direito de escolha,(livre arbítrio)

    e Se o Filho vos libertar....verdaeiramente sereis livre. (Jo.8.36) Isso deixa claro que o homem, mesmo em seu delito de pecado, mas tem direito de escolha; aceitar ou regeitar a liberdade. Isso é (livre arbítrio)
    E as Escrituaras são muito fartas em declarações como estas, não vê quem está de olhos vedados pelo calvinismo. Me desculpe mas,essa é a realidaade. Meu Deus é compassivo. amoroso e quando diz: Eis que estou a porta e bato, "se" alguem abrir.....Ap.3.20.
    Não vejo outra difinição.
    Paz seja convosco
    Irmão Laerço

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  39. À Rodrigo.

    Companheiro, muito obrigado pela dica para auxiliar na empresa de se tentar saber sobre a existência ou não do livre arbítrio. Para isso, você me indica o dicionário. Mas, sua proposta nos leva a dois problemas, a saber:

    1º - O termo que você procurou no dicionário Aurélio não é o termo discutido no ambiente teológico. Você procurou no dicionário o termo simples “livre”, ao passo que o termo discutido na teologia e que particularmente o arminianismo defende é o termo complexo “livre arbítrio”.

    2º você procurou no dicionário simples problemas de dimensões filosófico-teológicas, quando deveria pesquisar em dicionário ou enciclopédias especializadas em filosofia ou teologia. O dicionário simples não alcança a profundidade terminológica necessária em uma abordagem filosófico-teológica.

    Desculpe a falta de elegância, mas, faz-se necessário corrigir o equívoco.
    Livre arbítrio não tem nada a ver com o termo liberdade usado no senso comum, e essa diferença mesmo que de maneira imprópria e superficial, até no dicionário Aurélio pode ser percebida, mas, vamos usar uma fonte mais adequada: No dicionário escolar de filosofia da Plátano Editora, diz-se que livre arbítrio consiste na “A capacidade para fazer escolhas. “. No dicionário de filosofia vl 1 Ferrater, diz-se entre outras explicações que livre arbítrio é a capacidade de julgar, é uma potência cognoscitiva, é uma capacidade da mente. Como você percebe, não tem nada a ver com liberdade, que consiste em fazer o que se deseja, ou, não estar debaixo da vontade de nenhum senhor. Quando o apóstolo Paulo fala: “Pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.” – aqui, vemos o livre arbítrio em ação em oposição a limitação de sua carne. Apesar de não fazer o que desejava, a sua mente desejava, ou seja, não foi privada de desejar, de querer – isso é livre arbítrio, capacidade de se fazer escolhas, sabendo que nem todas as escolhas que fazemos podem ser realizadas com o simples auxílio de nossos desejos. Podemos ser privados de fazer o que desejamos, mas, jamais podemos ser privados de escolher o que queremos essa capacidade nunca nos foi tirada.

    O livre arbítrio não pode garantir a ele o acesso a Deus sem a ação da graça. Porque, após a queda, preso pela ignorância produzida pelo pecado, o homem jamais escolheria fazer o bem, pelo fato de o Bem Supremo estar dele afastado. Somente com o auxílio da graça, que convence o homem do pecado da justiça e do juízo, que o homem pode desejar o bem, ou resistir ao Espírito de Deus. Enquanto ignorante do bem, o homem só pode usar o seu livre arbítrio para o mal, a partir da manifestação da graça oferecida a todos os homens, o homem pode conhecer o bem, e podendo escolher ou rejeitar que passou a conhecer.

    O homem jamais pode se jactanciar de seu livre arbítrio porque sabendo, que sem a ação do Espírito que o convence, jamais ele poderia conhecer o bem que a ele se apresenta, ele sabe que sem a ação da graça, mesmo podendo fazer escolhas, jamais conheceria a Deus se não fosse a graça, que o livra da ignorância, e por intermédio de Cristo o chama para a reconciliação com Deus. Sabendo que livre arbítrio sem a graça, é o mesmo que possibilidade de escolher apenas a miséria que uma vida falida conhece, o homem jamais pode se orgulhar, porque é pela graça que somos salvos – foi Deus e não nós que permitiu ser achado, foi ele que amou o mundo, mesmo o mundo ainda não o conhecendo. Sem a graça de Deus, que nos tira da ignorância, jamais poderíamos usar nosso livre arbítrio para optá-lo por ele, pelo simples fato de não o conhecermos.

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  40. Observe que o que Arminius entende por livre arbítrio não tem nada com os comentários tidos como idéias suas.

    “No que diz respeito graça e o livre arbítrio, ensino em conformidade com as Escrituras e o consentimento ortodoxo: O Livre arbítrio é incapaz de fazer ou aperfeiçoar qualquer bem espiritual genuíno sem graça”.
    (...)Afirmo, portanto, que a graça é simples e absolutamente necessária para a iluminação da mente, para o devido controle das emoções, e para a inclinação da vontade ao que é bom. É essa graça que opera sobre a mente, os afetos e a vontade, que infunde bons pensamentos na mente, e inspira a por em ação bons desejos, e dobra a vontade para continuar a execução de bons pensamentos e bons desejos. Essa graça precede, acompanha e segue; excita, assiste, opera para queiramos o bem, e colabora para que não queiramos em vão." (Jacobus Arminius)

    "Esta é a minha opinião a respeito do livre-arbítrio do homem: Na sua primitiva condição como ele saiu das mãos de seu criador, o homem era dotado de uma tal parcela de conhecimento, santidade e poder, permitindo-lhe a entender, estimar, considerar, e ter força para realizar o verdadeiro bem, de acordo com o mandamento entregue a ele. No entanto, nenhum destes atos poderia ele fazer, exceto com a assistência da Divina Graça. Mas no seu estado depravado e pecador, o homem não é capaz, e de por si próprio, nem pensar, ter vontade, ou a fazer o que é realmente bom, mas é necessário que ele seja regenerado e renovado no seu intelecto, afecções, ou seja, em todos os seus domínios, por Deus em Cristo através do Espírito Santo, para que ele possa ser qualificado justamente para compreender, estimar, considerar, escolher, e fazer tudo o que é verdadeiramente bom. Quando ele é feito um participante desta regeneração ou renovação, considero que, uma vez que ele é livre do pecado, ele é capaz de pensar, e desejar fazer o que é bom, mas ainda não sem o auxílio da Divina Graça." (Jacobus Arminius)

    Percebes que a idéia arminiana de livre arbítrio não tem nada a ver com a sua definição?

    É necessário eliminar os equívocos a respeito da idéia arminiana do livre arbítrio, pois a maioria dos julgamentos direcionados a essa teologia não condizem com suas idéias efetivas.

    Sobre Deus, creio na sua inesgotável liberdade, e no seu livre arbítrio. Por liberdade, Ele pode fazer, sem nenhuma interrupção tudo o que determina, e em seu livre arbpitrio tem a mais pura capacidade de julgar e determinar tudo o que irá fazer.

    Sobre o homem, creio que como toda humanidade foi encerrada debaixo do pecado, tendo suas qualidades efetuadas pelo mesmo, sendo que, como todos os que pecaram, é alvo da graça de Deus, que o possibilita conhecer o Bem lhe dando a capacidade de praticar escolhas efetivas. Creio que todos os que serão julgados, e, assim serão, porque tiveram possibilidades reais de fazerem escolhas; os condenados porque em suas escolhas optaram pelo mal, e os galardoados porque, podendo optar entre o mal e o Bem, esse desvelado pela ação da graça, optaram em atentar para o convencimento do Espírito que lhe mostra o caminho do Bem como a opção moralmente correta a seguir.

    Saúde.

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  41. À Luilton.

    Companheiro, Arminius era um calvinista, estudou em um grande colégio reformado, nele também lecionou – começou a divergir do calvinismo, quando tentou refutar um ataque a teologia calvinista disparado pelo teólogo autodidata Dirck Koornhet. Estudando as Escrituras com o intuito de preparar uma refutação as idéias anticalvinistas de Koornhet, por elas foi convencido, entendendo que corroboravam com as Escrituras, passando posteriormente a discordar de pontos da teologia calvinista. Arminius não era um anticalvinista em sua totalidade – é preciso ressaltar que os pontos de discórdia se deram apenas nas questões soteriológicas, nas demais concordava com as premissas calvinistas. Formado e ambientado num ambiente calvinista, seria mais do que natural, mesmo que discordasse em alguns pontos, ter Calvino em alta estima.
    Podemos perceber a estima vinda também do outro lado. O ilustre calvinista Theodore Beza, genro de Calvino, e seu substituto na escola de Genebra, teceu grandes elogios a Arminius, inclusive, por reconhecer a qualidade do teólogo Holandês, pediu que os seus patrocinadores de Amsterdã continuassem pagando os seus estudos por ele ter, segundo o calvinista Beza “inteligência sagaz tanto com respeito à percepção quanto à discriminação das coisas”. Também afirmou: “Esta é a nossa opinião de Arminius – um jovem homem, inquestionavelmente, tanto quanto nos é possível julgar, muitíssimo digno de sua benevolência e liberalidade.”

    Independente da qualidade de ambos, e das considerações recebidas, isso não significa que não possa haver divergências na totalidade de suas idéias.Por considerar Calvino e por estimá-lo, entendo que a critica de Arminius a soteriologia calvinista evidencia-se como uma crítica real, distanciando-se da possibilidade de ser fruto de um mero preconceito formulado por um antipartidário. Não sendo um anticalvinista, a critica arminiana não se apresenta preconceituosa e sim como formulação de um juízo independente e investigativo.

    Saúde.

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  43. irmão oagapeo paz joao 6 e 44 ninguem pode vir a mim se o pai qu e me enviou não o trouxer .. é cimples assim o texto por vc citado irmão nunca realmente virão pois não fazem parte do rebanho como o propio senhor diz no contexto na palavfra citada pelo irmão . o senhor diz no capitulo 10 vos não credes porque não sois das minhas ovelhas.. quanto ao homen poder escolher nunca duvidei disso porém se tal escolha é livre é que não da para aceitar quanto ao texto de apocalipse o senhor está se dirigindo para uma igreja e não para pecadores pedindo para entrar em seu coração mas é isso que a doutrina arminiana faz diminui DEUS e exalta o homen com seu poderoso livre arbítrio

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  44. paz lailson finalmente estou conseguindo postar no blog sua definição de livre arbitrio é mais uma para minha coleção com a sua já são 6 definições com a sua quando decidirem realmente o que querem dizer com livre arbitrio eu vou gostar de comentar sobre o assunto

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  46. tb estou diculgando seu blog gostei da maneira como responde as perguntas sem ataques perjorativos por isso recomendo aos meus amigos o seu blog paz

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  47. Companheiro Luilton, saúde.


    Obrigado pelas considerações e também pelas dicas .

    Apesar das divergências, procuro “guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4.3). Creio que, diferenças a parte, somos unidos pela graça por intermédio do sacrifício vicário na Cruz. Simples divergências não podem ( e não devem) nos separar da unidade do Espírito pelo vínculo da paz
    Sobre a sua afirmação direcionada ao irmão oagape, gostaria de convidar-te a uma reflexão, a saber:

    Realmente as Escrituras enfatizam que ninguém pode ir até Cristo, se o Pai não o enviar. Mas também destaca que fato apenas serão salvos os que crerem e se submeterem a Cristo. Comentando sobre as pessoas que irão até Cristo, assim diz a Palavra de Deus: “Todo aquele que o Pai me dá virá a mim”(Jo 6.37), e também: “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.” (Jo 12.32). Sobre a vontade do Pai, em relação a essas pessoas, Jesus afirma: “Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna”.(Jo 6.40a)

    Quando Jesus afirma: “Mas vós não credes, porque NÃO SOIS DAS MINHAS OVELHAS”,(Jo 10.26) ele estava a indicar, que a prova que os tais não eram participantes de seu rebanho, era a ausência de fé, não a impossibilidade dada por Deus de que cressem, tanto que, por não crerem, foram censurados por Cristo. Se Eles não fizessem parte das ovelhas, como parte de um plano específico de Deus, os tais não seriam censurados. Não se pode ignorar que estas palavras foram direcionadas à grupos de judeus que já tinham anteriormente desprezado a Jesus, chegando, até mesmo a afirmarem: "Tem demônio, e está fora de si; por que o ouvis?"(Jo 10.20). Esses Judeus tentavam Jesus, com toda sorte de provocações e não criam em suas obras, ademais, rejeitaram a Cristo acusando-o de proferir blasfêmias. Veja o que eles afirmaram contra Jesus: “Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (Jo 10.33).

    As Escrituras não afirmam que os tais judeus já foram rejeitados de antemão, pelo contrário, sobre os judeus as Escrituras afirmam: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam(...)” (Jo 1.11). Se porém os judeus citados não faziam parte das suas ovelhas, isso se deu, não porque eles foram rejeitados de antemão, mas sim, pelo fato de não terem recebido a Cristo.

    Pondere sobre isso.

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  48. O livre arbítrio é a vaca de ouro da humanidade, todavia, por experiência personalíssima, qualquer um do gênero chamado humano, experimenta na sua própria experiência existencial que não é livre o seu arbítrio, mas escravo de um poder terrível denominado pecado, que de tão terrível que é não permite nem ao homem gerado de novo viver a plenitude de sua vontade, haja vista as próprias lamentações do apóstolo Paulo "Porque o que faço, não o aprovo, pois o que quero isso não faço." "Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço." Romanos 7:15, 19. Cada um sabe em si mesmo o quanto se engana, e tão somente achará razoabilidade quando puder racionalmente exclamar: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. O homem natural é escravo do pecado para a morte, e o homem regenerado é escravo de Cristo para a vida (eterna). Caso fosse o arbítrio livre, desnecessária seria a remissão de pecados pela morte de Cristo porquanto o homem lançaria mão desse poderoso arsenal de liberdade de vontade, e por si mesmo cessaria de pecar, como isso não pode ser admitido em quaisquer hipóteses, consagra-se o princípio da total escravidão da vontade humana, até mesmo pelo exclusivo fato de todos literalmente estarem mortos, conforme clarificou Paulo aos efésios: “E nos vivificou, estando vós mortos em delitos e pecados, em que noutro tempo, andastes, segundo o curso desse mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; entre os quais TODOS nós antes, andávamos... “SS”. Finalmente, pode se afirmar que a palavra LIVRE significa claramente segundo os melhores dicionários, aquele que não está sujeito a nenhum senhor, mas como o homem está sempre sujeito ao senhor pecado para a morte, ou ao Senhor Jesus para vida, resulta no entendimento que o único ser existente que possui a prefalada vontade plenamente livre é DEUS, porquanto não está ele sujeito a qualquer senhor, até pelo ilustre fato de ser Ele o Senhor de tudo e de todos.
    Mortos com livre-arbítrio! Conta outra chefe!!

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  49. Caro irmão J. Carlos,
    A paz de Cristo esteja contigo

    Apesar de todas as citações feita por você, não podemos esquecer que Deus fez o homem perfeito, conforme afirmou Salomão, mas o homem errou o alvo; aderiu ao lado errado, ou seja o pecado!
    Jesus, segundo S. João, veio ao mundo para salvar o homem dos seus pecados. Assim nos informa: Nele (em Jesus) estava a vida e a vida era a luz dos homens. João veio para testemunho, para que testemunhasse da luz, para que Todos Cressem por ele. Jo. 1. 4,5,7.
    Jesus disse: Eu sou a luz do mundo, quem me segue, não andará nas trevas mas terá a luz da vida. Jo. 8. 12.
    Lembre-se que ha sempre o condicional de Deus,para a escolha do homem... “Se” quiser, vai com Cristo resplandecer como luz, (glória a Deus) porem, “Se” não quiser...será trevas.
    Existe nesse mundo, dois reinos: o do bem e o do mal; O da luz, e o das trevas, na constante guerra nesse aparte. Jesus lançou O convite: Vinde a mim todos os que se estais cansados e oprimidos...e eu vos aliviarei. Mt, 11.28.
    Quem pode dizer que o pecado não oprime? Desgasta. Envelhece e mata?. Mas é a quem quiser segui-lo. Esse é o Livre arbítrio questionado. A bíblia é repleta de aplicações que deixa claro, a escolha. " Quem crê e for batizado será salvo, porém quem não crê,....Mc.16.15-16.Em Dt. diz de dois caminhos para escolha.
    Deus te abençoe.
    Laerço

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  50. J. Carlos,

    Você confunde livre-arbítrio com livre ação. Com essa confusão em mente você cita as palavras do apóstolo Paulo achando que as tais corroboram suas idéias. Vamos a ela:

    "Porque o que faço, não o aprovo, pois o que quero isso não faço." "Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço." (Romanos 7:15, 19).

    Você percebe que a pessoa ilustrada pelo apóstolo, deseja o bem, apesar de não conseguir consuma-lo? Esse desejo é o que chamamos de livre arbítrio? - Apesar de falido, de não conseguir dar cabo ao que queria, ele desejava.

    Agora, fica claro na citação por você destacada, a impossibilidade da miserável pessoa realizar o bem que desejava. Ou seja – essa pessoa, citada no texto, apesar de ter um livre arbítrio (tanto que desejava o bem), não tinha uma livre ação; era escrava do pecado. Portanto, o texto que você cita, não refuta o livre arbítrio, pelo contrário, corrobora.

    Relembro-te as palavras do apóstolo Paulo:

    [i]Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos.(Rm 11.32)
    Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que crêem.(Gl 3.22)[/i]

    Os citados textos nos indicam que todos os mortos (aqui significando, pecadores, impotentes de fazer o bem), são alvos da graça de Deus.Todo os mortos (em seus deleites e pecados), encerrados na desobediência foram alvos de sua misericórdia, são chamados a vida(abandono de suas concupiscências). Ou seja, Deus envia a sua graça para que os que ignorantes do bem possam conhecê-lo, porém, só sairão do estado lastimável, se crerem no que lhes for apresentado. Não devemos dar outra dimensão par a elegoria “ morte”. Quando se usa essa alegoria, tenciona-se ilustrar que os pecadores são incapacidade de realizar (por si só) uma ação moralmente boa, porque ignora o bem. Mas, a partir da ação da graça, derramada a todos os homens, ele pode escolher o que passou a conhecer. Morte, citada em Efésios 2 não se estende a outros âmbitos, como por exemplo, incapacidade de fazer escolhas, mas na imoralidade do homem que não tem a Deus, que vivem segundo o curso deste mundos. Mas, se “Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos.(Rm 11.32)” todos já estiveram mortos, e todos terão oportunidades para serem vivificados, sabendo que só serão vivificados apenas os que crerem. Só os que crêem no bem que lhe foram apresentado, receberão a promessa.

    Você não pode esquecer “mortos” são os que pecaram, são os que se rebelaram contra Deus, e como tal, escolheram rebelar-se contra Deus. Porém, se escolheram reberar-se, fizeram isso sem a ação de seu livre arbítrio. Veja o que Paulo diz sobre os que pecaram e depois foram livres do pecado:

    Veja quem são os mortos e por que jazem neste estado :

    Os que se assentaram nas trevas e nas sombras da morte, presos em aflição e em ferros
    por se terem rebelado contra a palavra de Deus e haverem desprezado o conselho do Altíssimo, (Sl 107.11)

    Mas também, os que se assentarem nas trevas e nas sombras da morte, presos em aflição e em ferros, se clamarem a Deus serão salvos. Vejamos:

    Então clamaram ao SENHOR na sua angústia, e os livrou das suas dificuldades.
    Tirou-os das trevas e sombra da morte; e quebrou as suas prisões. (Sl 107. 13, 14)

    Percebes que as coisas não são como se parece. Percebeu que quem clamou a Deus foram aqueles que estavam presos e que se assentaram nas trevas e na sombra da morte?

    Veja também aqui:

    Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; ( João 11:25 )

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  51. Pergunto: pode um morto crer?

    Sim. Porque, morto no texto, não se refere a um morto literal, como vocês calvinistas apresentam, no texto, e na forma em que Paulo também apresenta, morto é quem vive em pecado, não quem não pode aceitar a graça que lhe é oferecida. O erro de vocês reside na extensão em que apresentam a alegoria, ao invés de se ater apenas ao principio para a qual ela foi usada.


    Não morrerão os pais pelos filhos, nem os filhos pelos pais; mas cada um morrerá pelo seu pecado.(2 Cr 25.4)

    Você afirma:

    “Caso fosse o arbítrio livre, desnecessária seria a remissão de pecados pela morte de Cristo porquanto o homem lançaria mão desse poderoso arsenal de liberdade de vontade, e por si mesmo cessaria de pecar, como isso não pode ser admitido em quaisquer hipóteses, consagra-se o princípio da total escravidão da vontade humana, até mesmo pelo exclusivo fato de todos literalmente estarem mortos, conforme clarificou Paulo aos efésios: “E nos vivificou, estando vós mortos em delitos e pecados, em que noutro tempo, andastes, segundo o curso desse mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; entre os quais TODOS nós antes, andávamos... “

    Tanto a sua afirmação como a sua conclusão contém equívocos. Contra eles, levanto alguns problemas:

    O homem mesmo com o seu livre arbítrio necessita da graça, pelo fato ser incapacitado de fazer o bem. Mesmo se desejasse o bem, seria incapaz de realizá-lo, como bem ilustra o apóstolo Paulo: "Porque o que faço, não o aprovo, pois o que quero isso não faço” (Rm 7. 15-19). Capacidade de desejar não significa capacidade de fazer.

    Reflita:

    Quanta coisa das qual você deseja você não conseguiu realizá-las? Isso significa que você teve o livre arbítrio para desejá-las, mas não teve a possibilidade (o poder) de realizá-las. É assim que o apóstolo ilustra-nos o quadro de Rm 7.15-19. Em Paulo, a capacidade de querer estava nele (livre arbítrio), mas não a de realizar o seu querer.

    “ E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;
    Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
    Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
    Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
    Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
    E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más”.
    Jo 3.14-19)

    “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência,Amando ao SENHOR teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o SENHOR jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar”.(Dt.30. 19, 20)”

    Companheiro, você não pode ignorar o fato de que “ a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz.” Ou seja, Cristo veio para todos aqueles que estavam encerrados na desobediência, e como tal, mortos em delitos e pecado. Foram vivificados os que creram, permaneceram na morte aqueles que resistiram ao Espírito Santo.

    Saúde.

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  52. À Laerço (oágape).

    Concordo plenamente com sua premissa, a saber:

    “Lembre-se que ha sempre o condicional de Deus,para a escolha do homem”.

    Nem tem como contestarmos isso. Realmente esta ideia é retratada nas Escrituras claramente e de maneira farta,

    Paz.

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  53. Que graçinha! Desejo ser salvo, mas não posso, contudo me salvo e acabo me perdendo, porquanto na verdade escolhi ser salvo, e me salvei aceitando a salvação que desejava, mas abruptamente a perco porquanto salvo estou enquanto quero, mas querendo o que não posso, e o que posso é que desejo, sendo esse desejo fruto da minha vontade, e, contra a vontade sou morto, porquanto morto não desejo, se não desejo ser morto, morto serei porquanto tanto quanto quero não posso; isto é uma tremenda teologia.
    O grande engano está em ser enganado enganando-se, contudo deve-se lembrar que: "E todos os moradores da terra são reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele operacom o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão e lhe diga: Que fazes? (Tú não sabes que eu tenho vontade própria?) Daniel 4:35.

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  54. paz LAILSON
    João 6:37-40

    Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia. Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.

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  55. A despeito da riqueza dessa passagem, um esforço honesto será feito para que sejamos breve no comentário fornecido. [2] O cenário é importante: Jesus fala a uma multidão reunida na sinagoga de Cafarnaum. Eles tinham seguido-O após a alimentação dos cinco mil no dia anterior. Eles estavam buscando mais milagres, e mais alimento. Jesus não saciou as suas "necessidades físicas", mas foi diretamente ao assunto real: quem Ele era e como Ele é o centro da obra de redenção de Deus. Ele identifica-se como o "Pão da Vida" (v. 35), a fonte de todo alimento espiritual. Em nosso cenário moderno, podemos não sentir a força de Suas palavras como eles devem ter sentido naquela manhã. "Quem é este homem para falar dessa forma de Si mesmo?", eles devem ter pensado. Nem mesmo os maiores profetas de Israel instruíram as pessoas a ter fé neles mesmos ! Nem mesmo um Abraão ou um Isaías desejaria reivindicar ter descido do céu, nem jamais diriam "aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede". Devemos tentar sentir o impacto impetuoso dessas palavras à medida que elas foram faladas.

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  56. O bendito Senhor foi totalmente duro com a Sua audiência. Ele sabia que eles não possuíam uma fé verdadeira. "Mas como já vos disse, vós me tendes visto, e contudo não credes" (v. 36). Eles tinham visto-O com os seus olhos, mas a menos que a visão física seja unida com a iluminação espiritual, ela não será de proveito algum. Freqüentemente a importância dessa declaração é negligenciada. O verso 36 é um ponto crítico no capítulo. Jesus agora explica a incredulidade deles. Como é que esses homens poderiam estar diante do próprio Filho de Deus, o Verbo feito carne, e não crer? Qualquer pessoa que não toma seriamente a morte do homem no pecado deveria contemplar essa cena. O próprio Criador em forma humana está diante de homens que eram bem versados nas Escrituras e aponta para a incredulidade deles. Ele então explica o porque e, todavia, pouquíssimos hoje ouvirão e crerão.
    “Todo o que o Pai me dá virá a mim”. Essas são as primeiras palavras que vieram do Senhor na explicação da incredulidade do homem. Não ousamos nos engajar na brincadeira de amarelinha em cima desse texto e ignorar a própria ordem do ensino que Ele provê. A primeira afirmativa é uma da completa soberania divina. Cada palavra diz muita coisa.

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  57. “Todo o que o Pai me dá”. O Pai dá alguns a Cristo. Os eleitos são vistos como um todo singular , dados pelo Pai ao Filho . O Pai tem o direto de dar uma pessoa ao Filho. Ele é o soberano Rei, e esta é uma transação divina.

    Todos os que são dados pelo Pai ao Filho vêm ao Filho. Não alguns, não muitos, mas todos.

    Todos aqueles dados pelo Pai ao Filho virão ao Filho. É vital ver a verdade que é comunicada por essa frase: o ato do Pai dar ao Filho precede e determina a vinda da pessoa a Cristo. A ação de dar pelo Pai vem antes da ação de vir a Cristo pelo indivíduo. E visto que todos daqueles assim dados virão infalivelmente , temos aqui tanto a eleição condicional bem como a graça irresistível, e isto no espaço de nove palavras! Torna-se um óbvio exercício na eisegesis [interpretação pessoal de um texto (especialmente da Bíblia), usando suas próprias idéias; não confundir com exegese] dizer: "Bem, o que o Senhor realmente quis dizer é que todos que o Pai viu que creriam em Cristo, virão a Cristo". Esta é uma declaração sem sentido. Visto que o ato de vir é dependente da ação de dar , podemos ver que simplesmente não é exegeticamente possível dizer que não podemos determinar a relação entre as duas ações. O ato de dar de Deus resulta no vir do homem. A salvação é do Senhor.

    Mas note também que é para o Filho que eles virão. Eles não virão para um sistema religioso. Eles virão a Cristo. Esse é um relacionamento pessoal, uma fé pessoal, e, visto que aqueles que vêm são descritos através de toda a passagem pelo particípio do tempo passivo, ela não é apenas uma vinda que acontece uma só vez. Essa é uma fé contínua, um olhar contínuo para Cristo como a fonte da vida espiritual. Os homens a quem o Senhor estavam falando "vieram" a Ele por um tempo: em breve eles O deixariam e não O seguiriam mais. O verdadeiro crente está vindo a Cristo sempre. Essa é a natureza da fé salvadora.

    “E o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”. O verdadeiro crente, aquele que "vem" a Cristo, tem essa promessa do Senhor: usando a forma mais forte de negação possível , Jesus afirma a eterna segurança do crente. Jesus é Aquele que dá vida e levanta os Seus no último dia. Ele promete que não há qualquer possibilidade de que alguém que esteja vindo a Ele em verdadeira fé possa encontrá-Lo indisposto para salvá-lo. Mas essa tremenda promessa é a segunda metade de uma sentença . Ela é baseada sobre a verdade que foi primeiramente proclamada. Essa promessa é para aqueles que são dados pelo Pai ao Filho e a ninguém mais . Certamente, veremos no versículo 44 que ninguém senão aqueles que são assim dados, virão a Cristo em fé de qualquer jeito: mas há certamente aqueles que, como muitos daquela audiência em Cafarnaum, estão dispostos a seguir por um tempo , dispostos a crer por um tempo. Essa promessa não é deles.

    A promessa aos eleitos, contudo, não pode ser mais preciosa. Visto que Cristo é capaz de salvar perfeitamente (Ele não depende da vontade ou da cooperação do homem), Sua promessa significa que o eleito jamais pode se perder. Visto que Ele não lançará fora, e que não há poder maior do que o Seu, aquele que vem a Cristo encontrará nEle um Salvador todo-suficiente e perfeito. Essa é a única base da "segurança eterna" ou da perseverança dos santos: eles olham para um Salvador que é capaz de salvar. E a capacidade de Cristo para salvar que significa que o redimido não pode se perder. De fato, se houvesse uma relação sinergística, não poderia haver nenhum fundamento para uma absoluta confiança e segurança.

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  58. Muitos param no verso 37 e perdem a tremenda revelação que somos privilegiados de receber nos versos seguintes. Por que Cristo nunca lançará fora aqueles que vêm a Ele? O verso 38 começa com uma conjunção que indica uma continuação do pensamento: o verso 38 e 39 explicam o verso 37. Cristo guarda todos aquele que vem a Ele porque Ele está cumprindo a vontade do Pai. “Eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”. O Messias divino sempre faz a vontade do Pai. O capítulo precedente no Evangelho de João deixa isto muito claro. Há perfeita harmonia entre a obra do Pai e a do Filho.
    E qual é a vontade do Pai para o Filho? Em termos simples, a vontade do Pai é que o Filho salve perfeitamente . “ E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia”. É vital lembrar que isso continua a explicação do porque Ele não lança fora aquele que vem a Ele. Devemos ver isso, pois alguém pode ser tentado a dizer que o Pai confiou todas as coisas nas mãos do Filho, e que essa passagem não está dizendo nada mais de que o Filho agirá de forma apropriada com respeito àqueles que o Pai Lhe deu. Mas o contexto é claro: o verso 37 fala do pai "dando" os eleitos ao Filho, e o verso 38 continua o mesmo pensamento. Aqueles que são dados, infalivelmente virão ao Filho no verso 39, e são esses mesmos, os eleitos, que são ressuscitados no último dia. Ressurreição é uma obra de Cristo, e nessa passagem, é comparada com o doar da vida eterna (veja v. 40). Cristo dá vida eterna a todos aqueles que são dados a Ele e que, como resultado, vêm a Ele.
    Devemos perguntar ao Arminiano que promove a idéia de que uma pessoa verdadeiramente salva pode se perder: isto não significa que Cristo pode falhar em fazer a vontade do Pai? Se a vontade do Pai para o Filho é que Ele não perca nenhum daqueles que Lhe foram dados, não se segue inexoravelmente que Cristo é capaz de realizar a vontade do Pai? E isto não nos força a crer que o Filho é capaz de salvar sem a introdução da vontade do homem como autoridade final no assunto ? Pode algum sinergista (alguém que ensina, como o Dr. Geisler o faz, que a graça de Deus opera "sinergisticamente" e que o livre-arbítrio do homem é uma parte vitalmente importante do processo da salvação, e que nenhum homem é salvo a menos que esse homem deseje isso) crer nessas palavras? Pode alguém que diz que Deus tenta salvar tantos quantos "possível", mas não pode salvar ninguém sem a cooperação do homem, crer no que esse verso ensina? Não é a vontade do Pai que Cristo tente salvar, mas que Ele salve perfeitamente um povo particular . Ele não perderá nenhum de todos aqueles que o Pai lhe deu. Como pode ser isso se, na verdade, a decisão final descansa com o homem, e não com Deus? É a vontade do Pai que resulta na ressurreição para a vida de qualquer indivíduo. Isso é eleição nos mais fortes termos, e ela é ensinada com clareza nas Escrituras.

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  59. O verso 39 começa com “A vontade daquele que me enviou é esta”, e o verso 40 faz o mesmo: “A vontade do Pai que me enviou é esta”. Mas no verso 39 temos a vontade do Pai para o Filho. Agora temos a vontade do Pai para o eleito. “Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”. Espantosamente, arrancam esse texto fora do seu contexto, se equivocam com a referência ao "todo aquele que vê...todo aquele que crê nEle", e dizem, "Veja, não há eleição divina aqui! Qualquer um pode fazer isso!". Mas é óbvio que, quando o texto é tomado como um todo, esta não é a intenção da passagem. Quem é aquele que "vê" o Filho e "crê" nEle? Ambos os termos estão no presente particípio, referindo-se a uma ação contínua, da mesma forma como vimos na "vinda de alguém" a Cristo no verso 37. Jesus ressuscitará no último dia todos aqueles que Lhe foram dados (v. 39) e todos aqueles que estão olhando e crendo nEle (v. 40). Devemos crer que há grupos diferentes? Certamente que não. Jesus ressuscita somente um grupo para a vida eterna. Mas visto que isso é assim, não se segue que todos aqueles dados a Ele olharão para Ele e crerão nEle? Mais do que certo que sim. A fé salvadora, então, é exercida por todos aqueles dados ao Filho pelo Pai (uma das razões pelas quais, como veremos, a Bíblia afirma claramente que a fé salvadora é um dom de Deus).

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  60. João 6:41-45

    Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu; e perguntavam: Não é Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, diz agora: Desci do céu? Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.

    Os judeus estavam murmurando por causa desse ponto no discurso: eles rejeitaram a Sua reivindicação de origem divina, assumindo em vez disso que Ele era apenas um mero homem, o filho de José. Jesus não se desvia de Sua apresentação por causa dos pensamentos e confusão vagueadoras deles. Ele os instrui a parar de murmurar (v. 43) e então explica a incredulidade persistente deles.

    “Ninguém pode vir a mim”. Literalmente Jesus diz: "Nenhum homem é capaz de vir a mim". Essas são palavras de incapacidade e elas são colocadas num contexto universal. Todos os homens compartilham isso em comum: eles são carentes da capacidade de vir a Cristo em e de si mesmos. A incapacidade compartilhada é devido a uma natureza caída compartilhada. Isto é o "morto em pecado" (Efésios 2:1) e i "incapaz de agradar a Deus" (Romanos 8:8) de Paulo. É a doutrina Reformada da depravação total: a incapacidade do homem ensinada pelo Senhor que conhece os corações de todos os homens. Se o texto terminasse aqui, não haveria nenhuma esperança, nenhuma boas novas. Mas ele não pára aqui.

    "Ninguém pode vir a mim, a menos que o Pai que Me enviou, o traga" [versão do autor - New American Standard Version]. As boas novas é que há um "a menos" em João 6:44, assim como há um "Mas Deus" em Efésios 2:4. Em ambos os casos não é o livre-arbítrio do homem que vem para salvar, mas o livre-arbítrio de Deus. Todos os homens seriam deixados numa posição sem esperança de "incapacidade para vir" a menos que Deus aja, e Ele o faz trazendo os homens a Cristo. Fora desta capacitação divina (conforme 6:65) nenhum homem pode vir a Cristo. Nenhum homem pode "querer" vir a Cristo fora desse trazer divino.

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  61. Certamente, a resposta imediata de muitos é, "Sim, deveras, Deus deve prover algum tipo de graça preveniente, algum tipo de trazer, antes que alguém possa escolher crer". Mas é isto o que o texto está dizendo? Lembre-se que essas palavras vêm imediatamente após a afirmação de que todos que o Pai dá ao Filho, virão ao Filho (v. 37). Os eruditos Reformados afirmam que aqueles que são trazidos são aqueles que são dados pelo Pai ao Filho: isto é, os eleitos. Eles apontam para o contexto imediato que identifica aqueles que vêm a Cristo como os eleitos. Mas o resto do versículo 44 explica porque isso deve ser assim: "e Eu o ressuscitarei no último dia". Quem Jesus ressuscitará no último dia? O verso 39 diz que Ele ressuscitará todos aqueles dados a Ele pelo Pai; o verso 40 diz que Ele ressuscitará todos aqueles que estão olhando e crendo nEle; o verso 44 diz que Ele ressuscitará todos aqueles que são trazidos pelo Pai. A identidade daqueles ressuscitados no último dia para a vida eterna é absolutamente co-extensiva com a identidade daqueles que são trazidos! Se uma pessoa é trazida, ela será também ressuscitada para a vida eterna. Obviamente, então, não pode ser afirmado que Cristo, neste contexto, está dizendo que o Pai está trazendo todo ser humano em particular, porque 1) o contexto limita isto àqueles dados pelo Pai ao Filho, 2) esta passagem ainda está explicando a incredulidade dos Judeus, a qual não teria nenhum sentido s e de fato o Pai está trazendo esses incrédulos a Jesus, e 2) se assim fosse, o universalismo seria o resultado, porque todos que são trazidos são da mesma forma ressuscitados no último dia.

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  62. LAILSON

    desculpe pela demora na resposta além do trabalho tenho tambem familia por isso as veses vou demorar a te reponder ok fica na paz

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  63. Companheiro Luilton, saúde.

    Toda vez que me deparo com uma passagem bíblica aparentemente confusa, procuro entendê-la a partir de suas conexões – creio que assim agindo, terei maior chance de evitar equívocos exegéticos. Falando diretamente sobre a questão, creio que a leitura holística das Escrituras nos leva esclarece a ideia da participação do homem no processo da salvação – essa participação se dá no ambito escolha ou rejeição.

    Quanto aos eleitos, ETA claro nas escrituras que são os que crêem e que zelam pelos preceitos que o pai lhes deu.Se eleitos são os que crêem, o pai dá aos filhos os que crerão, aqueles que em sua presciência ele sabia que se submeteria a Cristo. Os Judeus que não faziam parte das ovelhas, citado no texto (Jo 10.26) foram os que preferiram fechar-se para a sua palavra. Devemos relembrar da maxima: Veio para os que eram seus, mas os seus não o receberam. Os que não o receberam, foram aqueles a quem cristo afirmou: “Mas vós não credes, porque NÃO SOIS DAS MINHAS OVELHAS”. Não fazer parte das ovelhas aqui, significava a prova que eles eram endurecidos de coração, não a impossibilidade dada por Deus de que cressem, pelo fato de não serem eleitos, ao contrário, por não crerem, foram censurados por Cristo.
    Aqui, a prova é que, se eles realmente fossem interessados em Cristo, eles creriam, porém, se estavam a tentar Jesus pedindo-lhes sinais isso já significava que não criam nele, e com tal, não faziam parte das ovelhas de Cristo. Você nunca pode esquecer, ao ler essa passagem, que Jesus aqui direciona a sua fala aos Judeus, os mesmos a quem lamentou: Jerusalém, Jerusalém que “que mata os profetas, e apedreja os lhe foram enviados!, quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste. (MT 23.37). Jesus comenta sobre esses endurecidos, como dita o texto destacado:

    Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure. Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem." Mateus 13:13-16

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  64. Percebes, que foram os tais que resolveram se fechar, e não o contrário?

    Você destaca que “todos os que são dados pelo Pai ao Filho vêm ao Filho. Não alguns, não muitos, mas todos”. Eu porém acrescento um problema

    – quem são aqueles a quem o Pai dá ao filho?
    Podes afirmar de maneira simples – os eleitos!
    Disto, acrescento mais um problema – quem são os eleitos?

    São os que crêem. Por isso diz as Escrituras, “muitos são chamados, mas poucos os escolhidos. O texto logo abaixo é muito elucidativo, reflitamos sobre ele:

    E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira,
    Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.
    Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado.
    Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé. Então não te ensoberbeças, mas teme.
    Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também
    Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado.
    E também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar. (Rm 11.17-23).

    Se você se lembra, Israel foi o primeiro eleito, de Sião seriam benditas todas as nações da Terra. Mas, alguns dos judeus não foram cortados?

    - E por que foram cortados?

    - Diz as escrituras: pela sua incredulidade foram quebrados

    Poderão ser novamente recolocados?

    Sim, Diz as Escrituras: “se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar”

    Volto então a pergunta:

    Quem são os eleitos?

    - Sãos os que crêem,se mantém na fé e não se vangloriam.

    Existe condição para continuar como eleito?

    Sim, os eleitos só manterão a sua condição “se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado.

    Percebes que nada é tão estático?

    Atente para a exortação do apóstolo Pedro:

    Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis. (2 Pe 1.10)

    Se a eleição fosse estática, essa exortação faria sentido.

    Veja também o conselho do escritor da carta aos Hebreus:

    Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência. (Hb 4.11)

    Percebes que o texto admite a ideia da necessidade de uma participação humana no processo?

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  65. Companheiro Rodrigo,

    percebo que você gosta de se valer da ironia. Aqui, ela se faz necessária?
    Tratamos o seu argumento de maneira séria, se não entramos em um consenso, isso se dá pela própria dificuldade que o assunto traz, jamais por mera vaidade.
    O que eu escrevi, em outras palavras e que o exemplo de Paulo não exclui a idéia do livre arbítrio, pelo contrário, corrobora. Por quê? Porque livre arbítrio não é livre agir, mas sim, livre desejo. Qualquer pessoa pode querer ser boa, mas esse desejo não basta, somente através da ação da graça é que qualquer desejo virtuoso pode ser efetuado.
    Como arminianos cremos que a graça se manifestou trazendo salvação a todos os homens, e doravante, todos que desejarem beber da água da vida serão salvos, e todos os que não crerem serão condenados. O argumento é simples: sem a ação da graça ninguém poderia desejar Deus, porque, presos em seus pecados o ignorava, mas, depois da ação da graça em favor de todos os homens, aquele que crer, não resistindo ao Espírito Santo será salvo, quem resistir, continuando no estado de rebelião, será condenado. Somente a graça pode proporcionar o conhecimento de Deus, por meio de Cristo que se derramou na cruz, pela ação do Santo Espirito que convence o mundo do pecado, e pode mantê-lo. Por isso aquele que não crer será condenado. Por que todos tiveram a oportunidade de conhecer a luz, se a rejeitaram, assim fizeram como fruto de seus escolhas e não por nenhum decreto segregacionalista, pos em Deus não há acepção de pessoas.
    E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.

    Peço que leia novamente o que escrevi, para aprimorar a sua compreensão sobre o que foi dito.

    Saúde.

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  66. Não há ironia meu prezado, há uma profunda realidade "Ele foi encontrado por quem não o procurava", siguinificando que ninguém encontrou nada, mas fomos encontrados, e, digo mais, para sempre e eternamente cf. o perfeito juízo do Cristo “Porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade do Pai, que me enviou, e está: que NENHUM de TODOS aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia. João 6:38, 39.
    Desci para fazer a vontade daquele que me enviou/ a vontade dele e que nenhum de todos dados por Ele se perca, bom! Se alguns se perdem não foram dados por ele, fica claro; caso contrário inadmitida está a perda, e, se algum (unzinho só) se perde a vontade dele (Deus) foi mera pretensão. Desculpa-me, mas prefiro crer no ensino de Jesus.

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  67. Companheiro Rodrigo, saúde.

    Os arminianos nunca negaram o fato de que só é possível conhecer a Deus por meio da Graça. É Deus quem nos convence do pecado, da justiça e do juízo. Lembro-te que cremos na graça previneente, que se apresenta a todo o pecador apresentando Deus a ele. O que é negado na teologia arminiana é ideia de que alguns já são rejeitados a priori, ou seja, criados para a danação. Quanto a vontade do pai, deseja ele, que os que crêem se salvem, sabendo que são os que crêem que ele dá ao filho. Lembre-se que Jesus veio para os que eram seus, mas os seus não o receberam. Você deve se lembrar que Cristo quis juntar Jerusalém, mas Jerusalém não quis. Embora Cristo quisesse ajuntá-los, desejou salvar somente os que cressem na pregação. Você não pode omitir essa realidade.
    Isso é tão real, que após a explicita rejeição a Jesus por parte dos judeus, que o tentavam e o acusaram de endemoniado, Jesus passa a falar e parábolas, para com isso, impedir que os judeus entendessem a sua mensagem. Ele então explica o porquê de sua atitude, explicação que passo a destacar, vejamos:

    “Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure” (13:13-16.)

    Ou seja, são os próprios Judeus que se fecharam para não serem influenciados pela mensagem de Cristo. Por isso, eles não foram tidos como ovelhas. Veja que proposição de Jesus não dita que ele impediu de que os judeus cressem, pelo contrário, a mensagem lhes foi dada, mas eles mesmos fecharam o coração para não serem convencidos.

    Deixo o apóstulo Paulo elucidar a questão:

    E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira,
    Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.
    Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado.
    Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé. Então não te ensoberbeças, mas teme.
    Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também (Rm 11.17- 21).

    Reflita sobre isso.

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  68. Cf. dito supra "sabendo que são os que crêem que ele dá ao filho". Essa é uma idéia natural, humana, antropocêntrica. As escrituras não ensinam isso.
    Há mais de meio século me ensinaram isso, já postulei esse ideário por muito mais tempo que possas imaginar, e, até mesmo existir.
    Sinceramente, como estava profundamente enganado, assim estas. Fui ensinado em tais tradições humanistas há mais de meio século, todavia, aprouve a Deus fazer-me entender tal erro.
    Pensas que sou calvinista, contudo, digo-lhe: nada tenho a ver com Calvino, e, menos ainda com Armínio.
    O soberano Senhor não salva o ímpio por quaisquer aptidões por parte destes, e tão pouco condena os homens injustamente. Ele não impede o nascimento daquele que será perverso para a perdição, mesmo sabendo de antemão que o mesmo será perdido; se contrário fora tal criatura jamais viria à luz, e a posterior conclusão é lógica.
    Não ouso pensar que lograrei êxito na discussão em pauta, haja vista que sou um homem que já viveu mais do que esperava viver, e, sei por experiência própria que não se convence ninguém que não há de ser convencido.

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  69. paz LAILSON

    antes de continuar a falaa respeito do capitulo 6 vou falar do 10 que você insite em diser a ele s e endureceram a foram censurados por falta de fé será mesmo o verso 4 e 5 diz '' quando tir apara fora todas as ovelhas que lhe pertencem vai adiante delas e elas o seguem por que conhecem a sua voz mas de modo nenhum seguirão o estranho antes gugiram dele por que não reconhecem a voz do estranho ai ele fiz vor não creste porque não sois das minhas ovelhas verso 26 r 27 as minhas ovelhas ouvem minha voz eu as conheço e elas me seguem preimeiro as ovelhas deles conhecem sua voz o fato deles não terem fé ou blasfemarem só mostra que não reconheciam quem estava ali e não porque se fecharam simplismente porque o p´ropio jesus deicha nitido quando diz els me ouvem e me seguem a própia açãode não reconhecer e não seguir ja mostra o que eles não saõ ovelhas porque do contrario teriam reconhecido e seguido mas como o propio disse vocês não saõ das minhas e por isso que não crem porque se fossem reconheceriam a minha e o interessante é que ele diz que conhece as suas ovelhas e nesse capitulo ele afirma voz não sois minhas ovelhas veio para o que era seu ma sos seus não os receberam mas a todo quanto receber deu-çhes o poder de serem feitos filhos de DEUS que não nasceram da vontade da carne ou do homem mas de DEUS ou seja esses novos filhos nasceram da vontade de DEUS
    Jerusalém, Jerusalém que “que mata os profetas, e apedreja os lhe foram enviados!, quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste. (MT 23.37)Uma reposta é encontrada na distinção entre a vontade preceptiva de Deus e sua vontade decretiva

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  70. JACOBUS ARMINIUS: “João Calvino está um nível acima de qualquer comparação, no que diz respeito à interpretação da Escritura. Os seus comentários precisam ser muito mais valorizados do que qualquer dos escritos que recebemos dos pais da igreja”
    João Calvino é admitido, até mesmo por seus inimigos, ter sido um tremendo exegeta das Escrituras. Claros e criteriosos, os comentários de Calvino continuam a ter nesses dias grande utilidade e benefício para o estudante das Escrituras. Aqui está seu comentário sobre João 6:44:
    Vir a Cristo sendo aqui usado metaforicamente para crer, o Evangelista, a fim de colocar a metáfora na cláusula adequada, diz que as pessoas que são trazidas são aquelas cujos entendimentos Deus iluminou e cujos corações Ele dirigiu e transformou à obediência de Cristo. A declaração se resume nisto: que não devemos nos maravilhar se muitos recusam abraçar o Evangelho; porque nenhum homem jamais será de si mesmo capaz de vir a Cristo, mas Deus deve primeiro trazê-lo pelo Seu Espírito; e, portanto, segue-se que nem todos são trazidos, mas que Deus concede essa graça àqueles que Ele elegeu. É verdade, todavia, com respeito ao tipo desse trazer, que ele não é violento, de forma que compele os homens por uma força externa; mas ainda é um impulso poderoso do Espírito Santo, que faz com que os homens que anteriormente eram indispostos e relutantes, sejam dispostos. É uma falsa e profana afirmação, portanto, dizer que ninguém é trazido, senão aqueles que estão dispostos a serem trazidos, como se o homem por si mesmo se fizesse obediente a Deus por seus próprios esforços; porque a disposição com a qual os homens seguem a Deus é o que eles já tinham por si mesmos, que foi formada em seus corações para obedecê-Lo".

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  71. Jesus continua esse pensamento no verso 45, citando uma profecia de Isaías, e diz: “Todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim”. Ouvir e aprender do Pai é paralelo com ser trazido no verso 44. Jesus usou o mesmo tipo de terminologia quando Ele ensinou que somente aqueles que "pertencem a Deus" podem ouvir Suas palavras (João 8:47).
    Resumindo, então, Jesus certamente ensinou a absoluta soberania de Deus, a incapacidade do homem, a eleição incondicional de um povo para salvação, a graça eficiente de Deus que infalivelmente traz salvação aos eleitos e a perseverança final desses eleitos para a vida eterna. Esse é um dos textos chaves que apóiam a posição Reformada
    Tal estudo requereria uma obra extensiva sobre aquelas passagens chaves. Nada é oferecido, e o que é oferecido não é exegético em sua natureza.
    Somente três argumentos são oferecidos em resposta a João 6:44, e um a João 6:45. Visto que a relação ao restante da passagem não é nem mesmo mencionada, não é surpresa que as passagens não sejam analisadas exegeticamente dentro do seu contexto. De fato, pouco é dito sobre as reais palavras do texto. Em vez disso, o significado claro é explicado fazendo-se referências a outras passagens. Comecemos com João 6:44:
    Em segundo lugar, João 12:32 deixa claro que a palavra "atrair" não pode significar "graça irresistível" sobre o eleito por uma simples razão: Jesus disse: "Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim". Nenhum calvinista autêntico crê que todos os homens serão salvos.
    Esta é a resposta mais comum: ao invés de seguirem o curo do sermão entregue por Jesus, os Arminianos imediatamente abandonam João 6 e citam João 12:32. O significado de "atrair" [ou "trazer" - no inglês a palavra usada em João 6:44 e João 12:32 é a mesma, ou seja, "draw"], totalmente discernível a partir do texto de João 6, é lida a partir de um significado assumido em João 12. Este é um método faltoso de exegese por muitos motivos. Mas mesmo aqui, a tentativa dos Arminianos falha, porque João 12:32 não ensina o universalismo mais do que João 6:44 o faz. Note o contexto da passagem

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  72. Ora, entre os que tinham subido a adorar na festa havia alguns gregos. Estes, pois, dirigiram-se a Felipe, que era de Betsaida da Galiléia, e rogaram-lhe, dizendo: Senhor, queríamos ver a Jesus. Felipe foi dizê-lo a André, e então André e Felipe foram dizê-lo a Jesus. (João 12:20-22)
    João 12 narra os eventos finais do ministério público de Jesus. Depois desse incidente particular, o Senhor passaria um período de ministério privado aos Seus discípulos exatamente antes dEle ir a cruz. As palavras finais do ensino público do Senhor são estimuladas pela chegada dos gregos que estavam procurando Jesus. Essa importante mudança de eventos causa o ensino que se segue. Jesus está agora sendo procurado pelos não-judeus, os gentios. É quando Jesus é informado sobre isso que Ele diz, " É chegada a hora de ser glorificado o Filho do homem. "
    Este, então, é o contexto que nos leva às palavras de Jesus no verso 32:
    Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas para isto vim a esta hora. Pai, glorifica o teu nome. Veio, então, do céu esta voz: Já o tenho glorificado, e outra vez o glorificarei. A multidão, pois, que ali estava, e que a ouvira, dizia ter havido um trovão; outros diziam: Um anjo lhe falou. Respondeu Jesus: Não veio esta voz por minha causa, mas por causa de vós. Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. Isto dizia, significando de que modo havia de morrer. (João 12:27-33)

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  73. Há duas chaves para se entender porque o que os Arminianos entendem dessa passagem é extremamente indefensável: a primeira é que temos que ver que foi a chegada dos gregos procurando Jesus que ocasionou essas palavras. Os exegetas reformados crêem que "todos" se referem aos judeus e gentios, não a cada indivíduo particularmente, e o contexto aponta para essa direção. Mas mais devastadora para o entendimento Arminiano é uma simples questão: a cruz atrai todas as pessoas individualmente? É isso o que a Bíblia realmente ensina sobre a cruz? Certamente que não! A cruz é loucura para os gentios e uma pedra de tropeço para os judeus, como Paulo ensinou:
    Pois, enquanto os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, nós pregamos a Cristo crucificado, que é pedra de tropeço para os judeus, e loucura para os gregos, mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. (1 Coríntios 1:22-24)
    Paulo conhecia essa verdade da mesma forma como Jesus a ensinou: "para os que são chamados, tanto judeus como gregos... ". Para quem Cristo é o poder e a sabedoria de Deus? Para "os chamados". O que é a pregação da cruz para aqueles que são chamados? Algo que os atrai [ou traz], ou que os repele? A resposta é óbvia. A cruz de Cristo é loucura para o mundo. Essas considerações, juntamente com o contexto imediato dos gentios procurando Cristo, deixa claro que Jesus estava dizendo que se Ele fosse levantado na crucificação, Ele traria todos os homens, judeus e gentios, para si mesmo. Isso é o mesmo que dizer que havia ovelhas que não eram daquele rebanho (João 10:16), os gentios, que se tornaram um corpo em Cristo (Efésios 2:13-16).

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  74. Finalmente, se lemos essa errante interpretação de João 12:32 apoiada em João 6:44 (e para fazer assim, requere-se algum tipo de demonstração de que a simples palavra "atrair" [trazer] deve ter o mesmo exato significado e objetos em ambos os contextos, algo que o arminiano nem mesmo tenta provar) faremos exatamente como os amonianos afirmam: criaremos o universalismo, mas não porque a visão Reformada é um erro. Já temos visto que todos que são trazidos são também ressuscitados no último dia. Ao invés de usar esse argumento para derrubar o claro ensinamento de 6:44, EML deveria ver que o grupo que está sendo traído não é cada indivíduo em particular, mas os eleitos (como indicado pelo contexto),e que o resultado é deveras a visão Reformada da graça irresistível:
    Em terceiro lugar, a palavra "todos" não pode significar somente alguns homens em João 12.32. Pouco antes (João 2:24,25), quando Jesus afirmou conhecer a "todos", estava claro que não se referia apenas aos eleitos. Por que, então, deveria "todos" significar "alguns" em João 12:32? Se quisesse dizer "alguns", facilmente teria feito assim. [9]
    Novamente, esse tipo de argumentação é completamente falaciosa. Primeiro, João diz que Jesus "conhecia todos os homens", não apenas "todos os homens pecaminosos". Essa é simplesmente uma leitura incorreta do texto. Em segundo lugar, o arminiano não tenta provar que a frase "todos os homens" em João 2:24 é para ser entendida como sinônimo com o uso dela em João 12:32

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  75. Finalmente, o fato de ser atraídos por Deus estava condicionado à fé. O contexto dessa atração (6:37) é "aquele que crê" (6:35) ou "todo o que nele crer" (6:40). Os que crêem que são capacitados por Deus para ser atraídos a Jesus. Jesus acrescenta: "É por isso que eu lhes disse que ninguém pode vir a mim, a não ser que isto lhe seja dado pelo Pai" (6:65). Um pouco depois, ele diz: "Se alguém decidir fazer a vontade de Deus, descobrirá se o meu ensino vem de Deus ou se falo por mim mesmo" (João 7:17). Disso fica evidente que o entendimento que possuíam do ensino de Jesus e de serem atraídos ao Pai resultam da própria livre escolha deles.
    Como vimos com Romanos 9:16, é simplesmente impressionante que uma passagem que é tão diretamente contraditória à teoria Arminiana do livre-arbítrio possa ser transformada numa afirmação de "livre escolha". De todas as declarações srminianas, admitimos que esta é uma das mais difíceis de entender, porque ela tem a menor conexão possível com o assunto que supostamente está tratando. Lembre-se que esse verso começa com a frase, " Ninguém pode vir a mim ", e todavia, a primeira linha da resposta é, " Finalmente, o fato de ser atraídos por Deus estava condicionado à fé. " Esta afirmação sem fundamento não tem conexão com o texto, seja qual for, e a tentativa de prová-la somente compõe o erro eisegético. Dado que esta é uma passagem vital e a resposta tão indicativa da incapacidade dos escritores Arminianos de manuseá-lo, apontaremos cada erro como ele é apresentado:
    O contexto dessa atração (6:37) é "aquele que crê" (6:35) ou "todo o que nele crer" (6:40).
    Realmente, a palavra "trazer" não aparece em 6:37; ao invés disso, esse verso (que não recebe resposta em EML) diz que o Pa dá um povo ao Filho, e como resultado disso, aquele povo infalivelmente, sem fracasso, vem ao Filho. Esse verso definitivamente fornece um importante elemento do contexto: um ignorado por EML. Somos informados que esse contexto é "aquele que crê" (6:35) ou "todo o que crer" (6:40). Temos visto que aqueles que crêem assim o fazem, nesse texto, porque o Pai lhes deu ao Filho. Temos visto que Jesus está explicando porque esses homens não crêem (6:36). Esses elementos contextuais são ignorados . Ao invés disso, a importantíssima afirmação do livre-arbítrio é inserida na passagem sem nenhuma tentativa de prover um fundamento para assim o fazer. Mas isso é seguido com a mais impressionante de todas as afirmações por parte arminiana:

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  76. Os que crêem que são capacitados por Deus para ser atraídos a Jesus.
    Para ser honesto, essa sentença não faz nenhum sentido. Ela soa como se estivesse dizendo que ser "trazido" a Deus não é salvífico: isto é, é mais parecida com um "trazer para mais perto de Deus" em devoção ou alguma coisa semelhante. Em qualquer caso, o significado certamente não tem nada a ver com o texto: obviamente, vir a Cristo é crer nEle: eles são sinônimos em João. Assim, essa passagem não está dizendo que Deus "traz" crentes para uma relação mais íntima com Cristo. Pelo contrário, ela está dizendo que ninguém é capaz de vir a Cristo em fé, a menos que seja trazido pelo Pai, e que todos que são trazidos serão ressuscitados, porque todos que o Pai dá ao Filho, virão ao Filho com fé salvadora. Esta vinda é obviamente o ato da fé salvadora, porque Jesus diz que aquele que vir a Ele, Ele não lançará fora.
    Além do mais, deve ser assinalado que não há nada na passagem sobre fé acontecendo antes do ser trazido: o trazer resulta em fé. Não há nada no texto sobre Deus capacitando dos homens a serem trazidos . Deus traz, ponto. Não podemos fazer nada, senão apontar quão completamente inversa a essa interpretação é a do texto real. Mas, continuemos:
    "E continuou: Por isso vos disse que ninguém pode vir a mim, a não ser que isto lhe seja dado pelo Pai". (João 6:65)
    Esta é simplesmente uma redeclaração de 6:44 com a mudança de "dado" (NASB: "lhe concedido"; como na ARC e na ARA) por "trazido". Em ambos os casos a mesma verdade está sendo apresentada. O que é perdido na citação é o fato que Jesus "está dizendo" isto, usando o tempo perfeito, indicando que Ele estava repetindo isto. Os discípulos tinham ido embora, e Jesus explica a deserção e incredulidade da multidão da mesma forma como antes: ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai. E já temos visto que o pai concede isto aos eleitos de Deus somente .

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  78. Um pouco depois Ele diz: " Se alguém quiser fazer a vontade de Deus,
    há de saber se a doutrina é dele, ou se eu falo por mim mesmo ". (João 7:17)
    O contexto de João 7 é completamente diferente, e nenhuma tentativa é feita para explicar o porque os dois versos são relevantes um ao outro. Mas aparte disso, é evidente que a idéia é que pecadores podem "livremente" fazer a vontade de Deus. E justamente quem escolherá fazer isso? Aqueles que foram dados pelo Pai ao Filho. Aqueles que não são dos eleitos nem mesmo ouvem Suas palavras,
    Disso fica evidente que o entendimento que possuíam do ensino de Jesus e de serem atraídos ao Pai resultam da própria livre-escolha deles.
    Não temos idéia de como essa declaração pode ser logicamente conectada, mesmo através da mais tortuosa linha de raciocínio, com o texto que está sendo examinado. Como alguém pode partir de "ninguém pode" e chegar até "resultam da própria livre-escolha deles", não podemos dizer. Não podemos nem mesmo imaginar o que é se quer dizer por "entendimento que possuíam". Essa é uma referência a João 6 ou João 7? "Entender ensino" e "ser trazido" são duas coisas completamente diferentes de dois contextos completamente diferentes, todavia, eles são unidos impressionantemente numa conclusão confusa que brada a palavra "eisegese".
    os arminianos falham completamente em prover uma resposta a esta gloriosa passagem que ensina a graça soberana com grande simplicidade. E dado o mau uso de outras passagens já citados (Mateus 23:37, 1 Timóteo 2:4, 2 Pedro 3:9), pode verdadeiramente ser dito que a crença arminiana não tem base exegética sobre a qual se fundamentar.

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  80. Está correto esse pensamento. O homem não é capaz de se salvar por merecimento. Por maior esforço que faça, sua estrutura é pó, e ele não tem nada para oferecer a Deus em troca de sua salvação. Jesus disse que para salvarmo-nos pela lei teríamos que observar cada vírgula da lei. Sabemos que isso é impossível ao homem. Então, Deus, na sua infinita misericórdia, enviou-nos Jesus, para que todo que n'Ele crêr, tenha a vida eterna. Ainda hoje existem pessoas, e muitas, que pensam como pensavam os judeus da época de Cristo. Não aceitam que a salvação é tão simples e não depende de nós "fazermos" algo e, sim, apenas crêr-mos em Jesus, que é fiel à sua palavra: "Qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante do meu Pai..." (Matheus 10.32) Vejam o exemplo de Pedro que, tinha mais fé do que os outros discípulos, andava com Jesus e via seus milagres, mas na fraqueza da carne, mesmo avisado que o faria, negou Jesus três vezes. Vejam, no mesmo capítulo 10 e versículo 33 de Matheus: "...mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus." Se a salvação dependesse de nós, Pedro estaria perdido pois, Jesus e sua palavra são um só, Ele não pode negar-se à si mesmo. Todos sabemos que Jesus não mente jamais. Mas, segundo Sua palavra: "Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá..." Irmãos, naquele momento Pedro estava morto. Mas leiam o capítulo 21 de João, versículo 15 em diante, e verão que Jesus se responsabiliza pelos que crêem em Seu nome, e cria os meios para que aqueles que crêem n'Ele se salvem. A bíblia diz que Pedro se entristeceu por Jesus lhe perguntar três vezes, pois não lembrava que o havia negado três vezes. Portanto, não entendeu que Cristo o estava resgatando para que, segundo a Sua palavra, confessando-o Pedro diante dos homens, pudesse Ele, Cristo, confessa-lo diante do Pai. Irmãos, creiam em Jesus Cristo como nosso único e bastante salvador. Ele mesmo disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim."

    A graça e a paz de Cristo seja em suas vida!

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  81. Rodrigo, saúde.

    Companheiro, você afirma:

    “ Ele não impede o nascimento daquele que será perverso para a perdição, mesmo sabendo de antemão que o mesmo será perdido; se contrário fora tal criatura jamais viria à luz, e a posterior conclusão é lógica.”

    A questão não é se “Deus impede ou não o nascimento daquele que será perverso” mas, se ele de antemão fez tal homem para ser perverso.
    Acreditar nisso seria admitir mancha e injustiça da parte de Deus. Se Deus não faz acepção de Pessoas, jamais criaria algumas para a perdição e outras para a perdição. Portanto, se existe o perverso, e Deus não faz acepção de pessoas, logo o perverso existe porque por vontade própria escolheu a perversidade e não por decreto eterno de Deus.

    Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.(Tg 1.14)

    Como arminiano não cremos que Deus fez o homem para ser perverso, e sim, que no uso de seu livre arbítrio ele se extraviou, optando para a perversidade. Sendo que esse se crer e se arrepender será salvo.
    Se o homem perverso cumpre a vontade absoluta de Deus que decretou que o tal homem fosse perverso, então, não faz sentido o julgamento de Deus contra esso homem; pois se essa ideia fosse verdadeira, esse homem, estaria exercendo sua perversidade em obediênca a vontade de Deus, que o criou para a vilesa e sendo assim, o impediu de, por meio da graça alcançar o bem .

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  82. Á Luilton.

    Volto a afirmar sobre minha ideia a respeito da vontade de Deus:

    Creio que Deus deseja salvar a todo o homem, mas em seu conselho eterno, decretou que deveriam ser salvos apenas os que cressem. e esses permanecendo na fé jamais se perderão.
    Isso é tão real, que Cristo pede que seus discípulos se acautelem, perseverem e vigiem. Você se lembra da parábola do ladrão? - Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.( 24.42). Qual seria, pois a finalidade dessa parábola, se não existisse a possibilidade de um servo de Cristo se extraviar?
    Você lembra da parábola das dez virgens. Não eram todas noivas? Por acaso, cinco não se perderam?
    Porque as cinco se perderam? - porque eram imprudentes.
    Imprudência foi o motivo pelo qual foram rejeitadas. O mesmo se dá com as ovelhas. As que se extraviam são imprudentes, são rebeldes. Se não fossem assim, jamais teriam se perdido. Esse é o julgamento, que a luz veio ao mundo e os homnes amaram mais as trevas do que a luz. Portanto o homem se perde por conta de suas más escolhas, e não como um decreto absoluto de Deus que os criou para a perdição.

    Reflita sobre o seguinte texto sacro:

    Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;
    Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade;
    Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,
    Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.
    (tm 2.1-4).

    Pondere também sobre o texto a seguir:

    Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?

    Não podemos negar o fato que Deus chama o homem a responsabilidade. Desde os tempos remotos o homem é convidado a fazer escolhas. No episódio do Edem, foram colocadas diante de Adão duas opções, a obediência aos conselhos de Deus ou a desobediência, optando em provar do fruto da árvore do bem e do mal. Diante dos hebreus foi colocada a responsabilidade da escolha entre a vida e a morte, observemos refletidamente;

    “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência,”(Dt 30.19)

    Observe também o que Deus fala a Caim:

    Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar. (Gn 4.7).

    Companheiro Luilton, a mesma indagação lógica pode ser dirigida a todo o homem, lembrando que Deus não age em acepção de pessoas.Podemos então indagar a qualquer homem:

    Se bem fizeres, não é certo que serás aceito?.

    Se existisse uma impossibilita de Caim optar pela ação correta, em outras palavras, se o próprio Deus por Decreto impediu Caim de fazer o bem, qual sentido teria a sua exortação: o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar?

    Você relembra a afirmação de Cristo “Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus.”. De fato os judeus não eram de Deus, tanto que já tinham o rejeitado. O fato de eles não escutarem a palavra de Deus, prova que eles já o tinham negado. Esse é o sentido do texto, não que Deus já os tinham negado de antemão por algum decreto excludente

    Pondere também sobre isso.

    Saúde.

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  83. Luilton,

    graça é um dom, é um favor imerecido. Portando ninguém a merece. Tendo em vista que ninguém a merece, Deus oferece a todos, porque não faz acepção de pessoas.

    Deixo para a sua reflexão o ensino da oferta universal da graça;

    Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida.(Rm 5.18)

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  84. Companheiro José Helio, saúde.

    Nunca foi dito no ideário arminiano que o homem é capaz de se salvar por merecimento. Faz-se necessário que, antes de você entrar na questão, se desfazer de alguns equívocos relacionados à teologia arminiana. Deixo para você palavra de Arminius, leia, e depois reflita, para ver se sua idéia sobre arminianismo condiz com o que realmente pensava Jacobus arminius e pensam os arminianos.

    No que diz respeito graça e o livre arbítrio, ensino em conformidade com as Escrituras e o consentimento ortodoxo: O Livre arbítrio é incapaz de fazer ou aperfeiçoar qualquer bem espiritual genuíno sem graça.
    (...)Afirmo, portanto, que a graça é simples e absolutamente necessária para a iluminação da mente, para o devido controle das emoções, e para a inclinação da vontade ao que é bom. É essa graça que opera sobre a mente, os afetos e a vontade, que infunde bons pensamentos na mente, e inspira a por em ação bons desejos, e dobra a vontade para continuar a execução de bons pensamentos e bons desejos. Essa graça precede, acompanha e segue; excita, assiste, opera para queiramos o bem, e colabora para que não queiramos em vão. “(Jacobus Arminus).

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  85. paz LAILSON
    Volto a afirmar sobre minha ideia a respeito da vontade de Deus:Se existisse uma impossibilita de Caim optar pela ação correta, em outras palavras, se o próprio Deus por Decreto impediu Caim de fazer o bem, qual sentido teria a sua exortação: o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar?

    vou devagar primeiro falarei sobre a vontade
    Uma reposta é encontrada na distinção entre a vontade preceptiva de Deus e sua vontade decretiva

    hehe pensaram que eu ia falar agora to sem tempo quando der eu falo

    Saúde

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  86. GENILDO!
    Para todos...

    Queridos a grande questão no que se diz respeito ao livre-arbítrio é o que realmente isso significa de maneira ontologica, ou seja, no ser da alma humana, podereiámos começar da seguinte maneira;

    Como o arbítrio (determinando aqui como vontade) poderia ser livre?

    Poderia ser livre de causas internas e externas?
    "emoções, intelecto e natureza"

    Poderia ser livre de causa sobrenatural?
    "a vontade poderia partir de um ponto neutro acima de tudo do bem e do mal"

    Se a resposta para tudo isso for sim, a vontade é livre de tudo isso, então entramos numa questão ainda pior, ou seja que a vontade é autocausada, ou seja que tudo o que decidimos é puro acaso, e daí surge uma pergunta ainda pior, como uma vontade que é puro acaso poderá formar um caráter distinguível?

    Agora se a resposta for não, então se admite que a vontada é condicionada para agir, ou seja que ela é em algum sentido direcionada pelas nossa limitações, desejos, e emoções e fraquezas, e que acima de tudo dependemos de uma referencia moral suprema, e sendo assim a vontade não é livre coisa alguma.

    Reflitam nesse texto.

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  87. Genildo, saúde.

    Livre arbítrio é um atributo intelectivo, é uma capacidade de fazer juízo sobre alguma coisa, de desejar ou não desejar. Todos somos livres para julgar, e doravante desejar ou não desejar coisas que nos são apresentadas e que pelo nosso juízo são julgadas. Foi o próprio Deus que criou o homem com esse atributo, tanto que, desde o início, o colocou diante de escolhas.
    O livre arbítrio não pode desejar o bem independente da causa sobrenatural, pelo fato de, estando preso na ignorância produzida pelo pecado (queda), ele não conhece o Bem, e , não conhecendo o bem, jamais poderia desejá-lo. Também, antes da queda, não poderia desejar a possibilidade de desobedecer a Deus, se essa possibilidade não fosse por Deus revelada.
    Deus promoveu o livre arbítrio.
    A questão da impossibilidade de o homem encontrar o bem sem o auxílio da causa sobrenatural, não é a ausência do livre arbítrio, na verdade, é a ignorância do homem em relação ao bem, ignorância provocada pelo pecado. Portanto, mesmo o homem tendo o livre arbítrio, jamais desejaria o bem sem o auxílio da graça, pelo simples fato de não conhecer o bem. É a graça que revela o bem. Por isso, o homem depende do auxílio da ação da graça para desejá-lo.
    Os parâmetros do certo e o errado são estabelecidos pela causa sobrenatural que revela o bem e o mal para toda a mente humana.
    O bem e o mal são revelados pela graça de Deus, em Cristo, por intermédio de seu Santo Espírito Santo por isso é todo o homem é inescusável. Por conhecer os ditames de Deus, o homem tem condições de optar pelo acolhimento da vontade de Deus ou pela rebeldia
    Toda escolha moralmente válida é pautada em possibilidades reais de escolhas. E todo o julgamento justo, necessariamente leva essa realidade em consideração. Sabemos que Deus é justo, portanto, julga os que tiveram reais condições de escolher entre o bem e o mal, a saber, julga os malfeitores que podiam escolher o bem, e galardoa os benfeitores que podiam ter escolhido o mal.

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  88. Querido Companheiro Lailson

    Como vc ja sabe

    A principal figura dos reformadores foi Martinho Lutero (1483- 1546) teólogo alemão, que se insurgiu contra o papado ao defender que a salvação em Cristo é por meio da graça. Ao comentar a carta de Paulo aos Gálatas, Lutero assim escreveu: "Mas a doutrina da justificação é esta: somos pronunciados justos e somos salvos exclusivamente pela fé em Cristo, e sem obras (...) Segue-se, imediatamente, que não somos pronunciados justos, nem pôr meio de monasticismo nem mediante votos nem mediante missas ou quaisquer outras obras".

    João Calvino (1509-1564), teólogo cristão francês, continuou a reforma protestante defendendo a salvação pela graça. Calvino foi além na sua defesa da salvação pela graça. Ele passou a demonstrar que Deus escolhe (elege) alguns para a salvação através da sua soberania. Calvino no afã de defender a salvação pela graça, em oposição a salvação pelas obras, criou outro seguimento teológico, onde a salvação decorre da soberania de Deus, ante a inabilidade do homem em fazer algo para ser salvo.

    Após Calvino estabelecer que a salvação decorre da eleição divina (Deus escolhe alguns dos perdidos), um dos seus seguidores, Jacobus Armínios (1560 - 1609), teólogo holandês, acabou por discordar de que a eleição decorre da soberania divina. Armínios Passou a defender que a eleição se dá através da presciência de Deus.

    Desde então varias contradições persistem: se a salvação decorre da soberania divina, onde está a responsabilidade humana? Se a salvação é pela presciência, continua sendo por 'obras previstas'? Como resolver este entrave?

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  89. Calvino claramente se inclina para o lado do monergismo. A obra da graça regeneradora não é uma mera oferta exterior, mas uma recriação interior por Deus, que realiza o que ele pretende realizar. Uma mera oferta exterior da graça ou assistência à vontade enfraquecida, que Calvino chama de tipo de graça "escassa", é insuficiente para conduzir o pecador à fé e salvação. Uma oferta exterior nada faz para vencer a escravidão da carne ao pecado mas, num sentido, iria apenas ridicularizá-la. A carne é tão impotente que é necessário mais do que uma atração exterior para libertar a criatura da sua escravidão. O coração de pedra deve ser mudado por Deus por um coração de carne.


    Devemos ser cuidadosos em não confundir os dois diferentes usos da palavra carne na Bíblia. O significado dominante de carne no Novo Testamento é o da natureza corrupta e caída do pecador, que não lhe é útil para nada com relação à justiça ou à vitalidade espiritual. Aqui, carne é o oposto de espírito.


    Na frase "coração de carne" do Antigo Testamento, carne é o oposto de pedra. O homem está em escravidão moral porque seu coração é recalcitrante, ossifícado. As pedras não abraçam voluntariamente as coisas de Deus. Quando é dito que Deus mudará o coração de pedra por um coração de carne, isso não significa que ele o fará mau, mas que ele irá fazê-lo uma força palpitante, vigorosa, viva para ele e seu reino. Nesse uso, o coração de carne é um coração regenerado. No outro uso, o coração de carne é um coração não-regenerado.


    Calvino diz:


    Assim, para combater a enfermidade da vontade humana e evitar que ela fracasse, por mais fraca que seja, a graça divina foi feita agir nela de forma inseparável e ininterrupta. Em seguida, Agostinho entrando totalmente na questão de como o nosso coração segue o movimento quando Deus o atinge, diz que, de fato, o Senhor necessariamente atrai o homem por meio da sua própria vontade; vontade, no entanto, que ele mesmo produziu. Temos, agora, um atestado de Agostinho à verdade que desejamos especialmente manter - isto é, que a graça oferecida pelo Senhor não é simplesmente algo que cada indivíduo tem liberdade total de escolher receber ou rejeitar, mas uma graça que produz, no coração, tanto a escolha quanto a vontade: de forma que todas as boas obras que se seguem são seus frutos e conseqüências; a única vontade que produz obediência é a que a própria graça causou.

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  90. Vale lembrar aqui que coração é mera metáfora para raciocínio, razão, conhecimento, análise, entendimento, etc. Já se perguntou a um cirurgião cardíaco se o coração do Zé era mau e desentendido, ou duro, ou perverso?

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  91. Veja se dá para entender?:....

    Será que Deus ao dirigir-se aos homens só tem falado por metáfora?!
    Porque, 1º) Ao criar O primeiro homem, "Adão", fez com raciocínio, com direito de escolher, portanto responsável por seus atos.
    2º)Atrvés dos profetas Deus exige a lealdade do seu povo e quando não cumprem sua lei os pune.
    veja;Jesus disse: Eu sou o caminho, eu sou a porta, se alguem abrir....Quem crê e for batizado será salvo, porem quem não for...
    3º) Que Deus vem julgar a humanidade. Se já existe uma definição, por que julgamento? Isso faz sentido?..... Ou tudo é metáfora?...
    Laerço dos Santos

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  92. O que a Bíblia quer dizer quando fala da vontade de Deus? Deus sempre impõe sua vontade? Pode a vontade de Deus ser resistida ou frustrada? Considere os seguintes textos:
    Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. (Jó 42:2).
    Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes? (Dn. 4:35)
    No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. (Sl 115:3; cf Ef. 1:11).

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  93. paz vamos falar sobre vontade agora vontade de DEUS
    Considere Ex. 4:21-23 e a dureza do coração de faraó. Deus, através de Moisés, ordenará que Faraó deixe o povo ir. Esta é a vontade preceptiva de Deus, isto é, sua vontade de preceito ou ordem. Ela é o que Deus diz que deveria acontecer. Outros fazem referência a isso como a vontade revelada de Deus ou sua vontade moral. Mas Deus também diz que endurecerá o coração de Faraó, de sorte que Faraó recusará a ordem de deixar o povo ir. Esta é a vontade decretiva de Deus, ou seja, sua vontade de decreto ou propósito. O que Deus tem ordenado acontecerá. Ela é também conhecida como sua vontade oculta, ou vontade soberana ou vontade eficiente. “Assim, o que vemos [em Êxodo] é que Deus ordena que Faraó faça algo que a vontade do próprio Deus não permite. A boa coisa que Deus ordena ele impede. E aquilo que ele traz envolve pecado” (John Piper, “Are There Two Wills in God?”, 114)

    Assim, a vontade decretiva de Deus refere-se ao secreto, tudo que engloba seu divino propósito de acordo com o que ele predestinou, seja o que for que venha a acontecer. Sua vontade preceptiva refere-se às ordens e proibições nas Escrituras. Alguém necessita contar com o fato de que Deus pode decretar aquilo que ele tem proibido. Ou seja, a sua vontade preceptiva pode ter ordenado que o evento X deve ocorrer, ao passo que nas Escrituras, a vontade preceptiva de Deus, ordena que o evento X não deva ocorrer

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  94. John Frame coloca isto da seguinte forma:
    A vontade de Deus é às vezes frustrada porque ele assim o quer, pois ele tem dado a um dos seus desejos precedência sobre outro. (No Other God, 113)
    Deus não planeja causar tudo o que ele valoriza, mas ele nunca falha em causar tudo o que ele planejou. (113)

    Ou novamente: Deus está frequentemente satisfeito em ordenar sua própria insatisfação.
    1. Talvez o melhor exemplo seja encontrado em Atos 2:22-23 e 4:27-28. Aqui nós encontramos em certo sentido Deus “desejoso” de entregar seu próprio Filho, enquanto em outro sentido “não desejoso” porque era algo pecaminoso para seus executores cumprirem isto. Como Piper explica, “O desprezo de Herodes por Jesus (Lucas 23:11), a conveniência da covardia de Pilatos (Lucas 23:24), o 'Crucifica-o! Crucifica-o!' dos judeus (Lucas 23:21), e a zombaria dos soldados gentios (Lucas 23:36), também foram atitudes e atos pecaminosos. Ainda em Atos 4:27-28 Lucas expressa seu entendimento da soberania de Deus nestes atos, registrando a oração dos santos de Jerusalém: “porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios as pessoas de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito (boule) predeterminaram”! Herodes, Pilatos, os soldados, e o grupo de judeus levantaram suas mãos para se rebelar contra o Altíssimo somente para provar que a rebelião deles era um serviço inconsciente (pecaminoso) nos inescrutáveis planos de Deus... Portanto, sabemos que não era a “vontade de Deus” que Judas, Pilatos, Herodes, os soldados gentios e os judeus desobedecessem a lei moral, pecando ao entregar Jesus para ser crucificado. Assim, sabemos que Deus, em certo sentido, permite sua vontade e que não permite em outro sentido. (111-112)
    O que Deus tem eternamente decretado que acontecerá pode ser o oposto do que ele, nas Escrituras, diz que deve ou não deve acontecer. É importante manter em mente que nossa responsabilidade é obedecer à vontade de Deus revelada, e não especular sobre o que está oculto. Somente raramente, como no caso da profecia preceptiva, Deus nos revela a sua vontade decretiva

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  95. Exemplos da vontade preceptiva ou revelada incluem: Ezequiel 18:3; Mateus 6:10; 7:21; Efésios 5:17; e I Tess. 4:3. Algumas também seriam colocadas nesta categoria: I Tm 2:4 e II Pe 3:9. Exemplos da vontade decretiva ou escondida de Deus incluem: Tiago 4:15; I Co 4:19 e Mat 11:25-26.
    (2) Outro exemplo é encontrado em Ap 17:16-17. Claramente “empreender guerra contra o Cordeiro é pecado e pecado contrário à vontade de Deus. Contudo o anjo diz (literalmente), “Porque em seu coração incutiu Deus [os dez reis] que realizem o seu pensamento, o executem a uma e dêem à besta o reino que possuem, até que se cumpram às palavras de Deus” (v.17). Portanto Deus desejou (em um sentido) influenciar os corações dos dez reis de maneira que eles fariam o que era contra sua vontade (em outro sentido)”. (Piper, 112; minha ênfase).
    (3) Em Dt 2:26-27, lemos o pedido de Moisés para que os israelitas pudessem passar através da terra de Seom, rei de Hesbom. Teria sido uma “boa” coisa que aquele rei tivesse permitido. Porém, ele não permitiu porque o Senhor “endureceu seu espírito e obstinou seu coração” (Dt 2:30). Assim, “foi a vontade de Deus (em um sentido) que Seom agisse de uma forma que fosse contrária à vontade de Deus (em outro sentido), ou seja, que Israel fosse abençoado, e não amaldiçoado” (115).

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  96. (4) Muito do mesmo é encontrado em Josué 11:19-20, onde somos informados que o Senhor “endureceu os corações” de todos aqueles em Canaã para resistir à Israel, de maneira que ele, o Senhor, pudesse destruí-los assim como disse que o faria.
    (5) De acordo com I Rs 22:19-23 (II Cr 18:18-22) Acabe estava procurando formar uma aliança com Josafá, rei de Judá, de forma que juntos pudessem atacar Ramote-Gileade, a qual estava sob o controle da Síria. Josafá insistiu para que primeiro eles consultassem o profeta para ver a perspectiva de Deus. Acabe, de outro lado, ajuntou 400 dos seus profetas e disse a eles para atacar Ramote-Gileade e que seriam vitoriosos. Josafá consultou o profeta Micaías, o qual lhe contou a visão que teria tido quando viu o Senhor assentado no seu trono, e todo o exército do céu estava junto a ele. Nesta visão, Deus perguntou quem enganaria a Acabe, para que suba e caia em Ramote-Gileade? Um “espírito” (anjo?) se apresentou para ser o “espírito mentiroso na boca de todos os profetas de Acabe” (v.22). Deus concordou. O espírito foi e assim o fez; Acabe ouviu a voz dos profetas, e foi para a batalha, onde veio a morrer.
    Alguns argumentam que o “espírito” era de fato o diabo, todavia, não há indicação disto no texto. O espírito é retratado simplesmente com um em meio aos outros. Não há evidências de que ele tinha uma posição superior ou especial. Seria um anjo caído, um demônio? Provavelmente. Realizou uma função má: incitou os profetas de Acabe a mentir. Apesar do espírito não ser o diabo em si, existem inegáveis paralelos entre este texto e o de Jó 1. Também, a passagem parece atrair uma distinção entre o espírito que inspira os profetas de Acabe e o que inspira Micaías (v. 24). “A implicação é que Micaías e os profetas de Acabe poderiam não ter recebido as mensagens da mesma fonte. Existe, naturalmente, duas fontes distintas, mas é Micaías quem tem a fonte correta. Afinal de contas, é a sua profecia que vem e acontece”

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  97. Observe que mesmo este espírito demoníaco está absolutamente sujeito à vontade de Deus. É o comando de Deus. Está claro para Micaías que era Deus quem “pôs o espírito mentiroso na boca de todos estes teus profetas; e o Senhor falou o que é mau contra ti” (v.23). Assim Deus pode e frequentemente usa espíritos demoníacos para satisfazer seus propósitos. Novamente, vemos que a pergunta, “Quem fez isto, Deus ou o Diabo?” pode ser respondida, “Sim”. Porém Deus é sempre último. [Um paralelo próximo a essa passagem é encontrado em Juízes 9:23, onde Deus suscitou um espírito de aversão entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém.]
    O que é importante para o nosso propósito é o fato óbvio de que Deus ordena que suas criaturas não mintam ou enganem. Mentir ou enganar é, portanto, contrário à vontade de Deus. Todas as criaturas de Deus são moralmente obrigadas a dizer a verdade. Todavia, aqui temos um exemplo no qual Deus coloca um espírito enganador nos lábios daqueles homens. Neste sentido, pareceria que as palavras que eles falaram foram de acordo com a vontade de Deus, ao mesmo tempo que, em outro sentido, as palavras que eles falaram foram contra a vontade de Deus.
    (6) Outras citações são encontradas em Rm 11:7-9, 31-32 e Mc 4:11-12. No primeiro texto vemos que “embora seja a ordem de Deus que seu povo veja, ouça e responda em fé” (Is 42:18), contudo, Deus tem suas razões para enviar de vez em quando um espírito de estupor de maneira que sua vontade não seja obedecida” (115). Igualmente, “o ponto em Rm 11:31...é que o endurecimento de Israel por Deus não é um fim em si mesmo, mas é parte de um propósito salvador que abraçará todas as nações. Mas, durante um pouco de tempo, temos que dizer que ele deseja uma condição (endurecimento do coração) que ele ordena que as pessoas lutem contra (Não endureçais vossos corações [Hb 3:8,15; 4:7]). No texto de Marcos, “Deus deseja que uma condição prevaleça sobre uma outra que ele considera repreensível. Sua vontade é que eles se arrependam e creiam no Evangelho (Mc 1:15), mas ele age de forma a restringir a realização dessa vontade

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  98. (7) Em I Sm 2:22-25 lemos sobre a maldade dos filhos de Eli; a maldade era claramente contra a “vontade” de Deus. A “vontade” revelada de Deus era para que eles ouvissem a voz de seu pai e parassem de pecar. Aprendemos ainda que a razão pela qual eles não obedeciam a Eli (e Deus) era porque “o Senhor os queria matar.” Como Piper nota, “isto faz sentido somente se o Senhor tivesse o direito e o poder para parar a desobediência deles. Um direito e poder que ele desejou não usar. Assim, devemos dizer num sentido que Deus desejou que os filhos de Eli fossem fazer o que ele não ordenou que fizessem; não honrar seu pai e cometer imoralidade sexual
    8) Outros exemplos similares ao de I Sm 2 são II Sm 17:14; I Rs 12:9-15; Jz 14:4 e Dt 29:2-4. Estes são todos incidentes, dentre vários outros que poderiam ser citados, onde Deus escolhe (“deseja”) que certos comporamentes aconteçam, os quais ele não ordenou (“não deseja ”) que acontecesse.
    (9) Ainda outro exemplo é encontrado em Gn 50:20. Aqui José diz a seus irmãos, “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida”. Diz Grudem: “Aqui, a vontade revelada de Deus para os irmãos de José era que os mesmos deveriam amá-lo e não roubá-lo ou vendê-lo como escravo ou intentar plano de matá-lo. Mas a vontade secreta de Deus era que na desobediência dos irmãos de José uma grande coisa seria feita quando José, tendo sido vendido como escravo no Egito, ganhasse autoridade sobre toda a terra e fosse capaz de salvar sua família

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  99. Os Arminianos tem tradicionalmente objetado contra esta distinção entre “duas vontades em Deus” quando diz respeito à questão da salvação individual. Estou pensando em particular na declaração de I Tm 2:4 e II Pe 3:9. Mas “no final os Arminianos também devem dizer que Deus deseja algo mais fortemente do que ele deseja a salvação de todas as pessoas, pois de fato nem todos são salvos”. Os Arminianos afirmam que a razão pela qual nem todos são salvos é que Deus deseja preservar o livre arbítrio dos homens mais do que ele deseja salvar alguém. Mas isto não está fazendo uma distinção entre dois aspectos da vontade de Deus? Por outro lado, a vontade de Deus é que todos sejam salvos (I Tm 2:5-6; II Pe 3:9). Mas também em outro sentido sua vontade é de absolutamente preservar o livre arbítrio. De fato, ele deseja a segunda mais do que a primeira. Portanto, isto significa que os Arminianos também necessitam concordar que em I Tm 2:5-6 e II Pe 3:9 Deus não diz que ele deseja a salvação de todos de uma maneira absoluta e não qualificada – eles também necessitam concordar que os versículos fazem referência a um tipo ou a um aspecto da vontade de Deus
    Tanto Calvinistas como Arminianos, portanto, devem concordar que existe algo mais que Deus considera como mais importante que a salvação de todos: “Teólogos reformados dizem que Deus julga sua própria glória mais importante do que a salvação de todos, e que (de acordo com Rm 9) a glória de Deus é também promovida pelo fato de que nem todos são salvos. Os teólogos Arminianos também dizem que algo é mais importante para Deus do que a salvação de todos os homens, a saber, a preservação do livre arbítrio dos homens. De maneira que no sistema reformado o mais alto valor para Deus é sua própria glória, e no sistema Arminiano, o mais alto valor para Deus é o livre arbítrio do homem

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  100. Adendo: Observações de Edwards

    É importante tomar nota da explanação de Jonathan Edwards sobre este ponto:
    Quando a distinção é feita entre a vontade revelada de Deus e sua vontade secreta, ou seu desejo de comando ou decreto, a vontade é certamente tomada em dois sentidos: Sua vontade de decreto não é a sua vontade no mesmo sentido que sua vontade de comando. Portanto, não difícil de forma alguma supor, que uma pode ser o contrário da outra: sua vontade em ambos os sentidos é sua inclinação. Mas quando dizemos que ele deseja virtude, ou ama a virtude, ou a felicidade de sua criatura, então através disso, é pretendido que a virtude, ou a felicidade da criatura, absoluta ou simplesmente considerada, está de acordo com a inclinação da sua natureza. Sua vontade de decreto é sua inclinação para uma coisa, não tal para coisa absoluta e simplesmente, mas com respeito à universalidade das coisas que foram, são ou serão. Assim, Deus, embora odeie uma coisa como ela é simplesmente, poder inclinar-se para ela com referência à universalidade das coisas. Embora ele odeie o pecado em si, todavia, ele pode permiti-lo, para a maior promoção de sua santidade nessa universalidade, incluindo todas as coisas, em todos os tempos. Assim, embora ele não tenha nenhuma inclinação para a miséria da criatura, considerada absolutamente, todavia, ele pode desejá-la, para a maior promoção de felicidade nessa universalidade. Deus se inclina para excelência, que é harmonia, mas, todavia, ele pode se inclinar para o sofrimento que não é harmonioso em si, para promoção da harmonia universal, ou para a promoção da harmonia que há na universalidade, e fazê-la brilhar com mais intensidade (Misc., 527-28).

    Novamente, ele insiste que:
    Não há inconsistência ou contrariedade entre a vontade decretiva e preceptiva de Deus. É bastante consistente supor que Deus possa odiar a coisa em si, e, todavia, desejar que ela aconteça. Sim, eu não receio em afirmar que a coisa em si possa ser contrária à vontade de Deus, e ainda que possa ser agradável que sua vontade venha a acontecer em outro caso. Supor que Deus tem vontades contrárias para com o mesmo objeto, é uma contradição; mas não o é quando se supõe que ele tenha vontades contrárias sobre diferentes objetos. A coisa em si, e que a coisa que deva acontecer, são diferentes, como é evidente; porque é possível que uma possa ser boa e o outra possa ser má. A coisa em si pode ser má, e ainda pode ser bom que ela aconteça. Pode ser bom que uma coisa má aconteça; e frequentemente, muito certamente e inegavelmente, é isso o que acontece, e provado está.

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  102. À Luilton

    Quando, na intenção de defender uma ideia precisamos formular um emaranhado de outras ideias nos valendo de vários conceitos, isso significa que nosso argumento é complexo, e, como tal, não é simples. Seguindo a orientação do frade William de Ockham, o argumento mais simples é o melhor. Já o argumento complexo, pelo simples fato de necessitar de muitos conceitos indica que ele não é natural. Semelhante a mentira, o argumento complexo não consegue se explicar com poucos elementos, tem que apresentar muitos termos – indicando sua não naturalidade.

    Porque introduzo assertiva com a Navalha de Ockham?

    Creio que a lógica de Ockhan é verdadeira. No debate entre arminianismo e calvinismo, percebo que para sustentar suas ideias os calvinistas não se valem apenas de ideias comuns para explicar os suas proposições, geralmente, procuram se valer de váriostermos para esclarecer os seus juízos. Por exemplo os conceitos que você me apresenta, a saber: vontade preceptiva e vontade decretiva. Se os Reino de Deus é dos pobres e dos simples, em detrimento aos grandes e sábios desse mundo, poderíamos crer que sua mensagem é direcionada aos simples, e naturalmente é apresentada de forma simples. Só para reforçar a ideia, podemos citar Jesus rejeitando a mensagem complexa dos fariseus que impediam os pequenos de entrar no Reino dos céus. Observemos os juízos de Cristo contra os tais:

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  103. Ai de vós, doutores da lei, que tirastes a chave da ciência; vós mesmos não entrastes, e impedistes os que entravam.(Lc 11.52).

    O evangelho é simples e para os simples, portanto qualquer pessoa pode se valer de sua significância. Uma uma simples pessoa não consegue entender um Deus que amou o mundo, mas, odiou muitos homens por um decreto excludente (dupla predestinação). Jamais poderemos falar de um Deus que não faz acepção de pessoas e diante de todos os que cairam, direciona a sua graça para uns em detrimento à outros, sendo que é lido nas Escrituras que além de Deus não fazer acepção de pessoas, lê-se também, que a graça se há manifestada trazendo salvação a todos os homens. (Tt 2.11) Fica complicado para uma mente simples, entender um Deus que exorta o seu povo com ais, com parábolas, conselhos a vigilância, fazendo-nos enterder que se não vigiarmos cairemos, que lembra aos gentios que eles se se portarem mal, poderão ser arrancados da Oliveira da qual forem enchertados – só para citar alguns exemplos, se de fato, nenhum eleito pode realmente cair – pois Deus decretivamente escolheu alguns para a salvação e outros para a perdição. Do mesmo modo, fica dificil para uma mente simples, alvo da mensagem do Reino, compreender, que as pessoas exortadas a se arrependerem, e condenada por não atentarem para a mensagem de arrependimento, realmente nunca poderiam se arrepender, pois Deus já decretou que as tais jamais se arrependeriam, pois de antemão, sem nenhuma relação as suas escolhas, Deus a priori ja as tinha rejeitado (dupla predestinação).
    Quando as Escrituras se valem de termos comuns aos humanos, assim o faz, justamente para ilustrar as pessoas, para o alcance de seu entendimento como ele age com sua criação. Se não fosse assim, qual seria a finalidade das Escrituras? E digo mais, para que tantos ais, tantas exortações, ou como fez Paulo e o escritor de aos Hebreus, para que o uso da ocorrência no deserto, como sombra, afim de usar como alerta, para que seus discípulos não caiam no mesmo erro e a semelhança deles, não alcancem o fim que desejam - se efetivamente só cairão os que nunca poderiam ser salvos? Só cairão os que Deus por decreto absoluto, sem nenhuma relação com as escolhas, já tinha rejeitado - e portanto, se escolheram mal, foi pelo próprio decreto de Deus.
    Creio que o emaranhado de conjecturas teológicas indicam a falta de consistencia argumentativa, isso explica a intensa procura do uso de termos e ideias complexas, ou seja, para omitir a incoerência dos argumentos procurase tornar um argumento mais complexos com o uso de conceitos não comuns para anuviar o entendimento.

    Paulo mesmo nos indica a conexão entre a justiça de Deus com as escolhas humanas, vejamos:

    Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?Romanos 6:16

    Aqui, fica claro que a justiça de Deusé direcionada para quem obedece. Se por nos apresentarmos por sermos para obedecer o pecado, ganharemos a morte, pois o salário do pecado é a morte, se nos apresentarmos como servos da obediência (a Cristo) seremos salvos. É valido o lembrete de Deus a Caim, o pecado está a sua porta, cabe a você dominá-lo.
    Quanto a faraó, e a todos que Deus endurece, perceba, que todos os que foram usados por Deus de modo a praticar coisas vãs, todos eles, precedentemente já tinham praticado coisas abomináveis – entra ai a operação do erro citada em em 2Ts 2 – direcionada aos já duros de coração que Deus, no uso de Sua justiça, castiga-os levando-os a um sentimento mais perverso ainda, vejamos o que o texto diz:

    A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira,
    E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.
    E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira;
    Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade.

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  104. As escrituras afirmam que nunca podemos falar que somos tentados por Deus, pois ele a ninguem tenta, continua também : Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.(Tg 1.14). Se portanto alguns são usados pecam e em seus pecados Deus usa para o seu favor, isso nos leva a crer, que o que fizeram, mesmo sendo para o uso de Deus, foi feito de acoprdo com as suas más inclinações – como o caso de Faraó, que Deus o endureceu para a sua glória, já sabendo que o próprio antes de ser endurecido. Já havia se colocado em confronto com a vontade de Deus. Desu jamais usou, em nenhum relato nas Escrituras, um justo para executar uma má ação. O mesmo caso pode-se perceber em Judas – ele em si já tinha uma má inclinação, e a sua má inclinação pessoal, foi usada para executar o que Deus propôs – a saber, a traição de seu filho direcionando-o a Cruz. Se Judas não tivesse escolha, ou seja, se Judas fez o que Deus propôs a ele como decreto, então ele estava em concordância com o decreto de Deus – ou seja, era obediente a Deus – e não poderia justamente ser julgado. Mas não é assim que Deus age, quando julga, julga com equidade.
    Perante a face do SENHOR, porque vem a julgar a terra; com justiça julgará o mundo, e o povo com eqüidade.(Sl 98.9)
    Mas o SENHOR está assentado perpetuamente; já preparou o seu tribunal para julgar.
    Ele mesmo julgará o mundo com justiça; exercerá juízo sobre povos com retidão. (Sl 9.7,8)

    Mas, do Filho, diz: O Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.(Hb 1.8)

    O que significa julgar com equidade?

    Perceba a simplicidade, a idéia de julgar com equidade é tão simples que não necessita de acréscimos terminológicos. Quem julga com equidade julga levando em consideração as possibilidades das pessoas julgadas. Se as pessoas, por decretos já foram impedidas de escolherem o bem, porque então serão condenadas, pelo próprio Deus que as fez com essa impossibilidade?

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  105. Sobre o texto abaixo destacado, tenho umas considerações a fazer:

    Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel;
    Para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer. (At 4.27,28)

    Pergunto: O que a mão e o conselho do Senhor tinha decretado?

    O propósito da qual o texto se refere, era o de entregar a Cristo (At 2.22,23) (At. 3.18) – não de usar as pessoas específicas para o tal serviço. As pessoas que agiram por ignorância cumpriram o que havia de ser, ou seja, que Cristo entregaram a Cristo, mas dentre os judeus, alguns, os que creram não fizeram tal coisa, foram usadas as pessoas de duro coração para entregarem a Cristo. Quanto aos ignorantes, o próprio Jesus orou pedindo perdão, e Lucas em atos afirma que se arrependessem seriam cancelados os pecados feitos na ignorância (At 3.17-20). Percebes que não tem nada a ver com um endurecimento decretivo. Ou seja, a própria ignorância é fruto do pecado, pois o homem no pecado original, se afastou de Deus e ignora a Deus, lembra-se da afirmação de João sobre o sentido do julgamento de Deus por conta da indisposição contra Cristo, observe:

    E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.(Jo 3.19)

    Confesso que não entendi seu propósito ao citar o a seguinte passagem:

    Os dez chifres que viste e a Besta, contudo, odiarão a Prostituta e a despojarão, deixando-a nua,: comerão suas carnes e a entregarão as chamas
    Pois Deus lhe colocou no coração realizar o seu desígnio: entregar sua realeza a Besta, até que as Palavras de Deus estejam cumpridas (Ap 17. 16, 17).

    No texto que destaquemos vemos o mesma ocorrência dantes citadas, ou seja, Deus usa os já perversos, no caso do texto os reis que se prostituiram com a Babilônia (Ap 17.1) a Besta, para fazer cair a já perversa Prostituta. Ou seja, não vemos Deus impondo.
    O Designio citado, e de os reis entregar sua realeza a besta, fazer guerra contra o cordeiro é uma disposição de quem já rejeitou o cordeiro. Aqui é uma profecia do que acontecerá – nem tem nada a ver com vontade preceptiva. Fazer guerra contra o cordeiro é a condição natural daqueles que os rejeitam.
    Sobre os povos destinados a morte, Deus fez com que fossem desejassem a guerra contra Israel, para que seu povo os destruíssem, por serem iníquos. Deus fê-los desejosos de guerrear contra Israel, para usar o seu povo como instrumento de justiça. Note bem porque Deus os lançou para a perdição:

    Porém, das cidades destas nações, que o SENHOR teu Deus te dá em herança, nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida.
    Antes destrui-las-ás totalmente: aos heteus, e aos amorreus, e aos cananeus, e aos perizeus, e aos heveus, e aos jebuseus, como te ordenou o SENHOR teu Deus.
    Para que não vos ensinem a fazer conforme a todas as suas abominações, que fizeram a seus deuses, e pequeis contra o SENHOR vosso Deus. (Dt 20.16-18).

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  106. Sabemos Israel não obedeceu a totalidade das ordens de Deus, e sua desobediência causou-lhe muitos transtornos, podemos ver isso em juízes cap.1.e 2. Reflitamos:

    E, quanto a vós, não fareis acordo com os moradores desta terra, antes derrubareis os seus altares; mas vós não obedecestes à minha voz. Por que fizestes isso?
    Assim também eu disse: Não os expulsarei de diante de vós; antes estarão como espinhos nas vossas ilhargas, e os seus deuses vos serão por laço.
    (Jz 2.2-4)

    Mais adiante lemos:

    Porém tampouco ouviram aos juízes, antes prostituíram-se após outros deuses, e adoraram a eles; depressa se desviaram do caminho, por onde andaram seus pais, obedecendo os mandamentos do SENHOR; mas eles assim não fizeram. (Jz 2.17)

    Ou seja, Deus ordenou que aquelas nações fossem destruídas pois sabia que elas seriam uma má influencia para o seu povo, tanto que, Israel, por influencia dessas nações pagãs, passaram a servir outros deuses.
    Sobre o espírito da mentira direcionado contra acabe não pode ser um anjo de Deus, pois quem mente procede do diabo:

    Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.(Jo 8.44).

    Aqui entra o caso da operação do erro (2Ts 2.11). Acabe estando endurecido contra verdade, caio por força da operação do erro, ou seja, Deus ordena o próprio inimigo que use a sua ferramenta (mentira) para falir os propósitos de um perverso.

    A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira,
    E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.
    E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira;
    (2Ts 2. 9-12)

    No caso de Micaias sua atitude era de ironia, não mentira. Ele estava a zombar dos que não queriam ouvir a verdade. É a mesma atitude de Elias diante dos profetas de Baal que zombado falou para os profetas clamarem mais alto, porque “quem sabe não esteja dormindo” e gritando, os profetas o acordariam. Aqui a premissa não era séria, era uma zombaria. No caso de Micaias uma atitude irônica.

    Sobre José, o texto é claro, Deus tornou o bem por mal – E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.(Rm 8.28). Deus já tinha o propósito de usar Jose para beneficiar o seu povo, para liderar, tanto que teve sonhos proféticos, e aproveitou a própria maldade de seus irmãos para executar o seu plano.

    Sobre o desejo de Deus, ele não está desassociado de sua justiça. Você se tivesse um filho, desejaria que ele fosse aprovado na escola, mas deseja apenas também, que seja aprovado apenas pelos meios legais. Mesmo você exercendo alguma influencia, que lhe desse o poder de passá-lo, você o aprovaria mesmo diante de sua incompetência? Você, um sujeito ético, não gostaria que seu filho fosse aprovado na escola sem merecer, ou seja, que passasse de ano letivo, indo mal nas avaliações. Não é verdade?
    O mesmo se dá com Deus. Deseja que todos se salvem, mas que se salvem apenas os piedosos que se submetem a vontade justa de seu filho Jesus. Deus é amor e justiça – não ama sem ser justo, e não é justo sem amar. Não rejeita sendo injusto, e não rejeita não sendo amor. Quando rejeita, assim o faz, porque sua justiça equânime tem que ser cumprida. Ele não tem amor na morte do ímpio, por isso deseja que o ímpio se arrependa.

    Ah! se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos, então seria a tua paz como o rio, e a tua justiça como as ondas do mar!Isaías 48:18
    A vontade de Deus, está associada seu caráter reto e equanime. Não faz ecepção de pessoas. Portanto, todos os que caíram foram alvo de sua graça. Se salvam os que se submetem e são rejeitados os que resistem o seu Espírito. Nisso reside a simples mensagem do evangelho.

    Saúde.

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  107. Companheiro vale do jaguaribe, saúde.

    Arminus lia as Escrituras de maneira holística. Portanto buscava as conexões textuais. Percebia a soberania, admitia a soberania, mas cria que Deus, em sua soberania desejou que o homem exercesse escolhas, pois isso é percebido de maneira clara, do Gênesis ao Apocalipse.
    Com Arminius, creio que um soberano não deixa de ser soberano por permitir que alguém exerça escolhas, ele perde sua soberania se as escolhas tomadas pelas suas criaturas o deixe sem saída, encurralado. O soberano sabe e conhece as escolhas de suas criaturas, embora essas sejam reais, o soberano sabe o que fazer diante dessas escolhas. Também sabemos, que livre arbítrio é livre desejo, livre vontade, não significa livre ação, ou seja, nem tudo o que o homem deseja pode ser feito, nem tudo o que o homem escolhe em seu livre arbítrio acontecerá, só será feito o que Deus permitir. Então em que sentido, o livre arbítrio afeta a soberania de Deus?

    Sabemos que o homem será julgado pelas suas escolhas, por isso Deus perscruta os corações, esse sondar os corações indica que Deus julga os homem pelos seus desejos e intenções, em outras palavras, isso significa que Deus julga o uso que o homem faz de seu livre arbítrio. Por que então defende-se que a idéia de livre arbítrio não se harmoniza com soberania. Um soberano é o que tem todo o poder, e o livre arbítrio de maneira alguma elimina esse poder divino – pois o próprio Deus que cria o homem com o seu livre arbítrio punirá aqueles a quem com o seu livre arbítrio o rejeitou.` Isso é tão simples como a lógica histórica das punições de Israel e dos convite ao exercício de escolhas registrados nas Escrituras. Volto a dizer o que afirmei ao companheiro Luiton, a Palavra de Deus é direcionada aos simples, sua mensagem é simples, e com a simplicidade da mensagem as pessoas entende a ligação da punição de Deus com o mau uso do livre arbítrio e com a equidade de Deus, que julga o homem sem a acepção, e que por julgar, julga aqueles que tiveram reais possibilidades de agir diferente do que agiram. Sem esta realidade o julgamento não é real, e perde a simplicidade da mensagem bílica. O mesmo e dá com as advertências – se os que Deus amam não podem se perder, porque as exortações?
    A graça é um presente, e tem como substância o dom da fé. Deve-se trabalhar para que esse dom seja multiplicado, para que, quando chegar o senhor, o dom não se encontre com estava. Ele deve ser trabalhado, exercitado, se não nos encontraremos também como as noivas rejeitadas, que não honraram a sua condição de noivas e se entregaram as distrações do mundo.
    Fico nesta mensagem simples por entendê-la como mais simples e mais cabível com outros conceitos bíblicos como juízo, exortação, punição e galardão, arrependimento, vigilância, auto-exame, e com a mensagem simples e direta do amor universal e da extensão universal da graça de Deus. São mensagens escritas em termos simples para um simples entendimento. Já as idéias calvinistas se prendem num emaranhado de conjectura para ter suas pressuposições sustentadas.

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  108. À J. Carlos.

    Companheiro, em que sentido você acha que interpretamos o uso do termo “coração” nas Escrituras?
    Não entendi a sua ressalva.

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  109. Lailson

    Querido Paz sobre tua vida!

    Não entendo o porque de você não analizar aquilo que postei, é como se o mesmo não quisece contra argumentar sobre o que se apresenta, não tente responder aquilo que vc não quer discutir meu amado.
    Achei sua resposta evasiva e muito desprovida de argumentção, vc é um cara muito inteligente e por isso estou te postando essa pequena observação, não se chatei comigo ok, não é meu objetivo te desqualificar como um bom argumentador que sei que vc é, espero que vc entenda isso.
    Veja o que vc respondeu; Livre arbítrio é um atributo intelectivo, é uma capacidade de fazer juízo sobre alguma coisa, de desejar ou não desejar. Até aqui vc não deu nenhuma condição de liberdade, pois não explicou como o intelecto fal isso, com uma vontade condiciona pelas influencias no sentido geral, ou ela é neutra?
    Analise com o que coloquei; Agora se a resposta for não, então se admite que a vontada é condicionada para agir, ou seja que ela é em algum sentido direcionada pelas nossa limitações, desejos, e emoções e fraquezas, e que acima de tudo dependemos de uma referencia moral suprema, e sendo assim a vontade não é livre coisa alguma. Vc acabou concordando com a segunda opção de resposta, analise analise ok.

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  110. qual problema com o blog 2 pessoas não conseguem postar e eu quase não consegui pensei até que tinha sido bloqueado

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  111. Companheiro Genildo, saúde.

    Não me vejo como um bom argumentador e nem pretendo me apresentar como tal; quando respondo os questionamentos a mim dirigidos, assim o faço em respeito às colocações contrárias as minhas. No caso em destaque, entendi que tinha respondido suas indagações. Não tenho o costume de responder seguindo modelos direcionados tipo opção A ou opção B porque entendo que este tipo de abordagem prende minhas respostas no seu campo de entendimento, me faz responder sem levar em consideração a sua forma de interpretar os termos por você usados nas proposições que a mim direcionadas em forma de problemas, esse tipo de abordagem engessa o meu argumento no entendimento que você tem dos termos que você mesmo propõe. Percebe que você mesmo já traçou o caminho das possíveis respostas?
    Por exemplo, não sei qual é o seu exato entendimento sobre intelecto, emoções e natureza. De repente, seu entendimento a respeito dos termos citados difere do meu. Portanto, se respondesse que sim ou que não estaria seguindo um traçado que eu mesmo ignoro. Só me trevo a responder questões nesse formato por você proposto, se eu tivesse a clareza do seu entendimento sobre termos que você apresenta.

    Mas, mesmo não se atendo a esse modelo, farei o possível para te responder.
    Você afirma:

    “Até aqui vc não deu nenhuma condição de liberdade, pois não explicou como o intelecto fal isso, com uma vontade condiciona pelas influencias no sentido geral, ou ela é neutra?”

    Preste atenção na minha resposta:

    Todos somos livres para julgar, e doravante desejar ou não desejar coisas que nos são apresentadas e que pelo nosso juízo são julgadas. Foi o próprio Deus que criou o homem com esse atributo, tanto que, desde o início, o colocou diante de escolhas.

    Também afirmei:
    O livre arbítrio não pode desejar o bem independente da causa sobrenatural pelo fato de, estando preso na ignorância produzida pelo pecado (queda), ele não conhece o Bem, e , não conhecendo o bem, jamais poderia desejá-lo.
    Quando falo que todo o homem é livre para julgar, isso independe de influências externas. Sendo influenciado ou não, isso não elimina a real capacidade de escolhas. Existem as influências, mas, como seres racionais podemos lutar contra elas, ou acatá-las. Podemos exercer a nossa razão para rejeitar ou absorver uma idéia. Quando você fala em condicionamentos, você quer dizer que o homem envolvido neles não pode agir de forma contrária? – Se assim fosse, não aconteceria às mudanças paradigmática que transformam os costumes. Se acontece na história as mudanças de paradigmas, isso não já significa que o homem, como sujeito racional, de alguma maneira, exerce seu livre arbítrio para fugir do que você chama de condicionamentos? – Até mesmo dentro de modelos dominantes, você não percebe que existem ações humanas ações que contradizem os modelos dominantes? Você não percebe homens que seguem o contrafluxo das tendências dominantes? – Isso é um traço do que eu chamo de livre-arbítrio, livre desejo, mesmo diante das condições massificadas, mesmo diante das influências externas, o homem pode usar o seu livre-arbítrio para rejeitá-las ou para acatá-las. Rejeitando ou se deixando levar por eles o homem age usando sua capacidade de querer ou não querer, age sempre usando o seu livre arbítrio.

    As Escrituras descrevem o homem resistindo até mesmo o Espírito Santo (At 7.51), resistindo a Cristo (Mt 23.37), resistindo aos mandamentos de Deus (Is 48.18), isso evidencia que por mais que existam influências sobre o homem, Deus não impede sua resistência cognitiva.

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  112. Veja o que o Senhor fala a Caim:

    Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar. (Gn 4.7).

    Companheiro, não existe condicionamento efetivo contra o intelecto, pelo simples fato de o homem ser um ser racional, ele pode sempre questionar. O que posso aceitar como um fato é a submissão do homem as coisas que lhe são propostas, por conveniência, e essa conveniência é produto do pecado do egoísmo. Observe e reflita:

    Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires.
    Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal;
    Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência,(Dt 30. 14-19)


    Reflita também sobre o texto de Marcos:

    E, pondo-se a caminho, correu para ele um homem, o qual se ajoelhou diante dele, e lhe perguntou: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
    E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é Deus.
    Tu sabes os mandamentos: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; não defraudarás alguém; honra a teu pai e a tua mãe.
    Ele, porém, respondendo, lhe disse: Mestre, tudo isso guardei desde a minha mocidade.
    E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me.
    Mas ele, pesaroso desta palavra, retirou-se triste; porque possuía muitas propriedades.(Mc 10.21,22)

    Jesus amou o jovem e o convidou. O próprio convite de Jesus indica que o homem poderia seguir outra opção, mesmo diante da tendência de seguir a vontade egoistisca.

    Vemos ainda a ação do livre arbítrio até mesmo quando Deus usa alguém, determinantemente a fazer o que ele deseja. Na maioria dos casos, Ele não tira do homem o seu livre arbítrio. Sabemos que em muitos casos, o homem cumpre o que lhe foi proposto por Deus, mesmo sem desejar. Lembra-se de Jonas? Essa capacidade de desejar ou não desejar, a capacidade de querer o não querer mesmo quando o homem é obrigado a fazer o que lhe é proposto, é a capacidade intelectiva da qual chamamos de livre arbítrio? Mesmo quando Deus força alguém a cumprir a sua vontade, na maioria das vezes não elimina a sua capacidade de desejar o não desejar cumprir o que lhe foi determinado a fazer, exceto aqueles que já dantes tinham o seu coração endurecido, que Deus como castigo, por conta de suas precedentes escolhas corruptas – faz com que os tais sejam impedidos de desejar o bem. Mas ai é uma ação capital, ou seja, quando Deus não mais tolera a reincidência da dureza do coração.

    Deus pesa não somente as nossas ações, mas, principalmente o que está por trás delas, a saber, nossas reais intenções – lembre-se que Deus sonda os nossos corações – ou seja, sonda a nossa vontade. Se nossa vontade fosse determinada por Deus – a ideia de sondar os corações (mente – intenções) não faria sentido. Deus julga-nos pelas escolhas efetivas que fizemos, em outras palavras, julga-nos, absorvendo ou punindo, pelo uso que fizemos de nosso livre arbítrio.
    Voltando a questão, Creio que o homem caído está no pecado por que se afastou de Deus, o Sumo Bem. Se afastando do Bem, toda a raça humana se tornou corrupta, por não ter a possibilidade por si só de se voltar a Deus. Mas, também creio que Deus em sua graça permite a todo o homem a possibilidade de rejeitar as influencias vis que na ignorância em que se encontra acatou, como também, não tira também a sua possibilidade real de escolher continuar no estado depravado em que se encontra. Essa segunda situação é a resistência contra o Espírito de Deus, já a primeira é o exercício da fé ofertada como dom através da ação da graça.

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  113. Companheiro Luilton, saúde.

    Jamais tentei bloquear o acesso dos internautas. Na verdade não entendi o que ocorreu e o porquê da dificuldade em registrar os comentários, mas pode ter certeza, não sou o causador do problema, aliás, fiquei chateado da sua dificuldade e da impossibilidade de algumas pessoas postarem.
    Até então a configuração para comentários estava exatamente igual ao dia em que o blog foi aberto. Mesmo assim, diante de sua reclamação fiz algumas alterações na configuração visando eliminar o problema.

    OBS:
    Desde que blog foi aberto, os termo para comentários estava configurado da seguinte forma:
    Quem pode comentar: “Usuários registrados - inclui OpenID”. Ou seja, havia uma restrição – só os usuários registrados- restrição que eu mesmo ignorava.
    As pessoas que até então postaram os seus comentários, incluindo você, se enquadravam nos termos descritos.

    Hoje observando a configuração, diante do problema por você levantado, mudei a configuração para:
    Quem pode comentar - Qualquer um - inclui usuários anônimos.

    Com isso espero que todos os interessados possam postar.

    Qualquer problema me informe no seguinte endereço:

    lailsoncastanha@yahoo.com.br

    Me desculpe pelo transtorno.
    Obrigado.

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  114. paz lailson aqui bem que desconfiei pois isso seria contrario ao que vc afirma no fina do blog no que diz respeia quetionamentos de pensamentos pena que o companheiro vascofera eu não tenha o e-mail dele para informar a mudança no blog ain da bem que você ageitou brevemente estarei publicando minha resposta ao ultimo comentario

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  115. Resposta

    A obra da graça regeneradora não é uma mera oferta exterior, mas uma recriação interior por Deus, que realiza o que ele pretende realizar. Uma mera oferta exterior da graça ou assistência à vontade enfraquecida, que Calvino chama de tipo de graça "escassa", é insuficiente para conduzir o pecador à fé e salvação. Uma oferta exterior nada faz para vencer a escravidão da carne ao pecado mas, num sentido, iria apenas ridicularizá-la. A carne é tão impotente que é necessário mais do que uma atração exterior para libertar a criatura da sua escravidão. O coração de pedra deve ser mudado por Deus por um coração de carne.


    Devemos ser cuidadosos em não confundir os dois diferentes usos da palavra carne na Bíblia. O significado dominante de carne no Novo Testamento é o da natureza corrupta e caída do pecador, que não lhe é útil para nada com relação à justiça ou à vitalidade espiritual. Aqui, carne é o oposto de espírito.


    Na frase "coração de carne" do Antigo Testamento, carne é o oposto de pedra. O homem está em escravidão moral porque seu coração é recalcitrante, ossifícado. As pedras não abraçam voluntariamente as coisas de Deus. Quando é dito que Deus mudará o coração de pedra por um coração de carne, isso não significa que ele o fará mau, mas que ele irá fazê-lo uma força palpitante, vigorosa, viva para ele e seu reino. Nesse uso, o coração de carne é um coração regenerado. No outro uso, o coração de carne é um coração não-regenerado.


    Assim, para combater a enfermidade da vontade humana e evitar que ela fracasse, por mais fraca que seja, a graça divina foi feita agir nela de forma inseparável e ininterrupta. Em seguida, Agostinho entrando totalmente na questão de como o nosso coração segue o movimento quando Deus o atinge, diz que, de fato, o Senhor necessariamente atrai o homem por meio da sua própria vontade; vontade, no entanto, que ele mesmo produziu. Temos, agora, um atestado de Agostinho à verdade que desejamos especialmente manter - isto é, que a graça oferecida pelo Senhor não é simplesmente algo que cada indivíduo tem liberdade total de escolher receber ou rejeitar, mas uma graça que produz, no coração, tanto a escolha quanto a vontade: de forma que todas as boas obras que se seguem são seus frutos e conseqüências; a única vontade que produz obediência é a que a própria graça causou.

    Deus abençoe a todos.

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  116. Paz meu amado

    Lailson...

    Uma afirmação que incomoda algumas pessoas é a questão de que a fé é um dom de Deus. Pois sendo a fé um dom de Deus, torna sem sentido o argumento da eleição pela fé prevista: Deus escolheria para a salvação aqueles a quem decidiu dar a fé, o que o tornaria igualmente parcial ao não dar a fé a todos. Por isso, são forçados a afirmar que a fé não é um dom de Deus, e para demonstrar isso recorrem a Efésios 2:8.

    O argumento é o seguinte: o pronome demonstrativo τουτο ("isto") é do gênero neutro e portanto não pode referir-se a πιστεως ("fé") que é do gênero feminino. E nisto eles estão cobertos de razão. Mas precisa ser dito, também, que "isto" não pode se referir tampouco à graça, pois χαριτι também é feminino. Até mesmo salvação não poderia ser a referência de "isto", porque σωτηριας é igualmente feminino, além de que a forma aqui é verbal. Claramente, então, "isto" se refere à ideia ou ato da salvação como um todo, incluindo a fé, expressa na cláusula "pela graça sois salvos, mediante a fé". Ou seja, embora o pronome não se refira diretamente a fé, a inclui com tudo o mais que é necessário para o "sois salvos", que é um dom de Deus.

    Mesmo se dependêssemos apenas dessa passagem para afirmar que a fé é um dom de Deus, não estaríamos desamparados, como vimos. Porém, esta verdade é corroborada por outras passagens, formando uma doutrina consistente com o ensino geral das Escrituras.

    Por exemplo, Tiago afirma que "toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes" (Tg 1:17), reforçado por Pedro que escreve "o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade" (2Pe 1:3) a ponto de Paulo perguntar "que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, porque te glorias como se não o houveras recebido?" (1Co 4:7). E isto certamente inclui a fé.

    Ademais, a Bíblia afirma que "a fé vem pelo ouvir" (Jo 10:17), indicando que antes da pregação do evangelho não há fé no homem. Aos romanos Paulo fala "da fé que Deus repartiu a cada um" (Rm 12:3), aos efésios da "fé da parte de Deus Pai" (Ef 6:23) e aos filipenses disse "a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele" (Fl 1:29).

    Concluímos que conceber a fé como um presente do homem a Deus e não um dom de Deus aos homens é desconsiderar o que a Bíblia diz a respeito do assunto é querer enquadrar a Escritura em nosso sistema teológico.

    Soli Deo Gloria

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  117. É profunda a ilusão da liberdade da vontade humana, e, se possível fosse seria um pressuposto para a impossibilidade da profecia, ou para qualquer promessa divina.
    Se for possível que a vontade do homem venha a contrariar a soberana vontade de Deus, então é impossível que Deus prometa algo que envolva o homem, bem como é impossível que Deus anuncie de antemão o que acontecerá no futuro com absoluta certeza de que tal coisa venha acontecer.
    Se a vontade do homem é livre, Deus se torna escravo dessa vontade, e tudo pode sair do seu controle, passando Deus a ser homem, e, o homem a ser Deus.
    Não é por outro motivo que chegamos à teologia aberta.

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  118. À jose helio.

    Entendo que a ação da graça é progressiva, começa com uma ação exterior e progressivamente se desenvolve no coração do homem. A graça ainda exterior pode ser resistida, ela, para se tornar regeneradora deve ser acolhida pelo homem. O homem através da graça recebe o dom da fé, que como qualquer dom, precisa ser trabalhado. O que você chama de graça escassa, é a primeira ação da graça, no arminianismo tratada como graça preveniente. A graça oferta o dom da fé, dom que precisa ser desenvolvido, na parábola dos talentos, o Senhor cobra a multiplicação dos dons que ele entregou, a pessoa que não sai do nível inicial, ou seja, não multiplica o dom será cobrado. Através da graça preveniente o homem passa a ter condições de rejeitar o pecado, pois o dom fé que recebe por meio da graça, sendo desenvolvido, o possibilitará de vencer o pecado. Podemos entender a possibilidade do desenvolvimento desse dom no seguinte texto:

    Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê.
    E imediatamente o pai do menino exclamou {com lágrimas}: Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé! (Mc 9.23,24)
    Vemos aqui, a necessidade de um progresso. Em Mateus, Jesus indica aos discípulos o demônio manifestado no jovem, não foi repreendido por conta da pequena fé de seus discípulos, observemos:

    Então, os discípulos, aproximando-se de Jesus, perguntaram em particular: Por que motivo não pudemos nós expulsá-lo?
    E ele lhes respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé. Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível.(Mt 17.19,20).

    Observa bem não cobra onde não investe. Essa realidade é retratada com muita clareza na parábola dos talentos. O Senhor entregou talentos para vários homens, dos vários, o que recebeu a menor quantia não multiplicou o seu dom. Diante da cobrança do Senhor a esse homem, Ele recebeu desse homem, a seguinte resposta:

    24.Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste,
    25.receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.(Mt.25.24,25)

    Diante da resposta do servo, o senhor faz uma retórica indagação, saber:

    Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?

    Transfiro então, a indagação do Senhor para você:

    jose helio, o senhor ceifa onde não semeou e ajunta onde não espalhou?

    O servo foi lançado fora pela sua negligência de não multiplicar o dom que recebeu. Outrossim, todos os rejeitados por Cristo vivenciam a mesma realidade, de não multiplicarem o que lhes foram entregue. Cristo só cobra retorno de onde ele investiu, portanto, se muitos são rejeitados, é porque foram negligentes com a graça de Deus e com o dom de Cristo recebido. Por isso, são inescusáveis.

    Quanto ao coração de carne, a Bíblia relata que aquele que crer será salvo, ou seja, quem acolher a Cristo será regenerado a passará a viver uma nova vida

    m crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.(Mc 16.16)

    Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. (Jo 7.38)

    como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será confundido. (Rm 9.33)

    Essa é a transformação. Quem crer terá a mente renovada. Mas, por outro lado, para terá um novo coração,ou seja, uma mente renovada, é necessário crer.

    As Escrituras falam de naufrágio da fé, inclusive, o apostolo Paulo, instrui o seu discípulo para que combata o bom combate, “firmando-se nas promessas, mantendo a fé e a boa consciência.pois, alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé.(1Tm 1.18-19)

    Veja também mais um exemplo que a eleição não é algo estática:

    Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. (2 Pe 1.10)

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  119. Vemos aqui a necessidade de confirmar a vocação e eleição, e é na diligência que se evita a queda. Observe que Pedro afirma a necessidade de não sermos inativos, “nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.
    Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora. (2Pe 1.1-9).
    Perceba a possibilidade da cegueira, mesmo depois da regeneração.

    O texto a seguir é ainda mais explicito:

    O apóstolo Pedro na passagem 2Pe.2.1-22, - fala de pessoas que depois de resgatadas pelo soberano Senhor, “depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixaram enredar de novo e são vencidos (...)”

    Aqui se trata de um coração que volta a se empedrar.

    Deixo para a sua reflexão algumas instruções do escritor de aos Hebreus:

    "Porque nós temos tornado participantes de Cristo, se, de fato guardarmos firmes, até ao fim, a confiança que, desde o princípio tivemos.
    Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como foi na provocação.
    Ora, quais os que, tendo ouvido, se rebelaram? Não foram, de fato, todos os que saíram do Egito por intermédio de Moisés?
    E contra quem se indignou por quarenta anos? Não foi contra os que pecaram, cujos cadáveres caíram no deserto?
    E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão contra os que foram desobedientes?
    Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade.” (Hb.3.14-19)

    "Esforcemo-nos, pois, por entrar no descanso, afim de que ninguém caia segundo o mesmo exemplo de desobediência” (Hb.4.11).

    E finalizo com Provébios:

    "Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos. (...) então entenderás o temor do senhor e acharás o conhecimento de Deus." (Pv.2.1-5).

    O coração deve aceitar o convite do Senhor, usando termos arminianos, não deve bloquear a ação da graça, que agracia o homem com o dom da fé.

    Sobre a distinção de dom ou presente, aqui o que esta sendo evidenciado é que todo o homem é inescusável, pois todos foram alvos da graça, e receberam o dom da fé. Os que não desenvolveram o dom, a exemplo do servo infiel, serão lançado no fogo, os que multiplicaram, entrarão no gozo do seu Senhor.

    Saúde.

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  120. Companheiro J. Carlos, saúde.

    A vontade do homem não contraria a soberana vontade de Deus, pois Deus, em sua soberania, desejou dar ao homem a liberdade cognitiva.
    Ademais, mesmo permitindo o livre arbítrio do homem, Deus não ignora as suas escolhas, ele as conhece de antemão. Se você rejeita a idéia da efetiva escolha do homem, rejeitará então que a escolha de Adão foi real. Se o pecado de Adão, que creio ser fruto de sua real escolha (livre arbítrio), não for considerado realmente fruto de sua escolha, passando a ser tratado como fruto da imposição de Deus, logo Adão não poderia ser acusado de pecador, e sim aquele que impôs que Adão pecasse, que você defende que foi Deus, no uso de sua soberania.

    Reflita no texto seguinte, e veja a impossibilidade de qualquer tentação ou má inclinação ser engendrado por Deus:

    Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta.
    Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz.
    Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.
    Não vos enganeis, meus amados irmãos.
    Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.(Tg 1.13-17)

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  121. Companheiro Luilton, saúde.

    Como afirmei, a problema com a impossibilidade da postagem dos comentários de forma alguma partiu de minha vontade, jamais tive algum traço de má vontade ou indisposição com os companheiros de ideias. O blog estava como sempre esteve, o que eu fiz, após a sua reclamação, foi ampliar as possibilidades de postagens. Existia algumas restrições a postagens anônimas, restrições que eu ignorava.

    Me perdoe pela falha e obrigado pela compreensão.

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  122. O texto a seguir é ainda mais explicito:

    O apóstolo Pedro na passagem 2Pe.2.1-22, - fala de pessoas que depois de resgatadas pelo soberano Senhor, “depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixaram enredar de novo e são vencidos (...)”

    Aqui se trata de um coração que volta a se empedrar.
    Eia! Há um engano aqui. pedro não está falando de regenerados, mas de falsos profetas, falsos irmãos, etc.

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  123. À Rodrigo.

    O fato de Pedro estar falando de falsos irmãos não elimina o problemaEmbora o apóstolo fale de futuros falsos doutores que “introduzirão encobertamente heresias de perdição”, ele ressalta que esses futuros falsos doutores que haveria entre o povo, seriam pessoas que saíram de um estado para um outro, que decaíram de uma condição boa para uma condição vil, seriam pessoas que já estiveram na condição de resgatados pelo Senhor, mas que, posteriormente perderiam a sua condição de salvas, ou seja, pessoas que se extraviariam. Essas pessoas que iriam agir no meio povo, antes de sua nefasta ação, outrora teriam, “escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo” mas voltariam a se envolver nas corrupções, vivenciando um estado pior do que se encontrara antes do resgate do Senhor. Isso faz-nos entender, que passaram a ser falsos profetas depois da queda, e não antes, tanto que o apóstolo, sobre essas pessoas comenta: “tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro.” E depois reforça: “Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado;”

    A seguinte premissa: “desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado” – já nos deixa claro a possibilidade da queda e da falsidade da ideia da graça irresistível. Você não pode ignorar o fato de o Senhor lhes mostrou o “caminho da justiça” e lhes deu um mandamento. Portanto se não seguiram o caminho direcionado, é porque preferiram o caminho da injustiça, também, se não seguiram o mandamento é porque no uso de seu livre arbítrio, resistiram ao Espírito Santo a exemplo do texto narrado em atos 7.51,

    Saúde.

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  124. Se um ser gerado pode voltar a situação de não gerado você tem razão, todavia, tal fato é impossível, daí basta.

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  125. Rodrigo,

    Sua proposição está incorreta. Usando uma linguagem figurado seria correto afirmar:
    um ser nascido de novo (Jo 3.3), pode voltar a morrer.
    Ou em outra linguagem, um ser purificado (Tito 3:5, pode voltar a se sujar.
    Ou usando uma linguagem comum, poderíamos falar: um ser regenerado pode cair e voltar ao seu estado anterior.

    Reflita na seguintes passagem:
    “Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído.” Gálatas 5:4

    E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão. (2Co 6.1).

    Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado nelas, o bom combate,
    mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé.(1Tm 1.18,19)

    Cuidado para não se equivocar com os conceitos. Uma explicação metafórica não pode ser usado fora do contexto. Quando Jesus fala a Nicodemos que ele teria de nascer de novo, com isso quis afirmar que ele precisava de uma mudança radical, uma mudança de mente promovida por Deus. Esse é o conceito de regeneração. Só que as Escrituras não neguam a possibilidade de um retorno ao pecado, tanto que o termo cair da graçajuntamente com outros termos que indicam retorno a um estado lastimável, estão contido na Biblia, os versos acima destacados não nos deixam em dúvida.

    Saúde.

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  126. Investindo nossas vidas com sabedoria

    Podemos fazer três coisas com nossas vidas. Podemos desperdiçá-las, podemos gastá-las ou podemos investi-las. A Bíblia ensina-nos a investir nossas vidas, para fazermos algo de construtivo para a eternidade. Não devemos viver nesta terra como consumidores. Ao invés disso, devemos contribuir com nossas vidas. Teremos de prestar contas a Deus sobre como investimos nossas vidas. Passemos algum tempo refletindo sobre como usamos nossas habilidades, recursos, tempo e experiência.

    Leia Mateus 25:14-30

    * Discuta o que o homem, o servo e a propriedade representam nesta parábola.
    * Os servos têm alguma influência sobre o que lhes é dado?

    Tudo o que possuímos pertence a Deus. Temos a permissão de tomar-mos coisas emprestadas por um certo número de anos. Não trouxemos nada para este mundo e não levaremos nada deste mundo conosco, quando partirmos. Estamos aqui para administrarmos os recursos de Deus.

    Versículo 15 Deus deu a cada um de nós talentos únicos. Discuta todos os talentos ou dons que lhe vierem a mente. As pessoas recebem talentos diferentes, mas não há ninguém que não os possua.

    Versículos 16-18 Deus espera que usemos nossos talentos. Um dia Ele nos perguntará, “O que você fez com o que recebeu?”.

    * Por que está errado enterrar o que Deus nos deu? O que nos faria agir assim?

    Versículos 19-23 Se usarmos nossos dons e talentos para servir as outras pessoas, começaremos a crescer. Deus incentiva-nos a nos lançarmos a isto com fé. Se usarmos nossos talentos com sabedoria, sere-mos recompensados.

    * Como podemos usar mais nossos talentos ou dons?
    * O que Deus disse a seus administradores? Qual foi sua recompensa?

    Versículos 24-30

    * Quais foram os motivos que este administrador deu por não usar seu talento?
    * Quanto ele respeitava seu mestre?

    O medo muitas vezes impede que as pessoas usem seus talentos. Há três tipos de medo: dúvida quanto a si próprio (falta de autoconfiança), constrangimento (medo do que os outros irão pensar) e auto-piedade. Lembre-se de que Deus gosta de usar pessoas imperfeitas. Uma nota de 100 dólares, por mais suja ou rasgada que esteja, ainda vale 100 dólares. Aos olhos de Deus, nunca perdemos nosso valor!

    * Como podemos lidar com os medos que nos impedem de servir a Deus?
    * O que motiva nosso próprio desejo de servir a Deus?

    Discuta o versículo 29, o qual é muito desafiador.

    * Já observamos isto em nossas próprias vidas ou nas vidas dos outros?

    Deixemo-nos ser incentivados a investir nossos talentos com sabedoria. Precisamos pegar o pouco que temos e começar a usá-lo para servir as outras pessoas. Então, talvez, possamos ver Deus multiplicando nossos talentos também!

    Obs. Devemos pensabem sobre isso

    Agraça de Deus vem sobre nós como grança comum e graças especial a comum e para todos e a especial é para os eleitos.

    Onde esta p-arabola diz que o Senhor infiel era um salvo?
    infiel e não fiel.

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  127. Olá meu querido Lailson

    você falou em um das suas explicações ou seja respostas, sobre a parabolas dos talentos, Mais quem falou que os servos todos eram fies no inicio da parabola, veja bem nem tod aquele que diz Senhor Sernhor entrará no reino de Deus.

    Você meu querido esta um pouco confuso en relação a isso, Deus deu aos homens talentos ou seja responsabilidade a todos.

    o que é um dom ?

    sua resposta seria -- Gálatas 5 leia com atenção o que é um talent? o e o que é um fruto? e o que é dom?

    Não tem nada a ver a parabolas dos talentos com o Dom da salvação.

    estudo um pouco sobre a responsabilidade do homem

    nem toda aque que diz Senhor Sernhor entrará no reino de Deus.

    So os eleitos Deus te abençoe amigo e irmão em Cristo.

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  128. Você errou ao diagnosticar a prefalado comentário. Todo aquele que é gerado de novo jamais poderá voltar à situação de ainda não ter sido gerado. Por paralelismo toma-se, por exemplo, a carne, porquanto após ter sido gerado por meu pai (Nelson) em tempo algum, nem em um mundo paralelo (ficcional) poderia tornar à situação de não existência, haja vista, que sou órfão dele, todavia, jamais perderei minha filiação, a paternidade que ele me legou.
    Se, entendendo, sem prejuízo de um pré julgamento preconceituoso e amoral, levar-se em consideração que; se no míninimo (na carne) a impossibilidade é patente e notória, o que se dirá no máximo (O Espírito/Deus) quando gera seus filhos. A postura de Jesus Cristo com relação ao fato citado anteriormente é clara, esclarecedora, e, acima de tudo perene, a saber: "Porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade daquele que me enviou, e está: que NENHUM DE TODOS aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último Dia. (João 6:38, 39).
    Jesus não quer saber de opiniões arminianas e/ou calvinistas; ele simplesmente afirma NENHUM DE TODOS QUE O MEU PAI ME DEU SE PERDERÁ, se alguém se perde a conclusão está na ponta da língua.
    Abraços.

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  129. Saúde companheiro José Hélio.

    Perceba que você admite possibilidades. Como você bem afirma em relação a estas possibilidades, “Podemos desperdiçá-las, podemos gastá-las ou podemos investi-las.”. E sobre essas possibilidades você conclui: “, devemos contribuir com nossas vidas. Teremos de prestar contas a Deus sobre como investimos nossas vidas”. Ou seja, mesmo usando outras palavras, você admite que nossas escolhas tem algum valor em nossa relação com Deus, ou, em falando outra forma,somos julgados pelas nossas escolhas – existem um certo grau de condicionalidade em relação ao julgamento de Deus sobre nossas vidas.

    Na citada parábola, o Senhor distribui seus talentos a todos (o mundo representado como servos). Cada servo recebe a medida que o próprio Senhor determinou – que também lhe será cobrado na medida proporcional.
    A questão do medo, não se deu por conta do respeito, mas devido a um sentimento egoísta de autopreservação – ou seja, o servo na queria correr risco.. Quando somos chamados por Deus, não podemos nos manter de maneira egoística, temos de agir por amor ao nosso Senhor, mesmo que a nossa ação seja carregada de risco. Quando Cristo afirma categoricamente

    “Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado.”

    Com essa afirmação (amparada no dois versos precedente) ele quer dizer que aquele que não tem talento, não o tem por conta de sua própria pela própria negligência – (o verso27 e 28 explica o que o servo deveria ter feito e não fez) – ou seja, deixou de fazer o que deveria ter feito, e por isso perderá tudo, se perdeu o dom como castigo por sua negligência, perderá a sua vida e a condição em que se apóia. (v.30). Esse também é o padrão para o nosso julgamento. Seremos cobrados porque recebemos investimentos de Deus, e é nossa responsabilidade trabalharmos com responsabilidade para multiplicar o seu investimento nossa vida.

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  130. À anônimo.

    Os talentos ou dom da parábola em destaque significa a nossa vocação, ou seja, uma dádiva a ser trabalhada, investimento de Deus em nós, ou simplesmente presente. São várias a variações do termo dom no NT exemplos dõron; dõrea e charisma – você se restringiu apenas a de Gálatas 5, entendendo que a citação definia o significado do termo.
    Eis algumas citações em que os termos dom, são usados de diferentes formas:
    Mt 2.11; Rm.5.15,16; Hb.2.4; Rm 5.18; Tt 2.11
    Na parábola o homem recebe uma medida de sua graça que deve ser desenvolvida, ou seja, ele recebe um dom que deve ser trabalaho, sua condenação se dá justamente porque não desenvolveu esse dom. Observe que o servo que não desenvolveu o talento será l nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.(Mt 25.30).
    Quando você fala que a parábola estuda a responsabilidade dos homens, ignora o fato de que a cobrança é dada sobre aquele que recebeu o investimento, pois o senhor não colhe onde não semeou, em outras palavras, ele não cobra onde não insistiu. Se você lembrar da parábola das vinhas vai perceber que Deus cobra aqueles a quem ele investe:

    Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? Por que, esperando eu que desse uvas boas, veio a dar uvas bravas? (Is 5.4)

    Reflita sobre o texto abaixo:

    ¶ E dizia esta parábola: Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando;
    E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente?
    E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque;
    E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar.
    (Lc 13.6-9)

    Percebe que o vinhateiro trabalha sobre a figueira, e sua execução se dará de acordo com a sua resposta ao trabalho do vinhateiro.

    O tratamento do vinhateiro é a sua graça sobre os homens, por isso todos são inescusáveis. Todos os homens foram alvos da graça de Deus (Tt 2.11) os salvos são aqueles que respondem positivamente a esse dom.

    Ficaremos gratos se você se identificar, pois tornará o diálogo menos impessoal.

    Obrigado.

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  131. Saúde Rodrigo.

    Ser gerado é o mesmo que receber vida. Aquele que recebe a vida, pode morrer. Regenerado é ser transformado, aquele foi transformado pode retroceder, Por isso existem nas Escrituras tantas admoestações, exortações, para que os regenerados não voltem ao estado de decadência.
    Aqueles a quem o pai de a Cristo são os que crem, e crendo serão salvos, se na crerem já estão condenados. Jesus fala como resposta aos judeus que o rejeitaram (veio para os que eram seus, mas os seus não o receberam) – esses que não o receberam não lhe foram dado a dádiva da salvação, o Pai determinou que só se salvasse os que cressem.
    E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia, mas é também a vontade do pai, que só se salvem os que crêem, por isso nos instrui a vigilância para não sermos pegos de surpresa.
    Deus também deseja “ que todos venham a arrepender-se.” (2 Pe 3.9)

    A Bíbla afirma que:

    Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,
    Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.(1Tm 2.3,4)

    Temos que entender que a vontade do Senhor não anula nem a responsabilidade do homem e nem a sua justiça Em Ezequiel Deus diz ao profeta que não deseja a morte do ímpio, antes deseja que ele viva (Ez 33.11) – portanto esse desejo, não anula a execução do impio que não se converte, em outras palavras, não anula a justiça de Deus.

    Não confunda o termo vontade com salvação.

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  132. Meu querido, você entendeu muito mal o texto de Pedro em sua primeira epístola, e, obvio é que quem nasce morre, todavia, aquele que é gerado pelo Espírito jamais morrerá; afirmar o contrário disso é chamar Deus, e Jesus Cristo de mentirosos.

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  133. Saúde companheiro Rodrigo>

    Em que sentido eu entendi muito mal a primeira epístola?

    Voltando ao assunto, diz as Escrituras:

    E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.(Gn 1.27).
    Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez.(Gn 5.1).

    Também está escrito que o homem só morreria se comer do fruto da árvore que estava no meio do jardim. O homem então desobedece e tem como salário a morte. (Gn 3.3)

    Rodrigo, a morte foi apenas física, ou física e espiritual?
    Se foi apenas física, porque Deus então passa a ser estranho para o homem depois que ele o desobedece, chegando até a se esconder? Se for morte física e espiritual, quem gerou o homem em sua integralidade?

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  134. Nosso Deus é a real fonte de bondade e de misericórdia, pois Ele é amor!. 1 Jo.4.8).
    Jesus na oração sacerdotal nos ensinou a dirigir-nos ao nosso Deus assim: “Pai nosso que estás nos céus.”Mt.6. 9). Concluindo, vemos que benção, o homem sendo resgatado à Deus através de Jesus Cristo e recebendo a grande felicidade, de ter o direito de filho. Veja mais:
    Vede que grande amor tem nos concedido o pai, que fossemos chamados filhos de Deus...
    Amados agora já somos filhos de Deus(...) 1 Jo.3.1-2). Que possamos sempre honrar esse privilégio, e ser-mos obedientes ao nosso Pai do céu, e dizer como disse Paulo: Abba pai!. Rm.
    8.15, Gl. 4.6. Amem.

    Laerço dos Santos.

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  135. DEUS, O NOSSO PAI.

    Diz a Bíblia que no princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e sem Ele
    Nada do que feito se fez. Jo.1. 1-3.
    Sabemos exatamente pela palavra de Deus, que o homem foi feito pelas suas mãos, Gn. 1.26; sendo a sua imagem conforme a sua semelhança, e dando-lhe o direito à escolher e
    Nominar os animais, pois dotou-o de inteligência para designar as coisas. Disse Deus:
    “Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança”.
    Tenha ele domínio sobre os peixes do mar,sobre as aves dos céus,sobre os animais domésticos,sobre os repteis que rastejam pela terra. Gn,1. 26-27. Veja quanta autoridade investiu o nosso Deus sobre o homem por Ele criado! Quanto amor, o do nosso Pai criador!

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  136. Nosso Deus é a real fonte de bondade e de misericórdia, pois Ele é amor!. 1 Jo.4.8).
    Jesus na oração sacerdotal nos ensinou a dirigir-nos ao nosso Deus assim: “Pai nosso que estás nos céus.”Mt.6. 9). Concluindo, vemos que benção, o homem sendo resgatado à Deus através de Jesus Cristo e recebendo a grande felicidade, de ter o direito de filho. Veja mais:
    Vede que grande amor tem nos concedido o pai, que fossemos chamados filhos de Deus...
    Amados agora já somos filhos de Deus(...) 1 Jo.3.1-2). Que possamos sempre honrar esse privilégio, e ser-mos obedientes ao nosso Pai do céu, e dizer como disse Paulo: Abba pai!. Rm.
    8.15, Gl. 4.6. Amem.

    Laerço dos Santos.

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  137. DEUS, O NOSSO PAI.

    Diz a Bíblia que no princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e sem Ele
    Nada do que feito se fez. Jo.1. 1-3.
    Sabemos exatamente pela palavra de Deus, que o homem foi feito pelas suas mãos, Gn. 1.26; sendo a sua imagem conforme a sua semelhança, e dando-lhe o direito à escolher e
    Nominar os animais, pois dotou-o de inteligência para designar as coisas. Disse Deus:
    “Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança”.
    Tenha ele domínio sobre os peixes do mar,sobre as aves dos céus,sobre os animais domésticos,sobre os repteis que rastejam pela terra. Gn,1. 26-27. Veja quanta autoridade investiu o nosso Deus sobre o homem por Ele criado! Quanto amor, o do nosso Pai criador!

    Com o passar do tempo o homem corrompeu-se, distanciando-se da sua presença e macu-
    Lando-se, ficou fora do seu habitar original, (o jardim do Édem) onde nada lhe faltava.
    Mas como nosso Deus é amoroso, (seu amor é insondável) prometeu a esse homem um salvador. G. 3.15); Da semente da mulher. Segundo a sua promessa veio Jesus, trazendo salvação para a humanidade pecadora, (perdida) que jazia na região das trevas e da sombra da morte.. Jo.1.5.
    Jesus veio dissipar as obras malignas dos pecadores que aceitarem seu sacrifício vicário da cruz, trazendo-lhes gloriosa luz! Glória a Deus!
    Assim nosso criador, através do sacrifício de sangue de seu Filho, nos concedeu o direito deFiliação., vejamos: “Mas a todos quanto os receberam (a Jesus) deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crerem no seu nome. Jo. 1.12).

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  138. Nosso Deus é a real fonte de bondade e de misericórdia, pois Ele é amor!. 1 Jo.4.8).
    Jesus na oração sacerdotal nos ensinou a dirigir-nos ao nosso Deus assim: “Pai nosso que estás nos céus.”Mt.6. 9). Concluindo, vemos que benção, o homem sendo resgatado à Deus através de Jesus Cristo e recebendo a grande felicidade, de ter o direito de filho. Veja mais:
    Vede que grande amor tem nos concedido o pai, que fossemos chamados filhos de Deus...
    Amados agora já somos filhos de Deus(...) 1 Jo.3.1-2). Que possamos sempre honrar esse privilégio, e ser-mos obedientes ao nosso Pai do céu, e dizer como disse Paulo: Abba pai!. Rm.
    8.15, Gl. 4.6. Amem.

    Laerço dos Santos.

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  139. Saudações meu amigo Lailson

    sou eu José Hélio

    Meu querido você não entendeu bem o que eu te falei sobre Responsabilidade do Homem

    Discutindo com um amigo de trabalho, incrédulo, diga-se de passagem, sobre a falsa liberdade que o homem possui, ele mesmo citou um exemplo que “provaria” a liberdade que o homem tem. Ele colocou desta forma: “Eu estou diante de uma lava de vulcão. Cabe a mim decidi se vou colocar meu pé nesta lava ou não”. Perguntei o que ele escolheria nesta hora, ao que ele me respondeu: “Eu escolheria não colocar meu pé porque sei que o fogo iria me queimar”. Isso foi um prato cheio para mim!

    Ora, todos nós fomos ensinados que o fogo queima e também das conseqüências da queimadura. Alguém formou o nosso caráter nos ensinando o que podemos fazer e o que não podemos. Não podemos chamar isso de liberdade! Talvez eu chamasse isso de responsabilidade adquirida. Defino esse tipo de responsabilidade como uma informação que foi dada para o homem, cujo comportamento obedecerá às informações recebidas. Voltando ao nosso exemplo, o meu amigo não colocará os pés na lava do vulcão por causa de uma informação dada a ele, “o fogo queima”, e não simplesmente por causa do seu livre-arbítrio. Vamos ver isso mais adiante.

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  140. Este comentário foi removido pelo autor.

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  141. A palavra responsabilidade procede do latim respondere (responder). É usada como um termo moral, significando que o indivíduo deve responder ou reagir diante de certos deveres, a fim de se adequar a algum padrão moral e espiritual. A responsabilidade é o estado de quem sente que precisa prestar contas de seus atos; de quem sente que precisa cumprir com as suas obrigações; de quem sente que precisa atender a reivindicações legítimas.

    Estão certos quando os arminianos dizem que a responsabilidade significa responder pelos seus próprios atos, mas que padrão servirá para nos dizer que nossas ações estão erradas ou corretas? Para quem eu vou responder por minhas ações? Como vimos anteriormente, não posso responder por minhas ações, sendo eu um ser livre de qualquer autoridade, simplesmente porque não há nada e nem ninguém para que eu me dirija com minhas “repostas”.

    Ao contrário de uma suposta liberdade espiritual, que afirma que o homem pode ou não escolher fazer a vontade de Deus, o homem possui responsabilidade para com o Soberano Senhor. Todo homem terá de prestar contas do que fez ou deixou de fazer, diante de Deus (Rm 14.12). Há uma Suprema Lei moral que precisa ser atendida. O conhecimento desta Suprema Lei reside no coração, porquanto a humanidade foi criada à imagem de Deus (Gn 1.26,27). Deus julga as pessoas de acordo com padrões que lhes der a conhecer. Não será o grau da revelação recebida, ou do nível do conhecimento da lei que torna o homem com mais ou com menos responsabilidade, e sim a reação ou o comportamento do homem diante da própria revelação ou do seu conhecimento do Ser Divino.

    O próprio Paulo declarou-se em favor da atribuição de responsabilidade até mesmo àqueles que desconheciam a lei e o evangelho (Rm 1.32; 2.14,15). Jesus havia decretado a condenação de Tiro, Sidom e de Sodoma por não terem se arrependido mesmo sem ouvirem a mensagem do evangelho (Mt 11.20-24). Note que as cidades que ouviram o evangelho (Corazim, Betsaida e Cafarnaum) e as que não ouviram (Tiro, Sidom e Sodoma) são igualmente condenadas, mesmo com níveis de conhecimento da revelação especial diferentes. Mas todas elas possuíam um conhecimento inato da Lei de Deus gravada nos corações. Paulo afirma que nada justifica uma suposta falta de conhecimento que torne o homem inocente (Rm 1.18-23, 32). Aqueles que têm menos conhecimento serão julgados menos severamente do que aqueles que pecam com mais luz (ver Dn 5.22; Lc 12.42-48; Jo 15.22). Lembram o exemplo da lava do vulcão no início deste tópico? A nossa responsabilidade reside, também, no grau de conhecimento que temos das informações passadas para nós.

    Somos responsáveis diante de Deus porque Ele é o Criador e nós somos criaturas. É prerrogativa divina como Soberano Senhor, que Deus tem a liberdade de chamar qualquer das suas criaturas para responder diante dele a qualquer hora. Nossa responsabilidade está baseada em nossa ontologia, ou em nosso ser como criaturas.

    Somos responsáveis diante de Deus porque Ele é o ponto de referência moral para o que é certo e errado. Nossa responsabilidade diante de Deus é uma necessidade ética, por causa de nossa necessidade de um padrão fora de nós mesmos. Isso está claro nas palavras de Pedro em 1 Pe 1.16, citando Lv 19.2:

    Deus Te abençoe meu amado.

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  142. Cont.

    “... porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.”

    Portanto, existe um padrão moral que me informa se meus atos estão corretos ou não. É a este padrão que vou responder por meus atos. O próprio fato de existir a obrigação do homem de responder pelos seus atos, revela a existência de uma autoridade superior, com leis, mandamentos e ordens, obrigando-os ou proibindo-os de realizarem ações moralmente boas ou más. Não vejo liberdade alguma nisso!

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  143. Companheiro José Hélio, saúde.

    Você se equivoca em significar o termo liberdade como livre arbítrio. Liberdade é a possibilidade de fazer o que se deseja, e livre arbítrio é a liberdade de desejar ou rejeitar o que se conhece, ou o que se apresenta a mente.
    O homem, segundo as Escrituras rejeitaram a luz (o esclarecimento trazido por Cristo) – por que não quiseram ser constrangidos de seus erros, tanto que João afirma:

    17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
    18 Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
    19 E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
    20 Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. (Jo 3. 17-20)

    Fica claro que existiu uma preferência por parte do homem que o fez optar pela continuidade de suas más obras. Aqui (no texto de João) Cristo não veio para condenar, mas para salvar, portanto, se muitos foram condenados, fora pelo fato de rejeitarem o que lhes fora proposto. Ora, se o companheiro não coloca os pés na ” lava do vulcão” foi por que deu ouvidos a informação transmitida de que a tal lava queima, ele usando o seu livre arbítrio preferiu não se queimar, já o homem condenado (v 19) não quiseram ser confrontados com a verdade, preferiram continuar em suas má obras, ou seja, se firmaram em seus desejos mesmo lhes sendo apresentado uma outra realidade. Esses usaram seu livre arbítrio, ou seja, a sua livre capacidade de exercer escolhas, para rejeitar a luz.

    Em sua estadia em Atenas, o apóstolo Paulo afirma:

    Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; (At 17.30).

    Isso nos levar a crer que o homem conhece a sua condição imoral e de alguma forma ele sabe que deve viver uma justa condição. O anuncio de Deus a todos os homens, e a pregação a necessidade do arrependimento torna todos os homens indiscupáveis porque sabem o que deve ser feito, a saber: se arrepender. Se não se arrependem, sabendo que devem se arrepender é porque escolheram a tal condição. Não somos nós arminiamos que inventamos que “a graça se manifestou salvadora. a todos os homens (Tt 2.11)”. Ora, se a graça se manifestou salvadora a todos os homens e nem todos se salvam, é porque de alguma maneira sua manifestação foi resistida por muitos – e esse resistência é fruto do livre arbítrio de quem resiste, ou seja, da manifestação livre da mente de quem resiste. Não tem sentido a graça ser direcionada a todos, se em alguns já existe um bloqueio intrínseco decretador por quem oferece a graça.

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  144. Você fala de maneira bastante apropriada já que sua fala está embasada nas Escrituras que:

    “Todo homem terá de prestar contas do que fez ou deixou de fazer, diante de Deus (Rm 14.12). Há uma Suprema Lei moral que precisa ser atendida. O conhecimento desta Suprema Lei reside no coração, porquanto a humanidade foi criada à imagem de Deus.”

    Concordo plenamente contigo, e ainda reforço. Só iremos prestar contas diante de Deus porque ele nos disponibilizou de meios (graça) para atender a sua lei moral e com a sua graça essa lei se faz conhecida. Entendo com Kant que “dever é poder”. Ou seja, se somos cobrados por Deus a cumprir os seus preceitos é porque de alguma forma ele nos disponibilizou meios m(graça) para atender suas exigências. Se, porém muitos não cumprem as exigências de sua santa lei e serão por isso condenado, é porque, podendo atendê-la, (pelos meios da graça) preferiu, pela própria vontade (livre arbítrio) não fazê-lo).

    Tenho uma observação a fazer sobre Tiro e Sidom.

    Jesus nos indicou quando fazendo uma indagação retórica que só colhe onde plantou e só cobra onde investiu. As cidades citadas tiveram também a medida da graça de Deus e nada nos textos evangélicos indica que as cidades destruidas não receberam nenhuma espécie de atenção divina. O que eles não receberam foram o mesmo investimento/ a mesma medida do que as cidades do Novo Testamento. Sabemos que Deus tem uma medida adequada para cada pessoa ou povo, e por esse investimento/medida ele cobrará. Tanto que haverá mesmos rigor e juízo para Tito e Sidom. Seguindo a lógica textual, se não houvesse nenhuma espécie de investimento divino direcionado as tais cidades, não haveria nenhum juízo. Se portanto, haverá juizo, mesmo que menor, é porque Deus tem algo a cobrar a estas nações, pois, o senhor da ceifa, ceifa em todos os lugares porque semeia em todos os lugares.

    No ministério do profeta Jeremias Deus, por intermédio de mensageiros enviou instruções a Tiro e Sidom, instruções que também foram levadas ao seu povo Israel na pessoa do rei Ezequias. O teor da mensagem é que todas as nações deveriam se submeter a Babilônia, porque aprouve a Deus entregar as terras ao poder de Nabucodonosor. As nações que não se submetessem seriam castigadas, e as que acatassem a orientação de Deus seriam poupadas. Isso indica que Deus se preocupou outrora com essas nações (Jr 27). Quando é comentada a destruição de Tiro, o profeta Ezequiel afirma:
    Filho do homem, dize ao príncipe de Tiro: Assim diz o Senhor DEUS: Porquanto o teu coração se elevou e disseste: Eu sou Deus, sobre a cadeira de Deus me assento no meio dos mares; e não passas de homem, e não és Deus, ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus;
    (...)“perfeito eras os teus caminhos, até que se achou iniquidade em ti (passagem também atribuída a Lúcifer)
    (...)Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti. (Ez 28).

    Destarte as próprias Escrituras mostram-nos que Deus outrora agiu em prol de Tiro e Sidom. Em outros momentos vemos também nas Escrituras que essas cidades foram castigadas porque ousaram se colocar contra o povo de Deus.

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  145. Somos responsáveis diante de Deus, não só pelo fato de Deus ser “ Criador e nós somos criaturas” mas pelo fato de sermos seres morais, e como tal nossa escolha deve levar em consideração preceitos morais estabelecidos por Deus que nos criou para sua glória. Se optarmos por não honrar o seu nome, devemos ser punidos porque fugimos da finalidade do criador. A história do Édem clarifica essa questão. Por que Adão foi punido? Por errar sem vontade própria, ou, por cognitivamente livre, se opôs a vontade de Deus?

    Você afirma:

    “Portanto, existe um padrão moral que me informa se meus atos estão corretos ou não. É a este padrão que vou responder por meus atos. O próprio fato de existir a obrigação do homem de responder pelos seus atos, revela a existência de uma autoridade superior, com leis, mandamentos e ordens, obrigando-os ou proibindo-os de realizarem ações moralmente boas ou más. Não vejo liberdade alguma nisso!”

    Companheiro, mais uma vez, você confunde a liberdade com o livre arbítrio. Livre arbítrio não é livre ação, é apenas livre escolha. Em outras palavras, o homem mesmo sabendo o que deve ser feito, pode optar em não fazê-lo, como Adão no Édem. O homem em sua mente pode escolher, a partir da ação da graça de Cristo efetivada na cruz, quem será seu senhor. Isso é tão claro que as Escrituras registram alegoricamente o noivo chamando, o senhor convidando para as suas bodas, e o lavrador trabalhando na vinha para colher bons frutos, Cristo batendo a porta, Deus constrangendo o homem a escolher da vida e da morte. Sabendo que a medida certa está em Deus, o homem é orientado a segui-lo, se resistir assim o faz, por que usa mal o seu livre arbítrio, para usa para satisfazer-se a si próprio, por isso será condenado. Condenação só faz sentido porque existe possibilidades reais de escolhas. Se Deus propõe a vida para que o homem viva, a condena a morte os que escolheram a vida dissoluta, assim o faz, por que os tais tiveram oportunidades reias de obter vida, e também porque optaram por si próprio resistir O Espírito Santo. Éssa opção, escolher a vida ou a morte só é possível porque existe o livre arbítrio.Sem livre arbítrio não existe possibilidade de se fazer efetiva opção.

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  146. O ideal arminiano: possivelmente todos se perderão. Que maravilha! Jesus "o salvador dos que se perdem"

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  147. Saúde companheiro J.Carlos.

    9 - Esta palavra é fiel e digna de toda a aceitação.
    10 - Porque para isto trabalhamos e lutamos, pois esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis. (1tm 4. 9,10).

    Não precisamos acrescentar as palavras que o texto sacro nos transmitem, devemos apenas acatá-las.

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  148. Você não consegue ver o que subjaz dos próprios versos citados. Imaginas uma coisa, todavia, aqui está se falando outra, e, ainda, com um sentido extremamente contrário ao que se afirma hodiernamente.
    Não te será explicado leia-os dez mil vezes, e, toma-o em seu pleno contexto das escrituras do VT, e, também do NT pois, poderá ser que venhas a entender.

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  149. Companheiro J. Carlos, saúde.

    E o que, portanto, está por trás dos textos citados, qual é a mensagem implícita que eu não consegui perceber?

    Pergunto de maneira diferente:

    Onde e porque o meu entendimento, a minha interpretação sobre o texto citado entra em desarmonia com a totalidade das Escrituras? - O texto aqui fala explicitamente que Cristo é o Salvador de todos os homens, sua obra é direcionada a todos, mas eficazmente só os fiéis serão salvos, porque só serão salvos os que crerem, os que aceitarem e não resistirem a ação do Espírito de Deus . Você crê realmente que esta interpretação está em desarmonia com as Escrituras? - Você tem outra interpretação para este texto, ainda mais harmoniosa com a totalidade da lógica escriturística?

    Deixo para a sua reflexão outro texto sacro, mas, reflita antes de responder:

    “Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro” (1Jo.2.2)

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  150. Parabéns,pelo blog. Feliz semana!
    Reflexão:
    Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o impio domina, o povo geme. O homem que ama a sabedoria, alegra o seu pai, mas o companheiro de mulher da vida livre, desperdiça os bens. Pv.29.2-3.

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  151. O fato de Deus graciosamente escolher um povo para Si, dentre toda a raça humana pecadora, não é inicialmente conhecido pelos que são escolhidos. Eles nada sabem a respeito do assunto antes de se converterem. O Espírito Santo, portanto, precisa realmente chamá-los um por um, ou eles jamais saberão que são filhos de Deus! Esta experiência é conhecida nas Escrituras como "chamados por Deus" (I Cor. 1:9); "chamados pela graça" (Gal. 1:15); "chamados pelo evangelho" (II Tess. 2:14). O Espírito Santo serve-Se do evangelho para efetuar esse chamamento.
    Os pecadores estão espiritualmente mortos. Eles aceitam a verdade do evangelho só quando o Espírito Santo os vivifica. "Os mortos ouvirão. . . e os que ouvirem viverão" (Jo. 5:25). O pecador recém-despertado talvez se sinta longe de Deus, porém, o evangelho diz: "... o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora" (Jo. 6:37). Assim, o pecador espiritualmente vivificado vem a Jesus, confiando na verdade do evangelho. Esta é, em suma, a experiência de quem é chamado pela graça. O fato de qualquer pecador ser chamado deve-se inteiramente à graça divina. "Deus chamou-me por Sua graça", disse Paulo. E nenhum santo jamais alegará outra causa.
    Afirmar que se pode perder o que se recebeu gratuitamente, é em suma uma afirmação sem eira nem beira.

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  152. A Soberania e eleição de Deus. (Síntese)
    Soberania de Deus é a autoridade inquestionável que Ele exerce sobre todas as coisas
    criadas, quer na terra, quer nos céus, de tudo dispondo conforme os seus Conselhos e e
    designios. Sua suberania está baseada em sua onisciência, e onipresença e onisciên
    cia. Deus é absoluto e necessário; todos precisamos dele para existir; Sem Ele não há vida nem movimento.
    Soberania não é arbitrariedade.
    A soberania é um instrumento legítimo de deus que através da qual executa Ele toda
    a sua vontade, visando a plena consecução de seus decretos.
    Sendo infinitamente santo e justo e criador de quanto existe, tem o Senhor Deus au-
    toridade sobre todas as criaturas morais, e tudo fará a fim de que o seu plano reden-
    tivo seja integral e perfeitamente cumprido.
    Deus jamais criaria uns para a salvação e outros para a condenação eterna. Isto com/
    Trariaria os dois principais atributos de sua bondade e justiça. Deus em seu profundo e inigualável amor, predestinou todos os seres humanos á vida eterna (Jo. 3.16)
    Poe conseguinte, ninguém é chamado á vida para ser lançado no lago de fogo que, conforme bem acentuou Jesus, fora preparado para o diabo e seus anjos. ( Mt. 25. 41) Cumpre dizer porém que o fato de homem ser predestinado ã vida eterna não lhe garante a posse compulsória desta. É necessário que creia ele no Evangelho e aceite e preserve em seguir a Jesus a fim de que seja havido por eleito de Deus.
    Nossa eleição, portanto, tem como base a soberania e preciência divinas: eleitos
    segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e Paz” vos sejam multiplicadas” (1 Pe.1.2)
    Concluindo: O dom da vida eterna é a posse, por parte daqueles a quem Deus, antes da fundação do mundo, predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, (Ef. 1. 5)
    Nosso Deus é amor justiça e quer que todos se salvem. (Mt. 11.28.) Amem.
    ( Transcrito da Revista da cpad. (trecho da aula N° 6) de 9/5/2010)

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  153. Companheiro Rodrigo, saúde.

    Quanto a eleição, as Escrituras afirmam:
    veio para o que era seus, e os seus não o receberam.
    Mas a todos quantos o receberem, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, os que crêem em seu nome. (Jo 1. 11,12).

    Os eleitos são os que crêem – isso entre em contraste com o seu povo (Israel), que não creram.
    Não sei o que significa sua expressão que “afirmar que se pode perder o que se recebeu gratuitamente, é em suma uma afirmação sem eira nem beira”. As escrituras deixa-nos claro essa possibilidade, tando que o apóstolo fala sobre a possibilidade concreta de cair da graça, aliás, comenta sobre judaizantes que cairam da graça, por trocá-la pelos trabalhos da lei, observe:
    “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.
    Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará.
    E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei.
    Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído.”
    (...)Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade?(Gl 5.1-7)

    Pondere também sobre o texto de Hebreus 6. Nesse texto, destaco a seguinte asseveração:

    Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo.
    E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro,
    E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.(Hb 6.4-6)

    Vemos, destacado nas Escrituras, a possibilidade de alguém que já provou o dom celestial (a graça) recair. E é, por haver essa possibilidade, que os escritor sacro, destaca visando exortar e admoestar os crentes destinatários de sua epístola.

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  154. Pai (Laerço dos Santos),

    obrigado pela contribuição.

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  155. Antes, iremos primeiramente ao texto bíblico;
    Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, e da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno. E isto faremos, se Deus o permitir.
    Porque é impossível que os que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram da boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.
    Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a benção de Deus; mas aquela que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.
    Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores, e coisa que acompanham a salvação, ainda que assim falamos.
    A interpretação mais comum que os arminianos dão a este texto é muito simples: o texto fala de pessoas salvas que voluntariamente pecaram contra o Senhor, de modo a caírem da graça, perdendo a salvação. Mas nem todo arminiano aceita tal interpretação, pois ela destrói o próprio arminianismo.
    Com efeito, tal interpretação não se encaixa no armianismo. O pregador arminiano sustenta que o homem pode ser salvo e voltar a se perder; sendo-lhe possível se salvar novamente, e novamente se perder, e assim consecutivamente. Porém, é justamente isso que o texto de Hebreus diz que não é possível acontecer. Uma vez que a pessoa “recaia”, afirma o texto inspirado, é impossível alcançar o arrependimento.
    Portanto, se os arminianos pretendem que este texto ensine a perda da salvação, devem ensinar também que uma vez que se perda a salvação não se pode recuperá-la! Neste caso, o lema arminiano deveria ser: UMA VEZ PERDIDO, SEMPRE PERDIDO!
    Muitos arminianos percebem a armadilha e tentam evitá-la. Como? Costumam alegar que haveria um ‘ponto sem volta’. Ou seja, o texto não esta falando de qualquer pessoa que “caia”, mas de alguns exagerados que, repito, ultrapassam o ‘ponto limite’. Outros tentam conciliar tal passagem com o que Jesus diz sobre a blasfêmia contra o Espírito Santo.
    Seja como for, precisam fazer tal passagem não ser aplicável a todos os que se desviam da fé, pois do contrário, atiram no próprio pé.
    A saída encontrada por tais arminianos não lhes ajuda em nada, uma vez que o texto não diz nada sobre um ponto ‘limite’, ou melhor, fala, porém, tal ‘ponto limite’ é a própria queda: uma vez que caiu, não pode mais se levantar. Logo, se este texto ensina a possibilidade do cristão se perder, também ensina que não há salvação para alguém que se desviou da fé.

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  156. Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo. E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro” – Hebreus 6.4,5.
    A linguagem aqui é belíssima, no que descreve os bens espirituais que estes desfrutaram. Primeiro, se diz que “foram iluminados”. Também se diz deles que “provaram do dom celestial”, e que participaram “do Espírito Santo”, e “provaram da boa palavra de Deus” e ainda das “virtudes do século futuro”. Linguagem que de tão bela, leva muitos a concluírem que os tais eram salvos, e que, por pecado tão grave, vieram a serem banidos da salvação.
    Então, como se explicar linguagem tão bela? Simplesmente demonstrar que a linguagem, a luz do contexto, não implicam necessariamente na salvação de tais “crentes”, a saber:
    a) “iluminados” = compreenderam as verdades acerca do evangelho, mas não necessariamente se converteram.
    b) “provaram o dom celestial” = Essa prova pode ser longa ou breve, e pode ser aceita ou rejeitada. A mesma palavra grega (geuomai = provar), é usada em Mt 27.34: “deram-lhe a beber vinho com fel; mas ele, PROVANDO-O, não quis beber”.
    Em Hebreus, a palavra está em sentido figurado, pois não fala de algo sólido que se possa comer literalmente, logo, significa “vir a conhecer algo”. Cristo conheceu o vinho (provou), mas não o quis, assim como estes não-crentes, conheceram o “dom celestial”, mas não receberam verdadeiramente.
    c) “se tornaram participantes do Espírito Santo” = A chave seria a palavra grega “metochos” (participante, associado, companheiro). Ela pode indicar uma associação íntima e verdadeira como em Hb 3.14, ou aparente, sem vínculo verdadeiro e superficial, como em Lc 5.7 e Ef 5.7. Isso indica que estes “irmãos”, não tinham uma associação real com o Espírito, mas superficial, e até mesmo, falsa!
    Logo eles nunca foram salvos, embora dessem aparência de ser. Estavam na Igreja, e de alguma forma, receberam alguns benefícios dela, mas nunca foram verdadeiramente regenerados.

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  157. A supremacia do amor de Deus.

    Fico impressionado com a compreensão e o destaque
    apresentado sobre o nosso Deus,que os amados irmãos nos traz, cuja apresentação, é de um Deus Mau.insensível e carrasco,contrastando com a figura apresentado,por São João, em Jo. 3.16, e em l cor.13.4-7, quando Paulo nos apresenta a qualidade do amor e a necessidade de possuirmos o mesmo, que conforme Paulo é´uma das virtudes do fruto do Espírito Santo.Gl, 5.22-23
    Não dá para entender,um Deus de tanto contraste, que eles apresentam, quando comparado com as características apresentadas Por João, tanto no Evangelho, como nas cartas,onde João mesmo diz que Deus é amor. E ainda, por amor a nós enviou o seu Filho ao mundo para morrer por nós, e implica, que devemos também amar aos nossos irmãos, pois Deus nos amou primeiro.

    Esse sim, é o modo em que posso ver o Deus eterno criador e redentor da humanidade,em Cristo Jesus, reconciliando o mundo,por amor! O amor é benigno! Deus é amor!(iJo.4;11-21).
    Laerço dos Santos

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  158. Companheiro Rodrigo, saúde.

    Me desculpe novamente em apontar mais um equívoco seu. O arminianismo clássico nunca defendeu que o crente que cai pode retornar a entrar no Reino, aliás, Arminius afirmou que existe nas Escrituras indícios que corroboram a ideia da possibilidade de que crentes caim, e mesmo nesse ponto ele não foi enfático. Preste atenção. Arminius não foi enfático nem com a ideia da perda da salvação, embora tendenciava crer na possibilidade dessa perda. Agora, sobre a volta ao evangelho depois da apostasia, não existe nenhuma cogitação positiva a favor dessa ideia entre os grandes arminianos.

    Vamos a Arminius:

    V. A PERSEVERANÇA DOS SANTOS.

    Meu entendimento a respeito da perseverança dos santos é, que as pessoas que foram enxertadas em Cristo pela fé verdadeira, e foram, dessa forma, feitas participantes de seu Espírito vivificante, possuem poderes [ou força] suficientes para lutar contra Satanás, o pecado, o mundo e sua própria carne, e obter a vitória sobre estes inimigos - todavia não sem a assistência da graça e o mesmo Espírito Santo. Jesus Cristo também, pelo seu Espírito, as assiste em todas as suas tentações, e lhes proporciona a pronta ajuda de sua mão; e, visto que elas se encontram preparadas para a batalha, imploram sua ajuda, e se não estiverem em falta com elas mesmas, Cristo as preserva de cair. Então não é possível que sejam, por quaisquer das astutas ciladas ou poder de Satanás, seduzidas ou arrancadas das mãos de Cristo. Mas eu julgo ser útil e será um tanto necessário em nossa primeira assembléia [ou Sínodo], estabelecer uma diligente pesquisa nas Escrituras, se não é possível que alguns indivíduos, pela negligência ao abandonar o começo de sua existência em Cristo, apegar-se novamente ao presente mundo mau, desviar da sã doutrina que lhes foi uma vez entregue, perder uma boa consciência, e fazer com que a graça divina seja ineficaz.

    Embora eu aqui, aberta e sinceramente, afirmo que eu nunca ensinei que um verdadeiro crente pode, total ou finalmente, abandonar a fé, e perecer, todavia não nego que haja passagens da Escritura que me parecem apresentar este aspecto, e as respostas a elas que tive a oportunidade de ver não se mostraram, em minha opinião, convincentes em todos os pontos. Por outro lado, certas passagens são fornecidas para a doutrina contrária [da perseverança incondicional] que merecem especial consideração.(1)

    Em relação a premissa uma vez perdido sempre perdido! Eu particularmente não há endosso, pelo simples fato de perdido se diferenciar da ideia da apostasia. O perdido é o que, pela sua ignorância se desvia, já o apostata é aquele que arrogantemente blasfema do nome de Deus, como bem diz o texto de aos Hebreus, pisa no sangue de Cristo, desfaz o valor da obra vicária. Já aquele que se desvia, o próprio Crista afirmou que esse é alvo da sua graça, lembra-se da parábola das cem ovelhas? Cristo não foi buscar a que se desgarrou? - lembra-se do filho pródigo, ele não convivia com o pai? Não resolveu abandoná-lo por entender que o mundo serei mais interessante? Também esse não foi aceito de volta? E a saga de Israel, quantas vezes, depois do erro, essa nação amada foi novamente perdoada? A ilustração de Israel como uma prostituta, resgatada pelo profeta Oseias, que novamente volta a ambiência da prostituição, novamente não foi acolhida pelo seu senhor, que a retirou das grades? Quem é,o tipo dessa prostituta? - não é o próprio Israel, resgatado da escravidão do Egito, que voltou a se contaminar, mas que, pelo amor de Deus, será novamente restabelecido como amado de Deus?

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  159. Você tenta demostrar que os que provaram o dom celestial nunca foram salvos. Prefiro afirmar de maneira diferente, prefiro afirmar que sua salvação não se efetivou, por que não se portaram convenientemente. Estava salvo, mas se perdeu.

    O texto em destaque reforça a ideia que defendo, vejamos:

    “tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé.” (1Tm.1.19).

    O apóstolo Pedro também retrata a possibilidade da perda da salvação narrando exemplos de pessoas que surgiram entre os crentes, chegaram e chegarão a ponto de “renegarem o Soberano Senhor que os resgatou (...)” e depois continua “(...) Portanto, se depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixaram enredar de novo e são vencidos.” (1Pe.1.1-20).

    Preste atenção na admoestação de Paulo aos crentes gentios:

    Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também.
    Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado.(Rm 11. 21,22)

    Neste texto o apóstolo Paulo é direto, Deus será benigno não cortando os crentes da Oliveira se eles permanecerem na benignidade, pois se os tais procederem de maneira diferente do que deve proceder, serão cortados.

    Em Romanos 11, e nos demais textos em destaque, não está claro ideia da possibilidade da perda da salvação? Se o apóstolo (em Rm 11.21,22) pede que os crentes considerem a bondade e a severidade de Deus, apontando a possibilidade de os crentes serem cortados, o que significa essa possibilidade de corte da qual os crentes deveriam considerar?

    Você prefere interpretar as Escrituras como um intelectual interpreta um tratado lógico filosófico, quanto a isso nada contra. O problema é que as Escrituras são simples, simples são as suas assertivas, que são direcionadas para pessoas simples. Se assim o é, a interpretação mais natural é a simples interpretação, não essa que que você usa, cheia de conchavos que não ficam claros aos olhos e a mente de pessoas simples.
    Rodrigo, as ideias mais profundas estão nas coisas simples, pois profundo e consistente são os argumentos simples. Os argumentos complexos são tão frágeis, que precisam se sustentar em conchavos e em interpretações fora do próprio texto.
    Voltando ao assunto. Se o apóstolo Paulo direcionou sua carta para pessoas simples, e nela apontou a possibilidade de exclusão se as tais pessoas não procedessem de maneira correta, ele efetivamente estava a apontar a real possibilidade de exclusão. Essa era uma mensagem simples e direta, para o entendimento direto de pessoas simples, não houve lugar para um tipo de explicação sintético como você prefere usar.
    ______
    (1) http://arminianismo.com

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  160. Á Laerço dos Santos.

    Pai (Laerço dos Santos), algumas pessoas preferem se apegar em interpretações conjecturais, do que observar a mensagem simples das Escrituras, como o amor de Deus, a graça estendida a todos os homens, o desejo que ninguém se perca, a não alegria pela morte do ímpio, etc. Se prendendo em fiações interpretativas, perdem a simplicidade da revelação Bíblica, que não é outra coisa senão, o evangelho como a Boa nova de salvação a todos os que crerem.

    Um grande abraço.

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  161. O Ide do evangelho. (Poema).

    Escute moço esses gritos que está vindo lá da frente
    Gemidos mui profundo e alarmante, que faz dó
    Nos deixando a meditar nele, por se encontrar só.
    Levemos o ide de Cristo pra evangelizar essa gente!

    Seus gritos são resultados de uma vida sem Deus
    Precisando é de ter paz pra curar o seu coração
    Nesse grande desalento geme de tanta opressão
    Sintamos sua grande dor, levemos Cristo com amor
    Pra os famintos da terra, como também para os seus!
    Colaborando com a evangelização.
    Laerço

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  162. Caro amigo Lailson, sugiro a você e a todos que estão nesta discussão a leitura do livro SALVAÇÃO NÃO SE PERDE... É ETERNA!!! com mais de 300 argumentos pelos quais o cristão não perde a salvação. Faça download gratuito agora mesmo no site do autor pelo endereço: http://www.revistacrista.org/livrariavirtual.htm

    grato a todos

    Gato Branco

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  163. Companheiro "gatobranco", saúde.

    Obrigado pela dica.

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  164. EBD. A Revista da lição do Profeta Jeremias

    Terminou o estudo do trimestre passado, que focava a pessoa do profeta Jeremias, cujo assunto em estudo eram: Profecias e profetas; e profecias, falsas&verdadeiras.
    Belas lições que seus conteúdos nos trouxe muito conhecimento. Ah! gostaria que as igrejas atual tomem por base estas palavras maravilhosas e coloquem em evidencia prática,o uso correto de profecias e que sejam sempre identificados os falsos profetas
    que falam banalmente o "ASSIM DIZ O SENHOR", sem que Deus nunca tenha falado. Hoje já é moda entre os pregadores, principalmente os intinerantes, (com excessão dos fieis)
    Que ocupam os púlpitos para externar seus sentimentalismos emocionais, e dizerem: "Eu profetizo".... Faça seu teste, que a bíblia te autoriza, e veja se á cumprimento, pois quando Deus fala, se cumpre sua palavra.
    Parabéns ao comentador, por tão bom e preciso ensinamento em tempo oportuno.
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  165. Se a salvação se perde o melhor que um ministro arminiano pode fazer por seu convertido é afogá-lo nas águas batismais, porquanto, assim, a pobre e miserável alma não correrá o risco de ser riscado.

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  166. Companheiro Rodrigo, saúde.

    Seu comentário é destemperado e revela a estreiteza de seu pensamento.
    Um ministro arminiano crê que os homens são responsáveis pelos seus atos e escolhas. A fuga nunca foi um caminho indicado para que o homem escapasse do pecado.
    Logo no inicio, na criação Deus coloca o homem diante de escolhas. Também o povo de Israel foi constrangido a escolher. Cristo chorou sobre Jerusalém, porque a viu atolada em pecado. Se sua linha de pensamento fosse correta, Cristo não choraria por seu povo, apenas evitaria que os tais cometessem pecados.

    Deixo um texto bíblico, para você ponderar, e repensar na sua afirmação.

    "Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também.
    Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado."(Rm 11. 21,22)

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  167. Irmão Lailson,

    A Paz de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

    Li vários de seus comentários e gostaria de incentivá-lo não apenas a discussões na Palavra sobre "Salvação" mas a proliferação do evangelho por meio de canais como este (caso ainda não tenhas algo do gênero). Percebo que está preparado para assuntos profundos e principalmente para nossa maior missão aqui na Terra (proclamar o evangelho de Cristo). Pense nisso. Concordo contigo em gênero, número e grau; não porque simplesmente somos simpatizantes, mas porque tenho convicção de enxergarmos algo diretamente do próprio Espírito de Deus (quem realmente nos revela a Palavra). Quanto a outros que pensam "diferente" não os julgo inferiores, mas infelizmente penso que se revelam "imprudentes" tais quais as 5 virgens sem azeite em suas lâmpadas que ao chegar o noivo foram ignoradas por ele (Mt 25:1-12). Lamentavelmente acabamos por ler qui comentários heréticos terrivelmente não inspirados por Aquele que deveriam, mas que Deus continue lhe dando graça e sabedoria a cada dia amado. Confesso que bem provavelmente não teria a paciência e zelo que tu tens em tuas límpidas e respeitosas respostas a alguns que certamente se quer as merecem, mas rogo a Cristo que lhe dirija sempre conforme Sua perfeita e agradável vontade em sua vida. Parabéns irmão! Deus continue te abençoando!

    Abraços,

    Eduardo

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  168. Companheiro Eduardo, saúde.

    Obrigado pelas palavras de incentivo e exortação.
    Minha ênfase nos temas soteriológicos se dá por que esse tema esta ligado meu objeto de pesquisa em teologia. Concordo e corroboro a sua preocupação, da grande importância em proclamar o evangelho simples, mas, também tenho como missão estudar as Escrituras e compartilhar com os domésticos na fé.
    Gostei muito de sua apropriação sobre parábola das dez virgens, e até gostaria de acrescentar um importante detalhe, a saber: as dez eram noivas, tanto as que se mostraram prudentes, como as imprudentes.
    Meu irmão, é lamentável a falta de temperança por parte de algumas que pessoas, que por ter tanto zelo pela teologia que defende, esquece de zelar pela fé. Independentemente das diferenças teológicas, devemos seguir o exemplo do apóstolo Paulo, que combateu o bom combate, sem deixar de guardar a fé.

    Tenho outros sítios na internet, um com temas filosóficos e outros com assuntos diversos, deixarei os links logo abaixo, se desejar conhecê-los, é só salvar e colar no navegador:

    Ponderações personalistas: (temas filosóficos)
    http://personalismomounieriano.blogspot.com/


    Acolhimento e afrontamento (assuntos diversos)
    http://acolhimento-afrontamento.blogspot.com/

    Muito obrigado.

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  169. Irmão Lailson,

    Fico feliz por suas contribuições ao "pensar humano". Li por enquanto apenas o primeiro link indicado o qual achei muito interessante. Deixo a recomendação que reconsideres digitações imprecisas de alguns anos referentes ao ícone que abordas um pouco de Karl Marx (ex: No período de abril a agosto de 1944, Karl Marx escreveu os quatro manuscritos chamados de “Manuscritos Econômicos e Filosóficos” - 1844 e não 1944). Agradeço as indicações e não se preocupe quanto aos erros datados, pois isto em nada desabona seus estudos e pensamentos visto que está claramente perceptível tratar-se de simples erros de digitação. Paz de Cristo.

    Forte abraço,

    Eduardo

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  170. Saúde companheiro Eduardo.

    Muito grato pelas palavras e pela pertinente correção, está correta a sua observação. Já fiz a correção. Devido ao excesso de atividades alguns deslizes não são percebidos.
    Quanto a sua legítima preocupação com textos de qualidade ligados a tarefa evangelística, te incentivo a tal empresa. Creio que esse desejo é uma vocação que Deus imprimiu em seu coração, e se assim realmente for, deves se lançar par uma tão nobre tarefa. Pelos seu comentários neste sítio, percebo que você tem qualidade.
    Se você começar (abrindo um blog, ou permitindo que eu abra para você), pode contar com a minha colaboração. Escreverei alguns artigos, como colaborador do blog, já contando com os seus textos.

    O desafio está lançado.

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  171. Interessante o seu desafio amigo Lailson. Estou te mandando um email.

    Saudações,

    Eduardo

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  172. Então o homem está posto diante de escolhas! Oh Grandes homens, portentosos seres capazes em si mesmos vos sois os que escolheram a Deus como vosso criador, vos os escolhestes como vosso salvador, vos sois o sigilo em si mesmos com real ação da vossa própria existência, golpeais o alto e o sublime com vossas escolhas, fostes vós e não ele quem vos escolheu para ovelhas de seu pasto. A ordenação da vida e o recolhimento eterno da morte é o somatório de toda vossa vontade sendo feita aqui na terra como no céu, e o vosso reino livre em seu arbítrio constituíram o mais nobre feito de todo o universo, finalmente conseguiste uma doutrina veraz e altaneira “Deus rendido ao capricho do mais novo ser criado” O homem que salvo se perde enquanto perdido se salva, para finalmente se desvincular do terrível determinismo de ter que nascer e morrer para cumprir uma ordenança. Viva o homem! Ai do salvador que novamente perde o que salvou. Glórias a nós e vivas ao poderoso livre-arbítrio, bendita seja a nossa capacidade de mantença para a eternidade. Glórias ao delírio, tributos à criatura. Bendita seja a carne que suplanta o Espírito entoando um hino de jubilo a si mesmo. VIVAS! Parabéns aos imortais.

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  173. Saúde companheiro Rodrigo.

    Negando que o homem está posto diante de escolhas, e que necessita tomar decisões, você não nega uma assertiva minha, você nega as Escrituras que em diversos trechos ressalta esta realidade. Para não dar a entender que essa ideia se aproxima de um humanismo “não bíblico”, vamos a algumas passagens das Escrituras:

    “tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé.” (1Tm.1.19).

    “esforçai-vos por entrar pela porta estreita”.(Lc 13.24)

    "O Senhor está convosco, enquanto vós estais com Ele; se o buscardes Ele se deixará achar; porém se o deixardes, ele vos deixará." (2Cr.15.2).

    "Esforcemo-nos, pois, por entrar no descanso, afim de que ninguém caia segundo o mesmo exemplo de desobediência” (Hb.4.11).

    Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. (Ap 3.20)

    Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
    Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; (Jo 1.11)

    “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência,Amando ao SENHOR teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o SENHOR jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar”.(Dt.30. 19, 20)”

    Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR ( Josué 24:15 )

    se não prepuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome(...)enviarei sobre vós a maldição e amaldiçoarei as vossas bênçãos"(Ml.2.2).
    "Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel?"(Ez 33.11)

    Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.( Gênesis 4:7 )

    Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! (Mt 23.37)

    Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo. Apocalipse 3:20

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  174. Você defende sua causa com paixão, mas em sua defesa perde a lucidez.

    Se você levar a sério as Escrituras, reconhecerá que desde o início da criação (no Edem) o homem é colocado diante de escolhas. Se você colocar a razão acima da paixão, reconhecerá que seremos julgados pelo fato de como seres morais, vivermos diante de escolhas, sendo que nossa má escolha nos levará a punição, e a boas escolhas ao galardão.
    O homem escolheu mal, por isso foi punido, se você não entendeu isso, você não compreendeu porque Deus irá julgar o mundo, e o sentido do termo julgamento. Se não existisse livre arbítrio, se nossas escolhas não fossem reais, a justiça punitiva aplicada sobre os homens não faria nenhum sentido. Só existe justo julgamento, por que os homens que agem mal, poderiam agir diferente. Deus através de sua graça preveniente disponibiliza os meios para que o homem possa escolher o bem, se o homem não escolhe a virtude é porque resiste ao Espírito Santo, como bem lembra o texto de Atos:

    Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo. (Atos 7.51)

    Se o homem não tem livre arbítrio, por que Deus julgará suas más escolhas?

    Peço que antes de você responder, pondere sobre os textos que destaquei. Creio que você perceberá neles, a convocação direcionada ao homem para praticar escolhas.

    Boa reflexão.

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  175. Um ser é dito livre quando suas ações não são condicionadas por nenhum agente externo a ele. Ele não é afetado por nada e ninguém e age segundo sua própria vontade. Deus se enquadraria nessa qualificação, ou seja, Ele é um Ser livre. Deus é onipotente (pode fazer tudo).
    Sabemos que Deus é infinito, ou seja, nada pode limitá-lo, seja espacialmente ou temporalmente, pois Ele não tem relação com eles (espaço e tempo).
    A vontade de Deus não pode ser comparada a vontade humana, pois entendemos vontade, em termos humanos, como um desejo ou necessidade de buscar algo que não temos que acrescente ao nosso ser. Em Deus nada pode ser acrescido. Sendo Ele a definição da perfeição, significa que a Deus nada pode ser somado nem subtraído. Sua vontade é idêntica a Sua ação. E Sua vontade é única e imutável, pois quem muda é para querer melhorar e alguma coisa O afetou para que mudasse o que é uma contradição com relação ao que foi anteriormente até aqui.
    Por tudo que vimos, só pode-se afirmar que: "Deus tem livre-arbítrio" no aspecto de que nada pode afetá-lo a mudar de "idéia" e ação. E isso implica que possa fazer tudo (onipotente). O que significa poder fazer tudo? A essência de Deus, que é idêntica a Sua vontade e à sua existência e à sua ação, que é eterna e imutável. Ele só tem uma vontade! Então só tem uma ação, de poder infinito, então uma única ação infinita!
    Deus pode agir de tal forma que Ele mude a Sua própria essência? Se Ele busca mudar a Si próprio, implica que Ele quer se tornar melhor, o que é uma contradição! Podemos ver que caímos em um paradoxo aparentemente insolúvel. Na verdade, sempre cairemos em paradoxos toda vez que tentemos usar antropomorfismos para falar de Deus, pois vontade, desejo, ação e poder só conhecemos na condição de seres animados, que são "imperfeitos". Deus age segundo sua própria eterna e imutável natureza (essência). Tudo que Deus faz está relacionado às coisas possíveis, e às coisas impossíveis que são determinadas pela própria natureza divina; todavia, os prefalados conceitos faltam ao gênero humano, sendo assim, possui o homem arbítrio, mas jamais, e, em tempo algum tal arbítrio é “livre”. Posso querer comer macarrão ao invés de arroz amanhã, mas será que Deus me permitirá essa vontade?
    Na verdade não escolhemos nem nascer, e, nem gostaríamos de morrer, contudo está ordenado que o homem morra uma só vez, e após segue-se o juízo.

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  176. Companheiro Rodrigo, saúde.

    Perdoe-me pela franqueza. Você comete um erre de definição conceitual. Ter livre arbítrio não tem nada haver com impossibilidade de mudança de idéia. Livre arbítrio é a capacidade de exercer escolhas e como tal, possibilidade de rejeitar inclusive as volições que afetam os nosso sentidos. Entendo que a definição de Kant seja bastante apropriada, vejamos:
    “um arbítrio, porém, que pode ser determinado independente de impulsos sensíveis, e portanto por motivações que só podem ser representadas pela razão, chama-se livre arbítrio (arbitrium liberum), e tudo que se conecta com esse ultimo, seja como fundamento, seja como conseqüência, é denominado prático. A liberdade prática pode ser provada pela experiência. Com efeito, o arbítrio humano não é determinado só por aquilo que estimula, isto é, afeta imediatamente os nossos sentidos, pois temos o poder (vermogen ) de dominar as impressões que incidem obre a nossa faculdade sensível de desejar mediante representações daquilo que, mesmo de um modo mais remoto, é útil ou prejudicial.”

    Se você coloca Deus nessa categoria de ser fechado, não teria sentido afirmarmos que deus é amor. Afinal, o que é amor?
    Com sua preocupação de não cair em paradoxos, por conta do uso de conceitos humanos, deixa de perceber que o cristianismo é envolto em paradoxo, afinal, não seria um paradoxo,
    um Deus todo poderoso se fazer carne, se envolver com sua criação, e, por amor servir aos seres humanos e morrer por eles? Não seria um paradoxo um Deus chorar, amar, se evolver a ponto de se doar pela sua criação? Ou seria isso, um antropomorfismo.
    Você percebe que para defender uma soberania fechada, que para que seja tal, não pode permitir o livre arbítrio do homem, você não admite conceitos humanizados, mas para entender Cristo, você tem que admitir nele, os valores e sensações percebidos no homem como amor, a ira, choro, angústia, dor. Seria então Deus separado do Cristo?
    Você interroga:
    ”Posso querer comer macarrão ao invés de arroz amanhã, mas será que Deus me permitirá essa vontade?
    Maieuticamente eu também te lanço uma indagação:
    Por acaso, o senhor da seara ceifa onde não semeou?
    Companheiro, o sentido de Justiça, todos são julgados por que são colocados diante de escolhas, e possibilitados de forma real a exercerem escolhas efetivas. Ilustrativamente falando, punição justa é quando um juiz julga o réu que praticou um ato vil, sabendo porém, esse tal homem não estava impossibilitado de ter praticado um ato virtuoso. Diante de um ser que jamais teve a possibilidade de praticar um ato virtuoso, por conta de uma impossibilidade intrínseca de escolher o bem, pois foi a priori condenado a danação, a punição a esse individuo não é justa, pois ele, por um fator maior que ele não fora possibilitado de praticar tal ato virtuoso.
    Você diz: Posso querer comer macarrão ao invés de arroz amanhã, mas será que Deus me permitirá essa vontade?
    Na verdade não escolhemos nem nascer, e, nem gostaríamos de morrer, contudo está ordenado que o homem morra uma só vez, e após segue-se o juízo.

    Temos o nosso livre arbítrio diante da realidade que nos foi imposta. Diante dessa realidade, com o auxílio da graça de Deus, posso escolher entre a vida ou a morte, o bem ou o mal. É por conta dessa possibilidade, garantida pela graça de Deus, que todo homem se torna inescusável. Repito, livre arbítrio não tem nada a ver com o poder de ser o que se quer ser, e sim, com a capacidade de exercer escolhas, diante da existência que lhe foi imposta por Deus.

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  177. Revendo o livre-arbitrio ( postando com continuação)
    Eu já havia falado sobre o livre-arbítrio. Agora pretendo colocar de maneira mais clara e objetiva.
    Questões teológicas
    Gostamos de reforçar a hipótese de que possuímos a livre vontade e que esta é um dom dado por Deus. Mas há questões bem sutis nisso.
    Admitindo que tenhamos livre-arbítrio, isto implica que, a cada momento de nossas vidas fazemos escolhas, e de fato as fazemos, e que para cada escolha que façamos, estaremos traçando futuros diferentes. O nosso futuro está em aberto, de acordo com nossas escolhas.
    No campo teológico, temos que falar de Deus. E como Ele é concebido? Deus, como fonte de toda a criação, Ele detém o conhecimento de tudo (onisciente) e em todos os lugares. Nada escapa de seu conhecimento, nem o presente, nem passado, nem futuro. Sabemos que a natureza divina é eterna e imutável. E também que Deus não está sujeito nem ao espaço nem ao tempo então, para Ele, não há passado nem futuro. É um eterno presente! Tudo isso leva, logicamente, que Deus conhece o nosso(s) futuro(s). Se Ele detém esse conhecimento, então, de alguma forma, o futuro está escrito. Se isto ocorre, como podemos escolher nossos destinos se já há Alguém que sabe o nosso futuro?
    No Talmud tem uma passagem que diz: “Tudo está escrito, mas a liberdade de ação foi concedida.” (Rabbi Akiva, Mishnah Avot 3:15). Parece um paradoxo. “Como pode “tudo estar escrito” e “ a liberdade de ação é concedida” ? Mas tem como explicar sim. É que quando Rabbi Akiva diz “tudo está escrito” quer dizer que todas as possibilidades de futuro já estão escritas e que qualquer escolha que façamos, terá como conseqüência um dos possíveis futuros criados por Deus. Mas com isso também estamos limitados e não podemos ter um futuro além daqueles que possíveis e “dados” por Deus para realizarmos.
    Teologicamente falando, o livre-arbítrio não existe.
    (Continua)

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  178. Argumentações científicas e lógicas
    Livre arbítrio significa liberdade de escolha e ação, sem influência de nenhum agente externo.
    Pois bem, a primeira questão é: Temos poder de escolha de onde e quando nascemos? Pelo que me parece, não. Não temos esta escolha. E esse fator é determinante para o desenvolvimento da personalidade de um indivíduo.
    O fator genético é fundamental. Características como vigor físico, doenças hereditárias, características de personalidades (forte ou fraca) são coisas que nossos pais nos transmitem, biologicamente falando. Com isso teremos tendências biológicas, impossíveis de se desvincular de nossas vidas. Levaremos até o final de nossas existências.
    Além disso, temos os aspectos culturais, onde aprendemos valores morais, crenças, amizades a que temos contato.
    Misturando tudo, fatores biológicos e culturais determinam nossos gostos, afinidades, escolhas. Tudo o que escolhemos está moldado, limitado pelo ambiente.
    Ausência de livre-arbítrio implica determinismo?
    Não ter livre-arbítrio não significa que tudo está determinado, de forma alguma. Nós fazemos escolhas sim, mas escolhas condicionadas. Condicionadas pelo que vivemos e aprendemos. Mas isso não implica que tudo, todos os detalhes estejam pré-determinados. Um determinismo significaria que cada detalhe que acontece no mundo está escrito para acontecer. Mas uma coisa não implica na outra.
    Temos controle sobre as coisas que acontecem ao nosso redor?
    Não temos controle sobre os eventos naturais, como chuva, tempestades, terremotos. Quantas pessoas não morrem atingidas por relâmpagos? Ou que estão em suas casas, enchentes assolam famílias, cidades inteiras, que fazem as pessoas repensarem e reconstruírem suas vidas, quando as pessoas não a perdem (a vida)? Infelizmente nenhum.
    E quem vive nas grandes cidades, onde a violência aterroriza os habitantes? Balas perdidas que matam ou deixam marcas profundas e ficam paralíticas? Como a pessoa procurou isso, se está em sua casa, ou andando numa rua tranqüila e acontecem tais fatalidades?
    Para concluir:
    Não temos controle de onde, quando e como nascemos. Podemos nascer numa família rica, pobre, nascer sadios ou com alguma deformidade. Nem da morte temos controle.
    O início e o fim de nossas existências independem de nossas vontades e escolhas. Não importa a "escolha" que fazemos ao longo da vida. Como é dito no livro de Provérbios: "Existem muitos planos no coração do homem, mas é a vontade do Senhor é que se realiza."

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  179. Companheiro Rodrigo, saúde.

    Abordando assuntos teológicos o termo “paradoxo” tem que ser levado em consideração, ou seja, não podemos “teologar” ignorando a questão do paradoxo.
    Livre arbítrio é a potencialidade que tem o homem de exercer juízos e escolhas, não tem nada haver com liberdade de fazer o que se quer, pois arbítrio é um termo ligado a cognição e não diretamente a ação física, por exemplo, posso mesmo eu estando preso, continuo tendo meu livre arbítrio, pois a prisão diretamente não me impede de querer o não querer tal coisa, acreditar ou não acreditar nas coisas que me são apresentadas. Pensando assim, realmente tenho que acreditar que boa parte das coisas que viverei, estão ligados com a minha escolha, e por elas que serei julgado, e o juízo de Deus direcionado para minha vida é lógico, por que julga um agente que teve reais opções para querer ou não querer tal coisa, ou desejar uma coisa, sendo que realmente pudessem desejar outras. A bíblia fala metaforicamente em riscar o nome do livro da vida, isso de certa forma dá-nos a liberdade de pensar que nossas ações efetivamente nos encaminham o lugar onde estaremos. As Escrituras corroboram essa ideia, tanto que, em seu bojo, percebemos claramente a relação livre escolha com juízos de Deus, punitivo ou aprovativo. Em nossa vivência, também agimos levando em consideração o peso de nossas escolhas, as ponderações que fazemos diante das escolhas, pressupõe realmente que o que escolhemos, tem uma relação direta com o que conquistaremos, e é isso faz de nós, seres morais. As diversas advertências que encontramos nas Escrituras só podem seriamente consideradas se o livre arbítrio também for levado em consideração, pois, que valia tem uma advertência, se nossas escolhas não têm relação nenhuma com o que receberemos, ou se nossas escolha não são livres? se não temos livre arbítrio, por que somos advertidos a rejeitar a imoralidade?
    Você preocupado em não limitar Deus, termina por limitá-lo numa potência que você tem como imprescindível. Imaginando que a presciência de Deus não pode admitir o livre arbítrio, você está em seu pensamento humano criando uma impossibilidade na ação de Deus, a saber, por Deus presciente, ele não é capaz conviver com o livre arbítrio humano. Veja o paradoxo, um Deus onipotente, incapaz de conviver com uma criatura com livre arbítrio. Admitir a onisciência de Deus, coexistindo com o livre arbítrio humano, apesar de paradoxal, glorifica mais a Deus, que sendo justo nos julga com retidão, dando a cada um segundo as suas obras. Dar segundo as suas obras está ligando com possibilidade de exercer escolhas efetivas, que também está em conexão com reais possibilidades de escolher coisas diferentes.
    Deixando de acreditar na existência do livre arbítrio, você dá vazão a considerações que colocam Deus moralmente como autor do pecado, coisa que ele abomina. Perceba que, na ânsia de eliminar a ideia do livre arbítrio, você entra ainda mais, em emaranhados de paradoxos. Como um Deus santo, e moralmente reto, pode criar algo que ele abomina, e ainda mais, fadar pessoas que ele mesmo julgará e reprovará ao intrínseco envolvimento nesse mal. Onde estão a retidão e a justiça?

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  180. Ter livre arbítrio não implica numa vivência livre de ações externas, livre de influência. Sabendo que não estamos sós, percebemos que as influências nos transformam, e é por isso que as Escrituras nos advertem para não nos contaminarmos, e é por isso que o apóstolos orienta aos seus discípulos para se avaliarem.

    “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados. 2 Coríntios 13:5

    Apesar de sermos transformados pela influência, podemos resistir ou acatar essas influências, e assim fazemos porque somos seres morais, resistir a ação do influxo. Somos transformados porque nos deixamos transformar. Devemos, através da reflexão crítica poderar se nossas escolhas, se o que nos influenciam, são coisas vis ou virtuosas, e com isso, mudar ou não de atitude.

    Observe o que diz o apóstolo Paulo:

    Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Romanos 12:3

    Percebe que até a nossa vaidade pode ser dominada?

    Observe a advertêcia de Deus direcionada a Caim:

    "Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar." Gênesis 4:7

    Esse diálogo teria algum sentido se a opção de Caim não tivesse nenhuma relação com o que ele receberia como fruto de sua escolha? Pra que dialogar se tudo está determinado?
    Você fala em escolhas condicionadas, - essas condições impedem de você exercer juízos sobre as coisas que te envolvem? Você não conhece casos de pessoas que rejeitam as manifestações culturais ou morais do espaço geográfico em que vive? Se uma pessoa é diferente da outra, falo moralmente, isso não significa que, mesmo debaixo de uma cultura e de uma moralidade predominante, ela não foi impiedade de exercer escolhas? E o que é isso?

    - Isso é o livre arbítrio.

    Você perde um pouco a rigidez argumentativa quando, buscando refutar o livre arbítrio, comenta sobre eventos que ocorrem e que sobre eles o homem não tem nenhum domínio. Companheiro, não ter controles sobre coisas que nos ocorrem não significa em hipótese alguma não ter livre arbítrio pelo fato de livre arbítrio ser cognitivo. Lembro-te que dou é que, diante da vivência de semelhantes ocorrências e situações, as pessoas respondem de maneira diferente, isso evidencia que exercendo o seu juízo cada um responde moralmente de forma diferente, portanto, passar por benesses ou calamidades não tem nada a ver com existência ou não existência do livre arbítrio.
    O texto do livro de Provérbios por você citado reafirma o livre arbítrio. Quando Salomão afirma, “existem muitos planos no coração do homem”, com isso indica que o homem pensa e deseja de maneira autônoma” embora só se realize as coisas que o Senhor permite. Se existem coisas que Deus não aprova, porém, fazem parte dos planos do homem, isso deixa bem claro que o homem tem o livre ele pode desejar mesmo as coisas que Deus não aprova, essa capacidade de exercer escolhas, usando as suas palavras, “essa escolha que fazemos” é o nosso livre arbítrio. Perceba que o escritor do livro, no verso anterior (Pv 19.20) exorta ao leitor à ouvir os conselhos e instrução pois agindo assim, o homem será sábio, e consequentemente fará escolhas sábias.

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  181. Lairson, saúde. Você é educado e digno de ser parabenizado por isso, pena que sejamos extremamente distintos no que se refere ao “entendimento”.
    Há dois tipos distintos de paradoxos, a saber:
    1 - Os paradoxos retóricos;
    2 – os paradoxos lógicos.
    O primeiro é uma figura usada para lançar alguma luz sobre um tópico qualquer desafiando o raciocínio da outra pessoa, e assim, assustando-a.
    Os paradoxos lógicos, contudo são extremamente diferentes. Aqui, dá-se uma situação onde uma afirmação ou mais afirmações se auto contradizem, ou pelo menos demonstram ser contrárias. De uma forma ou de outra a afirmação em tela não pode ser reconciliada diante do “tribunal do raciocínio humano”. A união hipostática das naturezas divina e humana na pessoa do Senhor. A soberania de Deus e a responsabilidade humana são exemplos, entre muitos, apresentados pelos advogados do paradoxo bíblico.
    A pergunta é: Deus se exterioriza paradoxalmente? Ele é o criador de paradoxos?
    Prezado, nosso conhecimento é analógico, motivo pelo qual surtamos em confusões e analogias, todavia, e, acima de quaisquer objeções de meros contos ligeiros como bem nos qualificou Tiago, o conhecimento de Deus não tem fulcro na parvoíce humana.
    Não há paradoxos em Deus, portanto não há de se falar em paradoxos em suas palavras.
    Você, eu, e todos os demais enxergamos por enigmas/ por espelho/ daí damos vida ao que não existe, trazemos à nossa pretensa razão filhos espúrios e lhes batizamos com nomes elegantes como “livre-arbítrio” – “paradoxos” – etc. Nessa vontade de pretender entendimento preterirmos a verdade.
    Jamais estive preocupado em limitar Deus, até mesmo pelo simples fato D’ele não carecer de advogados. Deus não é colocado a meu prazer em qualquer lugar, porquanto ele é além de qualquer lugar. O fim último de qualquer coisa pensada ou imaginada pelo débil homem é a glória de Deus. Deus é o único que possui dignidade intrínseca, e se Ele decide que a existência do mal e do pecado irá servir, no final das contas, para glorificá-lo, então, quem é você, e quem sou eu para dizer não. Alguém que pensa que a glória desse Ser Eterno não é digna da morte e do sofrimento de bilhões de pessoas tem uma opinião muito alta de si mesmo e da humanidade.
    Jesus disse isto significando com que tipo de morte havia ele (Pedro) de glorificar a Deus. (João21: 19) “Vede agora que eu sou Eu somente, e não há outro Deus além de mim. Eu causo a morte, e restituo a vida; eu firo, e eu saro, e não há quem possa livrar das minhas mãos. (Dt. 32:39)

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  182. Companheiro Rodrigo, saúde.

    Obrigado pelos seus sentimentos, e desde já, saiba que estimo o nosso diálogo.

    Quando eu comentei nos paradoxos em que você entra, assim falei, na tentativa de responder o seguinte problema por você levantado, a saber:

    “Na verdade, sempre cairemos em paradoxos toda vez que tentemos usar antropomorfismos para falar de Deus, pois vontade, desejo, ação e poder só conhecemos na condição de seres animados, que são "imperfeitos".
    Acredito que por sermos limitados, e por não entendermos quase nada da sabedoria de Deus, os paradoxos participam de quase todos os diálogos em torno das ações de Deus, pelo simples fato de sermos extremamente limitados. Tentei dizer que ao tentarmos explicar os desígnios de Deus, qualquer um de nós entrará em paradoxos, sendo que trato a termo filosoficamente. Por paradoxo entendo como Pensamento que estão acima da capacidade de assimilação humana, esgotando assim, toda a possibilidade da construção de uma argumentação logicamente equilibrada, ou racionalmente harmoniosa.
    Em relação ao entendimento do homem, Deus se mostra paradoxal. O paradoxo já começa com a sua criação que se rebela e fica no ápice na Cruz do Calvário onde se apequena. Lógica nenhuma pode entender um Deus todo poderoso que se faz pequeno, sofre e morre a mais vil morte.
    Rodrigo, eu jamais disse que você esteve preocupado em limitar Deus, o que eu disse foi:

    “Você preocupado em não limitar Deus, termina por limitá-lo numa potência que você tem como imprescindível”. Portanto, por mais que você entende que os antropormorfismo, que a linguagem humana se perde em paradoxos, a linguagem por você usada, também antropormófica, por mais que você não perceba, também coloca você diante de paradoxos.

    Você jamais pode esquecer ao direcionar todas as coisas para Deus, na tentativa de tratá-lo como soberano, que existem algumas coisas que nem um soberano poder fazer, a primeira é: Deus não pode negar-se a si mesmo. Se Deus é santo, não pode ter desejado o mal. O mal que você trata é o mal calamidade, quando Deus permite ou ordena um espírito mal, só faz assim contra as pessoas já dominadas pelo pecado.
    Sobre essa questão, deixo para as suas considerações as palavras de Tiago:

    Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Tiago 1:13

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  183. Prezado Lailson, ainda que de maneira virtual percebo em sua pessoa o somatório de qualidades intelectuais, e bom grado no serviço cristão; portanto, nada mais correto que tê-lo como um irmão em Cristo, ainda que on-line.
    Sou um homem do século que passou. Estive frente a frente com os anos de chumbo da década de 60, por isso creio ter a sua idade multiplicada no mínimo por dois (02).
    Minha conversão ao Cristo bíblico se deu a algumas décadas passadas, e de maneira dramática. Arminiano de berço etc.
    Acontece, todavia, que no caminhar por todas essas décadas como pastor, e, presidindo denominações evangélicas distintas (ex. Ass. de Deus, Congregacional), pude conviver com linhas diversificadas em suas cosmovisões, busquei compreendê-las em seus pormenores eclesiásticos, contudo, fatos somados a mais fatos e, ainda, meu profundo desejo de analisar a motivação de tais diferenças me levaram a uma só conclusão: “vivemos hodiernamente o ocaso da fé bíblica”.
    Não há como postar nesse site matéria elucidativa sobre a questão que pomos em foco, portanto, tomo a liberdade de perguntar-lhe se poderia encaminhar para um e-mail pessoal assunto pertinente às questões acesas em nosso debate no ideário; se possível responda-me, e, envie seu e-mail, para que possa estar postando em breve, se porventura for inviável ou não desejado fica o meu mais sincero abraço.
    Graça, saúde e paz.

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  184. Companheiro Rodrigo, saúde.

    Fico muito satisfeito em dialogar com alguém com uma tão rica bagagem. Com prazer deixo o meu endereço eletrônico a fim de que o nosso diálogo continue, apesar das divergências, possibilitando em nós a manifestação da temperança.

    Email: lailsoncastanha@yahoo.com.br

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  185. O gosto exige cultivo, assim como o intelecto. Sua compreensão estimula a vontade para o colóquio teológico. Conhecemos agrandeza do talento de outrem por suas aspirações. Só algo grande pode satisfazer uma grande capacidade. Bocados maiores são essenciais para grandes paladares.
    Adquire-se o gosto pelo convívio com os outros e se herda com a mantença de sua continuidade. (parafraseando Baltazar Gracián)
    Infelizmente teremos que aguardar um pouquinho de tempo para o prefalado diálogo, porquanto a mãe de minha querida esposa foi acometida por um Acidente Vascular Cerebral-(AVC), e, sendo assim vai demandar certa demora para levar a cabo o que pretendemos.
    Agradeço, todavia, pela acolhida, e assim que tudo se acalmar vou postar não um comentário, mas uma análise daquilo que creio. Forte abraço, e sincero desejo de saúde e paz.

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  186. Não concordo com a perda da salvação.
    “Deus não é homem, para que minta, ou filho do homem, para que se arrependa.”
    Agora, imaginemos que se uma pessoa perdesse a salvação e mais tarde se arrependesse. Ela seria salva novamente?
    Obviamente que não. A salvação é uma aliança, e Deus NÃO VOLTA ATRÁS. Deus não dá e tira a salvação de qualquer maneira.

    A verdade é que alguns ministros do evangelho, temem em afirmar a frase supracitada, pois têm medo que os salvos não busquem uma vida de santificação, e rendam-se aos prazeres do pecado, pensando: “Sou salvo, vou pro céu. E já que não perderei a vida eterna/salvação, vou aproveitar a vida com os prazeres da carne.”
    Mas a verdade é que, uma pessoa verdadeiramente salva, não pensará assim jamais, pois a salvação consiste na conversão, isto é, mudança de vida. Ou seja, Jesus transformará a vida daquela pessoa de forma que ela nunca mais sinta prazer em pecar e viver distante dele.
    Se você se acha salvo, vive uma vida de pecado e tem a consciência tranquila, tem algo errado. Tá na hora de refletir se é realmente salvo.
    Existem dois tipos de pacadores, aqueles que pecam e ficam com a consciência tranquila, e aquele que peca sabendo estar errado, e sentindo um incômodo e vazio na sua alma e coração;

    Pode acontecer de uma pessoa ser convencida e até ter cargo na igreja local, mas não ter sido convertida, não ter nascido de novo pelo poder do Espírito Santo. Este não perde a salvação, a verdade é que ele nunca foi salvo.

    Sabe porque não perdemos a salvação? Porque ela não nos é dada por obras, mas pela graça, isto é, um favor sem merecimento de nossa parte. Sendo assim, não há nada, isto mesmo, nada, que possamos fazer que nos tire a salvação, assim como não fazemos nada para recebê-la. Ela é um presente de Deus(Vide Romanos 7:25; 1 Coríntios 1:4; Colossenses 1:12).

    Uma pessoa verdadeiramente salva pode até pecar, afinal é ser humano, está sujeita às vontades carnais. Porém, enquanto estiver distante dos caminhos de Deus, sentirá um incômodo em seu coração. Esse incômodo é um toque de Deus em seu coração para que você não se acomode ou sinta-se feliz, mas que saiba que há um vazio em seu coração que só será preenchido com sua volta pra Cristo.
    O que não poderá acontecer é um salvo pecar e ter a consciência tranquila.

    Isso é assunto pra mais de horas!
    Mas quero fazer uma última observação: O desejo e a orientação de Deus é que além da salvação, zelemos ainda pela SANTIFICAÇÃO, que é a busca de uma vida comprometida com Deus, longe do pecado, buscando produzir em nossa vida os frutos do espírito(vide Galatás 5). Por isso vemos muitas passagens que traduzem a mensagem dos tipo: ” Aquele que está em pé, cuidado para que não caia”; “Vigiai para que não sejais tentados”; etc.

    E cá entre nós, a grosso modo, não é nenhuma prepotência afirmar que o salvo busca uma vida de comprometimento com Deus.

    E o comprometimento com Deus, santificação, contribuição para o crescimento do Reino de Deus não diz respeito à salvação, mas o galardão que será recebido nos céus.

    Obs: O texto pode está um pouco confuso, pois o redigi com um pouco de pressa. Por isso, perdoem-me se há algum erro de digitação, ou não há muita organização quanto sua ordem, pois não tive tempo de corrigí-lo.

    Abração apertado.
    Deus os abençoe.
    Vinícius Ribeiro.

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  187. Companheiro Vinícius, saúde.

    A questão da perda da salvação nada tem a ver com uma mentira de Deus ou um retrocesso do Altíssimo. Quando falamos de perda da salvação evocamos a possibilidade de uma pessoa não ser fiel. A infidelidade não é de Deus, por isso é que Jesus, através de João admoesta a igreja: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”(AP 2.10).

    A fidelidade de Deus continua porque ele mantém o pacto com a sua noiva, sua Igreja. Se você evocar a parábula das virgens, vai perceber que as cinco que perderam as bodas foram aquelas que não estavam prontas, porém, todas as Dez eram noivas (Mt 25), as cinco foram rejeitadas por sua imprudência. Da mesma forma que foi fiel com o povo de Israel, mesmo tendo alguns de Israel se perdendo. Os que se perderam foram aqueles imprudentes, forma aqueles que desonraram o Antigo Pacto.
    Salvo é quem, como o apóstolo Paulo, combate o bom combate, guarda a a fé e segue até o fim a carreira que lhe esta proposta. (2Tm 4.7). Devemos pensar e agir como o apóstolo Paulo:

    “Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar.
    Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” (1Co 1.9)

    A ênfase sobre vigilância das Escrituras direcionada a Igreja, deixa-nos claro que podemos perder nossa atual condição de noivos. E é com essa ênfase que eu encerro:

    “Guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.(Ap 3.11)”

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  188. Que bom podermos desfrutar de um canal tão dinâmico com esse; Deixo aqui minha observação :
    Jesus esta voltando em breve, pois seu nome sera conhecido em todo canto do mundo em função da eficiente e o alcance da internet, em alguma outra época poderíamos imaginar o alcance que a internet teria ?
    Primeiro ponto : Efésios 2 : 8-9 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
    9 - Não vem das obras, para que ninguém se
    glorie;
    Podemos andar "certinho" ao nossos olhos, mas aos olhos de Deus já estamos condenados, nossa situação de condenados só muda no momento em que aceitamos o sacrifício de Jesus.
    Segundo ponto : Efésios 4-30
    E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.
    Quando aceitamos Jesus de verdade, recebemos o Espírito Santo João 14 : 17 17 O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.
    Existe Alguma referencia na Bíblia onde o Espírito Santo nos deixa ?
    Como alguém salvo, com o Consolador ( Espírito Santo ) em seu coração pode ir para o Inferno ?
    Nada além da Graça pode ser imputado para nossa salvação, uma vez salvos, verdadeiramente somos salvos ( Obs : Salvação é individual apenas o salva tem essa certeza ) podemos ser crentes irrepreensíveis aos olhos do homens e nem por isso sermos verdadeiramente salvos !

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